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"Não tolere o que a Bíblia reprova" (Gilvan, 15.05.2005)

domingo, 8 de julho de 2018

Vivendo o Evangelho Pleno no Ministério do Espírito



   No início da Igreja Primitiva, as conversões e milagres eram algo comum e me pergunto como tantas pessoas eram salvas ao mesmo tempo, se não se dispunha dos recursos, estratégias e métodos que temos hoje...
          Não tenho dúvidas que as conversões eram frutos da ação soberana de Deus, do Agir do Espírito Santo, de vidas que testemunhavam com Poder o discipulado ministrado por Jesus.
          De uma só vez quase três mil pessoas se convertem (At 2:41). Pouco tempo depois, quase cinco mil pessoas (At 4:4). Essa é a manifestação da Vida e do Poder de Deus atuando na Igreja. Na verdade, a quantidade de pessoas foi muito mais, pois nessa conta estão incluídos apenas os homens.
         Na “igreja” que temos edificado, com nossos métodos, vontades e imposições, com três mil ou cinco mil pregações, se converte apenas uma pessoa.
         O erro está nos métodos ou nas estratégias? Não, o erro está em não dependermos da ação do Espírito Santo como os apóstolos dependiam. O Senhor tenha misericórdia de nós. 
         Homens simples, iletrados, totalmente analfabetos, provocaram verdadeiro alvoroço no surgimento da igreja primitiva (At 4:7). Esses homens andaram com Jesus, pensavam e falavam como Jesus (At 4:13). Agir com a Mente de Cristo era então uma realidade.
         Os apóstolos testificavam com ousadia que Jesus Cristo é o Senhor (At 2:36). Nesse período, os cristãos viviam a vida da igreja com muita simplicidade, tão diferente de nossos dias:
Conforme registro de Atos 2:42-46, os discípulos:

  •  Tinham tudo em comum;

  •  Faziam as refeições juntos;

  •  Partiam o pão de casa em casa;

  • Não havia lugar para egoísmos ou individualismos.

         A dedicação ao estudo e ao ensino da Palavra, juntamente com a prática da oração, fizerem e fazem grande diferente na vida dos discípulos. Assim, para vivermos o Evangelho Pleno no Ministério do Espírito, precisamos aprender com a Igreja Primitiva.
        Como essa igreja alcançou o mundo?
        Era totalmente dependente do Espírito Santo, a Virtude do Alto desceu sobre eles e também hoje está dentro de nós.

Uma igreja que aprendia:

  • Professores: os apóstolos que apreenderam com Jesus (At 1:21-22);

  • Os alunos: a primeira turma, a turma inicial era composta por quase 120 alunos (At 1:15);

  •  Curriculum: a Doutrina de Jesus Cristo (Jo 15:26; 16:8 à 11)
Uma igreja que amava na prática:

  •  Havia comunhão verdadeira (At 2:43);

  • Todos tinham um só objetivo: tornar o nome de Jesus conhecido (At 5:42)

  • Cultos sem formalismos, ou padrões humanos. Cultos no templo e nas casas (At 2:46);

  • Não havia necessitados (At 2:45; 4:34);
   Uma igreja que evangelizava:

  • O testemunho era diário. Não eram simples palavras. Mas um estilo de vida que atraia a todos através da ação Poderosa do Senhor (At 2:47)

         Apesar dos membros da Igreja Primitiva depositarem grandes somas de dinheiro aos pés dos apóstolos (At 2:45; 4:34), eles continuavam pobres (At 3:6)...
          Que contraste com muitos “pastores” de hoje... Ricos!....  Mas pobres de Deus e do Seu Chamado... Não são todos... Ainda existem “pastores sérios” ... “homes de Deus” ...
         Não podemos e nem devemos tentar limitar o Agir de Deus.... Ele é Soberano e Sua Graça não é uniforme. Assim lemos: “Cada um administre aos outros o dom como o recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus.” (1 Pedro 4:10)
         Podemos ter diferenças hermenêuticas e até teológicas, mas em um ponto temos que ser unidos e unanimes, se quisermos alcançar o mundo (At 4:23-31): Jesus Cristo é o Senhor e precisamos anunciar o Seu Evangelho, a tempo e fora de tempo (II Tm 4:2).
           Não tenho dúvidas que a perseguição produz crescimento (At 8). Há um registro importante: os cristãos que foram dispersos iam por toda parte pregando a Palavra (At 8:4). Eles tinham plena convicção de que a Palavra é capaz de operar aquilo que nós não conseguimos.
          O Evangelho é o Poder de Deus...
           
         

segunda-feira, 25 de junho de 2018

O Padrão de Deus


O Padrão de Deus
 
          Não temos condições de alcançar o alto padrão de santidade exigido por Deus.
          Nossos esforços, méritos ou tudo o mais que fizermos nada adianta. Precisamos clamar pela ajuda do Senhor porque nada se compara a grandeza de Jesus.
          Jesus é o Padrão de Deus.
          O mundo nos enche de ofertas, coisas boas e agradáveis, para nos impedir de prosseguir para o alvo. O mundo e seu sistema não quer que prossigamos para a soberana vocação de Deus em Cristo Jesus (Fil 3:13-14).
          Em Seu ministério terreno, Jesus deixou estabelecido o padrão esperado por Deus para o viver daqueles que se dispuseram a segui-Lo.
          Esse registro está bem detalhado no conhecido Sermão do Monte (Mt 5 à 7).
          Há um grande contraste entre o perfil das pessoas que seguiam o Mestre (Mt 4:23 à 25) e às pessoas a quem Ele direcionou o conhecido Sermão da Montanha.
          Se por um lado, havia atormentados, endemoniados, lunáticos e paralíticos, nada diferente da humanidade de hoje, com suas mazelas física e espirituais, por outro lado, foi a essas mesmas pessoas que o Senhor apresentou a carta Magna do Reino, a Constituição do Sermão do Monte.
          Existe algo reservado para aqueles que alcançam o padrão estabelecido por Deus, mas nós não alcançaremos esse recompensa com esse corpo temporal e não há nenhuma condição para imaginarmos  tal recompensa (I Cor 2:9).
         Certamente, o prêmio dos vencedores será indescritível e indestrutível.
          Não importa o quanto as coisas desse mundo parecem boas, o que Deus para nós é bem melhor e maior.
          Jesus nos orientou a vencermos o mundo; se alguém ama o mundo, o Amor de Deus nele não está.
          O apóstolo Paulo deixou registrado a atentarmos para "as coisas que não se veem" (II Cor 4:9); assim não seremos atraídos por aquilo que vemos, porque "andamos por fé, e não por vistas" (II Cor 5:7).
          Nossa visão é ampliada quando vivemos na esfera do Reino e percebemos que tudo aqui é passageiro.
          Utilizemos a vitória que vence o mundo: a nossa fé (I Jo 5:4). Só podemos enxergar aquilo que não é visível, por meio da fé (Hb 11:1). Assim é a Obra do Espírito.
          A medida que desfrutamos da Palavra de Deus, somos fortalecidos porque há a garantia de que a fé vem pelo ouvir a Palavra (Rm 10:9) e assim nada nesse mundo poderá nos prender.
          Em Seu ministério terreno, Jesus censurou os escribas e fariseus não por darem o dízimo, mas por acharem que o dízimo substituía a base real da relação com Deus e da relação com o próximo.
          No Evangelho de Lucas (Lc 11:19 à 26), percebemos que o sucesso do Reino de Deus implica:

  •   destruição do Reino de Satanás;

  •   libertação dos cativos;

  • Reconhecer que Jesus derrotou a Satanás e despojou o seu poder;

          Assim contra os fariseus e escribas de todos os tempos, Jesus faz sérias advertências, que precisamos considerar hoje:
1.     Viviam rituais externos, sem verdadeira obediência;
2.    Queriam o reconhecimento dos homens;
3.     Eram como "sepulturas velhas”, pintadas de cal;
4.    Eram responsáveis pela imposição de cargas insuportáveis;
5.    Eram especialistas nas Escrituras; conheciam a teoria, mas não praticavam.
Conhecimento sem entendimento e prática. Eram empecilho para os que queriam entender.
          Há um sentido nobre em agradar a Deus: fazer o bem sem olhar a quem. Ao rico insensato (Lc 12:13 à 20) Jesus não pergunta para que seriam os bens, mas para quem (Ec 4:8)
          Esse homem foi bem-sucedido em sua vida secular e garantiu “seu futuro” em uma perspectiva humana. Jesus, no entanto, o chama de louco.
          De quem queremos receber aplausos?
          No Padrão de Deus, Ele estabelecerá um novo governo na Terra. Não será um governo humano como vemos hoje (prefiro não comentar!)
          No “mundo que há de vir” (Hb 2:3 à 7), Cristo e Seus vencedores reinarão para todo o sempre (Ap 11:15-18). Um Reino muito além da compreensão humana...
         Para alguns, tudo parece bom nesse mundo em que vivemos atualmente, mas o mundo e seu sistema tem a intenção de cegar nossa visão espiritual, de nos desviar do alvo.
       Para evitar essa cegueira, O Senhor nos permitir perceber os dois aspectos do Evangelho Pleno, que comentarei detalhadamente em outras reflexões.
      Para nosso conhecimento, assim como uma moeda, o Evangelho tem duas faces:

  •  O Evangelho da Graça (At 20:24): a necessidade de salvação de todos os homens

  • O Evangelho do Reino (Lc 8:1; Mt 9:35; At 8:12; 19:8; Mt 24:14); obediência total e irrestrita ao Senhor Jesus.

         Não devemos confundir esses dois aspectos do Evangelho...