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"Não tolere o que a Bíblia reprova, e nem reprove o que a Bíblia tolera." (Gilvan, 15/05/2005).

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Alimento Bíblico Semanal 17: A Edificação do Corpo de Cristo


      
          Ler a Bíblia apenas por ler não traz nenhum beneficio; quando a lemos, colocando em prática seus ensinamentos, exercitando o nosso espírito ganhamos vida (Jo 6:63). Por meio desses Alimentos Semanais, tenho tentando ser instrumento de ajuda para mostrar a direção de Deus e conhecermos mais a Sua Palavra. A leitura desse instrumento e o estudo sistemático da Bíblia despertarão em nós uma maior comunhão com o Senhor e assim desfrutaremos da realidade espiritual que o Senhor tem para cada um de nós. Certa ocasião, o Espírito Santo me disse de forma bem clara: "Deus fará maravilhas quando estivermos na total dependência dEle, como vasos disponíveis, vazios, vasos de honra e sedentos por Sua Eterna Vontade e Palavra"
          Nosso desejo é que vocês, amados irmãos do Pequeno Grupo, passem a ter uma vida de leitura normal da Bíblia, passando a amá-la cada vez mais e permitindo que ela seja realidade em nosso viver diário. Dessa forma, por meio de um contato constante e diário com o Criador do Universo, somos levados a viver no Espírito para a gloria do Senhor.
          A vontade que muitos cristãos têm em aparecer consiste em alimentar no homem o desejo de se projetar. Interessante é que percebo que o desejo de Satanás não é atrair a glória para si e, sim, desviá-la de Deus. Em um mundo cheio de pessoas procurando o papel principal no grande teatro da vida, Satanás é perito em acender as luzes sobre quem quer que seja, desde que o mundo na olhe para Deus. Nesse grande teatro todos aparecem em seus melhores ângulos, tendo seus defeitos meticulosamente maquiados para que o público  não se desencante com as suas falhas. Vestimos sempre nossas melhores roupas, exibimos nossas mais impressionantes aptidões, sempre escondendo a realidade que se esconde nos bastidores da alma.
          Cada vez mais, a imagem se distancia da realidade, e a maioria de nós acaba se especializando na arte de representar, na esperança de que um dia possamos nos tornar o que mostramos, ou que o espetáculo nunca acabe.
          O que mais me impressiona é que o Senhor Jesus escolheu exatamente o oposto do teatro (Is 53:2). Ele não precisou representar. Foi por meio da humilhação que ele foi exaltado à direita de Deus, a renúncia foi a sua conquista, a dor foi a sua vitória. Autêntico sincero, real. ESSE É O MODELO.
          O fato de querer aparecer também se manifesta no consumismo. O errado não é adquirir e, sim, consumir sem restrições, motivados por uma ganância que sempre nos transmite a sensação de não termos o suficiente, quando na verdade temos mais do que o suficiente.
           Infelizmente, o acumulo de bens tornou-se o objetivo final da humanidade - o que transmite um ilusório sendo de satisfação pessoal. As pessoas passaram a ser definidas pelo volume de suas contas bancarias...
           Toda adoração que se baseia numa ralação de troca é idolatria. Deus não é um negociador de barganhas. A mentalidade consumista pode corromper até mesmo nosso relacionamento com Deus, levando-nos a nos “adorar” a Deus pelos motivos errados.
          Pare por um instante e reflita sobre isso. Por que você está fazendo o que está fazendo? Para que você tem dedicado o seu tempo? Qual o verdadeiro propósito de sua vida? Jesus definiu quem somos e qual a nossa missão: (Ef. 2.10)
          O apóstolo Paulo levava as pessoas a estar no Espírito e essa tem sido minha tentativa de prática constante. Uma vez que aceitamos o Senhor Jesus, Ele passou a habitar em nosso espírito e devemos permitir que Ele assuma o controle total de nossa alma, mente, vontade e emoção. Precisamos fazer o que agrada a Deus. Quando a Palavra de Deus penetra em todo o nosso ser, nossa alma (mente, vontade e emoção) é preenchida com a Vida Divina e passamos a ser participantes da Natureza Divina, como afirma o apostolo Pedro: “Pelas quais nos têm sido doadas as suas preciosas e mui grandes promessas, para que por elas vos torneis co-participantes da natureza divina, livrando-vos da corrupção das paixões que há no mundo... (II Pe 1:4)”.
          A nossa obra deve ser segundo o que o Senhor nos concedeu, cumprindo cada um o seu chamado. Os doze apóstolos tinham cada um o seu ministério, mas todos tinham o mesmo principio e objetivo – edificar o Corpo de Cristo (Ef 4:11-12). Todos tinham uma única meta: conduzir os novos crentes para que cresçam em vida “com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo. Até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo”.
          Para fazermos a obra do Senhor de maneira eficaz, devemos estar atentos a três pontos fundamentais:
a)      Precisamos reconhecer a necessidade local, ou de cada pessoa;
b)      Deve ser realizada conforme o encargo que Deus concedeu a cada um de nós, enquanto Seus servos;
c)      Tudo deve ser feito conforme a direção do Espírito Santo. 

  •  Afirmativa-Chave:Deus fará maravilhas quando estivermos na total dependência dEle, como vasos disponíveis, vazios, vasos de honra e sedentos por Sua Eterna Vontade e Palavra.
  • Pergunta Padrão:  Qual a nossa meta na Obra do Senhor?
Unidos na mesma unção, na esperança da salvação.
Gilvan Silva Santos, servo do Deus Altíssimo em espírito, alma e corpo (I Tes 5:23)
Itabuna-Bahia 29.01.2012 (7h22min)
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terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Alimento Bíblico Semanal 16: Para o enchimento com o Espírito, precisamos da Palavra de Deus


          Jesus ministrou ensinamento aos doze apóstolos, mas ao apóstolo Paulo foi ministrado ensinamento pelo próprio Espírito Santo. O Senhor Jesus disse a Ananias que Paulo era um instrumento escolhido para levar seu nome perante os gentios e reis e também perante os filhos de Israel (At 9:15). Mais tarde, o próprio Paulo deu testemunho de sua missão dizendo: “Então, eu perguntei: Quem és tu, Senhor? Ao que o Senhor respondeu: Eu sou Jesus, a quem tu persegues. Mas levanta-te e firma-te sobre teus pés, porque por isto te apareci, para te constituir ministro e testemunha, tanto das coisas em que me viste como daquelas pelas quais te aparecerei ainda, livrando-te do povo e dos gentios, para os quais eu te envio, para lhes abrires os olhos e os converteres das trevas para a luz e da potestade de Satanás para Deus, a fim de que recebam eles remissão de pecados e herança entre os que são santificados pela fé em mim. Pelo que, ó rei Agripa, não fui desobediente à visão celestial” (At 26:15-19)
         Em II Corintios 12:2-4, Paulo afirma de si mesmo: “Conheço um homem em Cristo que, há catorze anos, foi arrebatado até ao terceiro céu (se no corpo ou fora do corpo, não sei, Deus o sabe) e sei que o tal homem (se no corpo ou fora do corpo, não sei, Deus o sabe) foi arrebatado ao paraíso e ouviu palavras inefáveis, as quais não é lícito ao homem referir”. Um nível espiritual elevado permitiu que o apóstolo tivesse tal revelação; é bom entender que essa revelação ocorreu no nível de seu espírito humano, na dependência do Espírito Santo. Igualmente nós também precisamos ter visão em nosso espírito (em outra ocasião, vou detalhar como isso pode ocorrer).
          Em seu ministério, Paulo supria as pessoas com a Vida de Deus, conduzindo-as a invocar o Nome de Jesus (Rm 10:12-13). Precisamos andar no Espírito para termos experiências com o Espírito. Os que almejam ser usados por Deus para conduzir Seu povo a experiências mais profundas e ricas com Cristo, precisam permitir que Deus os treine diariamente, através da leitura constante da Palavra de Deus e da oração, como permitiu o apóstolo Paulo.
         A Bíblia afirma que ninguém pode dizer “Senhor Jesus”, senão pelo Espírito Santo (I Cor 12:3). O enchimento do Espírito Santo ocorre pela leitura da Palavra de Deus. Por meio dela, podemos andar e estar no Espírito, porque as palavras do Senhor são espírito e vida (Jo 6:33). Não podemos querer entender a Bíblia com a nossa própria racionalidade, senão não obteremos a vida; viveremos na “rotina do evangelho” e na normalidade da vida cristã. O Cristianismo puro e verdadeiro contra a normalidade está em I Jo 5:12: a Vida é Uma Pessoa que habita em nós.
          Em nossa vida cristã precisa haver uma similaridade, uma identificação entre nós e Jesus. O Pai habita no Filho e o Filho habita em você na pessoa do Espírito Santo. Um dia Deus se tornou um homem, e Ele foi o Homem que Venceu a Cruz. Conseqüentemente, nossa função e ser um canal aberto para a passagem do Espírito.
          Jesus quer que entendamos que nós somos a chave para fazer a ligação entre Ele e o mundo; assim como Ele é a chave entre o Pai e nós. Isso só é possível mediante o Espírito Santo (que é o Pai e o Filho – I Jo 5:7) que habita em nós e compartilha o fluir da Vida de Deus, que é a única Vida que produz resultados.
         Somos habilitados para sermos ministros de uma Nova Aliança, não da letra, mas do Espírito; porque a letra (o simples conhecimento) mata, mas o Espírito vivifica (II Co 3:6). Meu amado irmão, aplique tempo na leitura da Bíblia; leia a Bíblia com o coração aberto, sem reservas ou preconceitos; admita que nada sabe; leia a Palavra de Deus com e em oração. Precisamos perceber a maneira correta que o Senhor nos exorta a estudar Sua Santa Palavra, através da orientação de Paulo a essa prática em Efésios 6:17-18: Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus;  com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos.
          Será que poderemos ser elogiados como foi a igreja em Filadélfia porque os santos que ali estavam perseveraram em dois fundamentos extremamente importantes: o Nome de Jesus e a Palavra do Senhor (Ap 3:8). A Bíblia é Palavra Viva de Deus; deixe-a ser seu Alimento Diário.
 
  • Afirmativa-Chave: Os que almejam ser usados por Deus para conduzir Seu povo a experiências mais profundas e ricas com Cristo , precisam permitir que Deus os treine diariamente, através da leitura constante da Palavra de Deus e da oração.  
  • Pergunta Padrão: Como podemos ser elogiados como foi a igreja em Filadélfia em Apocalipse 3:8

Unidos na mesma unção, na esperança da salvação.
Gilvan Silva Santos, servo do Deus Altíssimo em espírito, alma e corpo (I Tes 5:23)
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segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Alimento Bíblico Semanal 15: O serviço que realizamos para o Senhor deve ser segundo o Espírito Santo


          Paulo foi enviado para ser apóstolo entre os gentios, e a partir de Antioquia, juntamente com Barnabé, foi designado pelo Espírito para a obra que ele tinha sido comissionado no inicio de seu ministério (At 9). A nossa obra deve ser segundo o Espírito para o estabelecimento de igrejas, de grupos pequenos, de encontros, o de qualquer outro movimento que envolva propagação do Evangelho. Toda obra feita para o Senhor deve ter origem no Espírito visando alcançar todas as pessoas em todos os lugares com o Evangelho do Reino.
         Mateus 28:18-20, afirma que toda autoridade foi dado ao Senhor Jesus no céu e na terra e que devemos fazer discípulos em todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo e ensinando-as a guardar todas as coisas que o Senhor nos tem ordenado. Dessa forma podemos encher a terra (Gn 1:28), expressando Deus e exercendo a autoridade de Cristo. A obra do Senhor não pode ser feita de forma individual, mas coletiva na dependência do Espirito Santo; essa obra começou quando Pedro, no dia do Pentecostes, levantou-se com os onze e começou a pregar “Pedro, porém, pondo-se em pé com os onze, levantou a voz e disse-lhes: Varões judeus e todos os que habitais em Jerusalém, seja-vos isto notório, e escutai as minhas palavras” (At 2:14)
          No inicio do estabelecimento da Igreja Primitiva (e como precisamos voltar a essa modelo), a obra entre os gentios foi entregue a Barnabé e a Saulo; depois, outros foram acrescentados, como Timóteo, Tito, Silas, Apolo, Lucas, Áquila e Priscila; todos esses trabalhavam em conjunto subordinados ao Espírito Santo. Assim, fica claro que a obra dos apóstolos não era individual, mas coletiva em função e dependência exclusiva do Espírito Santo.
          Cristo treinou os doze apóstolos por três anos e meio. Esse treinamento ocorreu em vários lugares, por meio de fatos, eventos, pessoas e situações das mais inusitadas; todo ensinamento foi ministrado de forma prática e viva. Mais tarde, após a ressurreição, o Senhor se tornou o Espírito Vivificante (1 Co 15:45 - Assim está também escrito: O primeiro homem, Adão, foi feito em alma vivente; o último Adão, em espírito vivificante) e os guiou a experimentar a realidade espiritual vivenciando tudo o que Jesus Cristo havia ensinado.
         Imaginem como foi ter andado com Jesus por três anos e meio de forma física – como deve ter sido a experiência de vivenciar o ministério terreno do Senhor. Mas, certamente em meio a essa maravilhosa atmosfera os discípulos não podiam compreender aceitar e praticar tudo o que o Senhor dizia. Com a ressurreição do último Adão (Cristo) o Espírito Santo habitaria nos discípulos, falaria com eles e os guiaria na vivência da realidade espiritual, que a muito foi perdida em nossas igrejas hoje em dia. Não podemos ignorar a verdade bíblica que também precisamos servir ao Senhor em nosso espírito: “Porque Deus, a quem sirvo em meu espírito (Rm 1:9) O mais importante é que a obra, o mover, o andar, o serviço do servo de Jesus seja direcionado e ensinado pelo Espírito; eu sou Dele e Ele é meu.
         O próprio Senhor Jesus treinou pessoalmente os doze apóstolos em Seu ministério terreno enquanto estava encarnado; porém o apóstolo Paulo foi ensinado e treinado pelo próprio Jesus Cristo, só que após a Sua Ressurreição. O Espírito o treinou e ensinou por meio de uma visão. O Senhor queria que Ele fizesse a obra para a qual fora chamado, por isso foi importante e necessário que ele recebesse o Senhor invocando o Seu nome e fosse batizado (At 22:16). Tudo o que o perseguidor Saulo fosse fazer para o Senhor teria que ser realizado em conformidade com a Igreja. Quando Saulo se converteu, ele se tornou um com o Espírito, e ao ser batizado torno-se um com a Igreja. Também nós ao cumprirmos esses dois fundamentos, estamos qualificados para receber e cumprir a visão de Deus para essa terra.
          Precisamos ser vasos de honra na obra de Deus. Para fazer seus milagres, Deus precisa de vasos disponíveis e vazios. Foi assim na multiplicação do azeite da viúva (II Rs 4) e na transformação da água em vinho (João 2). Deus pode fazer maravilhas quando nos apresentamos a ele como vasos disponíveis, vazios e sedentos por Sua Palavra, como fez através do apostolo Paulo (At.9.15).
          Enquanto formos inflexíveis, como Saulo antes de Damasco (At 9), não poderemos ser usados. Ser inflexível é ter o coração orgulhoso, ser auto-suficiente, viver na prática do pecado. O barro é uma matéria argilosa, moldável quando se junta água, que se extrai diretamente dos solos e é composto à base de silicatos de alumínio. A natureza do barro é flexível quando aquecido e precisamos ser como o barro nas mãos do oleiro (Jr.18.1-6).
  •  Afirmativa-Chave:
Ser ensinado e orientado pelo Espírito Santo
  •  Pergunta Padrão:
                  Como recuperar a Realidade Espiritual perdida em nossas igrejas nos dias de hoje?
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segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Alimento Bíblico Semanal 14: Tudo o que fizermos para o Senhor deve ser iniciado pelo Espírito Santo


Conforme já falei no Alimento Bíblico passado na igreja em Antioquia havia cinco profetas e mestres que, apesar de raças, classes sociais e culturas diferentes, puderam estar juntos, na unidade do Espírito e quantos mais oravam mais se tornavam unânimes, o que permitia ao Espírito Santo falar-lhes a mesma coisa; o que O Espírito Santo liberava a um, também liberava aos demais (At. 13:2-5).
         A Palavra de Deus deve ser nosso alimento diário, é importante tê-la como nosso suprimento de vida. Não somente os irmãos que são líderes na igreja, mas todos nós que queremos crescer na vida de Deus, precisamos estudar, desfrutar e praticar a Palavra. Quando fazemos isso regularmente, a Palavra de Deus se torna mais viva e real para nós e assim, permitiremos que o Senhor nos use como usou o apostolo Paulo que teve verdadeira autoridade espiritual.
          É comum confiarmos em nossa própria capacidade, posição, influência e conhecimento e isso impossibilita sermos úteis a Deus; primeiro precisamos permitir o Seu trabalhar em nós. Nada do que aprendemos na vida secular ou o que possuímos é necessário para o Senhor nos usar, apenas nossa total dependência dEle. Talvez você me ache um tanto radical em afirmar isso, mas quero lembrar, de forma bem resumida, como o Senhor Deus usou Moises: Houve um preparo desde o seu nascimento. Em seus primeiros dias de vida, Deus o guardou de ser morto por Faraó, Com três meses de idade, foi colocado em um cesto de junco à beira do rio e foi recolhido pela filha de Faraó, a princesa Termuteis que o criou como um príncipe egípcio (Atos 7:22); ele foi instruído em toda ciência do Egito até os quarenta anos de idade. Moises foi salvo das águas por causa da arca de juncos, que tipifica o Senhor Jesus Cristo, que nos livrou das águas da morte (Hb 2:14,15). Moises conhecia sua origem, sua verdadeira filiação: ele era filho de Anrão (Anrão, significa inteligente) e de Joquebede (que significa Jeová é grande), filha de Levi (Ex 6:20). Moises pensou ser ele próprio a solução para a libertação do povo de Israel devido a sua capacidade, habilidade e seus conhecimentos e, com 40 anos de idade, após cometer um assassinato foi obrigado a fugir do Egito para o deserto de Midiã, onde viveu por quarenta anos (Ex 2:11-22). No deserto ocorre o processo de conquista da esperança. No lugar de solidão, no deserto, Moises pôde:
  • Encontrar a si mesmo;
  • Ser firmado no chamado de Deus;
  • Adquirir capacidade espiritual;
  • Receber o maná do céu;
  • Saciar a sede de muitos;
  • Realizar milagres, maravilhas e prodígios;
  • Ouvir Deus e crescer na fé;
         No deserto, Moisés tornou-se pastor de ovelhas e tudo o que aprendera nos primeiros 40 anos de vida foi levado à morte e “enterrado” no deserto nos quarenta anos que lá passou. Nada do que ele aprendera no palácio de Faraó pôde ser usado ali. Ele foi despojado de tudo o que aprendera, de toda sua capacidade e de tudo o que possuía (Ex 4:10-12). O Senhor o preparou minuciosamente durante esses quarenta anos. Somente quando Moisés se considerou incapaz é que o Senhor Deus pôde usá-lo.
         Para que Deus possa usar alguém, é necessário ser lapidado pelo trabalhar renovador do Espírito Santo. Nossas habilidades e nossos conhecimentos naturais devem ser abandonados, pois se tornam um grande obstáculo para no Caminho do Senhor. Se nos sentimos capazes e úteis para algo é porque ainda não estamos aptos para servir ao nosso Deus.
          Quando os cinco profetas e mestres de Antioquia oraram, ocorreu o seguinte: Certa vez, quando eles estavam adorando o Senhor e jejuando, o Espírito Santo disse: Separem para mim Barnabé e Saulo a fim de fazerem o trabalho para o qual eu os tenho chamado (Atos 13:2). Essa é a primeira vez que aparece no Novo Testamento algo chamado “obra” por meio de um chamamento especifico do Espírito Santo e no versículo 4 ainda lemos: “Barnabé e Saulo, tendo sido enviados pelo Espírito Santo, foram até a cidade de Selêucia e dali embarcaram para a ilha de Chipre”. Conforme afirmei no título desse alimento toda obra desse ser iniciada pelo Espírito; não deve ser algo de nosso própria vontade, algo que venha de nós mesmos, mas algo proveniente do Espírito Santo, “pois em nós não habita bem algum, pois eu sei que aquilo que é bom não vive em mim, isto é, na minha natureza humana. Porque, mesmo tendo dentro de mim a vontade de fazer o bem, eu não consigo fazê-lo (Rm 7:18)”.
         Outro fato também importante é que quando alguém é enviado para a obra não é enviado sozinho, mas em unidade com os outros irmãos.
        O desejo do Senhor é propagar Sua Obra em toda a terra e por isso há um novo começo com Paulo e seus cooperadores (At 20:4; Fp 2:25).Essa obra havia sido iniciada entre os judeus, mas precisava expandir-se entre os gentios; por isso o Senhor concedeu a Pedro a visão de Atos 10:9-16.
         Para que o evangelho chegasse entre os gentios, o Senhor, como sempre faz, preparou tudo: assim que Pedro teve a visão, chegaram os enviados para convidá-lo a ir à casa de Cornélio (At 10:17-23). Depois desse ocorrido ficou evidente que Deus não faz acepção de pessoas (At 11:18). Na casa de Cornélio a porta do evangelho foi aberta aos gentios e com o chamamento de Barnabé e Saulo essa obra foi fortalecida.
         Ao que me parece em Galátas 2:9 de maneira clara a obra do Senhor na terra era única, mas tinha duas regiões ou dois grupos de destinatários distintos, com dois grupos de apóstolos: Tiago, Pedro e João eram os apóstolos para os judeus e Paulo e Barnabé eram os apóstolos para os gentios, mas entre eles os apóstolos havia comunhão – não havia partidarismo ou qualquer outro sentimento.
          Paulo foi chamado e estabelecido por Jesus Cristo e por Deus Pai (Gl 1:1). Ao pregar o Evangelho não fazia para obter aprovação das pessoas. O próprio Paulo afirma: “Por acaso eu procuro a aprovação das pessoas? Não! O que eu quero é a aprovação de Deus. Será que agora estou querendo agradar as pessoas? Se estivesse, eu não seria servo de Cristo. Meus irmãos e minhas irmãs, eu afirmo a vocês que o evangelho que eu anuncio não é uma invenção humana. Eu não o recebi de ninguém, e ninguém o ensinou a mim, mas foi o próprio Jesus Cristo que o revelou para mim”. (Gálatas 1:10-12). Precisamos ser chamados e enviados pelo Espírito Santo
 

  • Afirmativa-Chave: Se nos sentimos capazes e úteis para algo é porque ainda não estamos aptos para servir ao nosso Deus.
  • Pergunta Padrão: Como o Espírito Santo pode atuar na Igreja hoje, se mais parecemos um clube social?
Unidos na mesma unção, na esperança da salvação.
Gilvan Silva Santos, servo do Deus Altíssimo em espírito, alma e corpo (I Tes 5:23)
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