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"Não tolere o que a Bíblia reprova, e nem reprove o que a Bíblia tolera." (Gilvan, 15/05/2005).

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Alimento Bíblico Semanal 14: Tudo o que fizermos para o Senhor deve ser iniciado pelo Espírito Santo


Conforme já falei no Alimento Bíblico passado na igreja em Antioquia havia cinco profetas e mestres que, apesar de raças, classes sociais e culturas diferentes, puderam estar juntos, na unidade do Espírito e quantos mais oravam mais se tornavam unânimes, o que permitia ao Espírito Santo falar-lhes a mesma coisa; o que O Espírito Santo liberava a um, também liberava aos demais (At. 13:2-5).
         A Palavra de Deus deve ser nosso alimento diário, é importante tê-la como nosso suprimento de vida. Não somente os irmãos que são líderes na igreja, mas todos nós que queremos crescer na vida de Deus, precisamos estudar, desfrutar e praticar a Palavra. Quando fazemos isso regularmente, a Palavra de Deus se torna mais viva e real para nós e assim, permitiremos que o Senhor nos use como usou o apostolo Paulo que teve verdadeira autoridade espiritual.
          É comum confiarmos em nossa própria capacidade, posição, influência e conhecimento e isso impossibilita sermos úteis a Deus; primeiro precisamos permitir o Seu trabalhar em nós. Nada do que aprendemos na vida secular ou o que possuímos é necessário para o Senhor nos usar, apenas nossa total dependência dEle. Talvez você me ache um tanto radical em afirmar isso, mas quero lembrar, de forma bem resumida, como o Senhor Deus usou Moises: Houve um preparo desde o seu nascimento. Em seus primeiros dias de vida, Deus o guardou de ser morto por Faraó, Com três meses de idade, foi colocado em um cesto de junco à beira do rio e foi recolhido pela filha de Faraó, a princesa Termuteis que o criou como um príncipe egípcio (Atos 7:22); ele foi instruído em toda ciência do Egito até os quarenta anos de idade. Moises foi salvo das águas por causa da arca de juncos, que tipifica o Senhor Jesus Cristo, que nos livrou das águas da morte (Hb 2:14,15). Moises conhecia sua origem, sua verdadeira filiação: ele era filho de Anrão (Anrão, significa inteligente) e de Joquebede (que significa Jeová é grande), filha de Levi (Ex 6:20). Moises pensou ser ele próprio a solução para a libertação do povo de Israel devido a sua capacidade, habilidade e seus conhecimentos e, com 40 anos de idade, após cometer um assassinato foi obrigado a fugir do Egito para o deserto de Midiã, onde viveu por quarenta anos (Ex 2:11-22). No deserto ocorre o processo de conquista da esperança. No lugar de solidão, no deserto, Moises pôde:
  • Encontrar a si mesmo;
  • Ser firmado no chamado de Deus;
  • Adquirir capacidade espiritual;
  • Receber o maná do céu;
  • Saciar a sede de muitos;
  • Realizar milagres, maravilhas e prodígios;
  • Ouvir Deus e crescer na fé;
         No deserto, Moisés tornou-se pastor de ovelhas e tudo o que aprendera nos primeiros 40 anos de vida foi levado à morte e “enterrado” no deserto nos quarenta anos que lá passou. Nada do que ele aprendera no palácio de Faraó pôde ser usado ali. Ele foi despojado de tudo o que aprendera, de toda sua capacidade e de tudo o que possuía (Ex 4:10-12). O Senhor o preparou minuciosamente durante esses quarenta anos. Somente quando Moisés se considerou incapaz é que o Senhor Deus pôde usá-lo.
         Para que Deus possa usar alguém, é necessário ser lapidado pelo trabalhar renovador do Espírito Santo. Nossas habilidades e nossos conhecimentos naturais devem ser abandonados, pois se tornam um grande obstáculo para no Caminho do Senhor. Se nos sentimos capazes e úteis para algo é porque ainda não estamos aptos para servir ao nosso Deus.
          Quando os cinco profetas e mestres de Antioquia oraram, ocorreu o seguinte: Certa vez, quando eles estavam adorando o Senhor e jejuando, o Espírito Santo disse: Separem para mim Barnabé e Saulo a fim de fazerem o trabalho para o qual eu os tenho chamado (Atos 13:2). Essa é a primeira vez que aparece no Novo Testamento algo chamado “obra” por meio de um chamamento especifico do Espírito Santo e no versículo 4 ainda lemos: “Barnabé e Saulo, tendo sido enviados pelo Espírito Santo, foram até a cidade de Selêucia e dali embarcaram para a ilha de Chipre”. Conforme afirmei no título desse alimento toda obra desse ser iniciada pelo Espírito; não deve ser algo de nosso própria vontade, algo que venha de nós mesmos, mas algo proveniente do Espírito Santo, “pois em nós não habita bem algum, pois eu sei que aquilo que é bom não vive em mim, isto é, na minha natureza humana. Porque, mesmo tendo dentro de mim a vontade de fazer o bem, eu não consigo fazê-lo (Rm 7:18)”.
         Outro fato também importante é que quando alguém é enviado para a obra não é enviado sozinho, mas em unidade com os outros irmãos.
        O desejo do Senhor é propagar Sua Obra em toda a terra e por isso há um novo começo com Paulo e seus cooperadores (At 20:4; Fp 2:25).Essa obra havia sido iniciada entre os judeus, mas precisava expandir-se entre os gentios; por isso o Senhor concedeu a Pedro a visão de Atos 10:9-16.
         Para que o evangelho chegasse entre os gentios, o Senhor, como sempre faz, preparou tudo: assim que Pedro teve a visão, chegaram os enviados para convidá-lo a ir à casa de Cornélio (At 10:17-23). Depois desse ocorrido ficou evidente que Deus não faz acepção de pessoas (At 11:18). Na casa de Cornélio a porta do evangelho foi aberta aos gentios e com o chamamento de Barnabé e Saulo essa obra foi fortalecida.
         Ao que me parece em Galátas 2:9 de maneira clara a obra do Senhor na terra era única, mas tinha duas regiões ou dois grupos de destinatários distintos, com dois grupos de apóstolos: Tiago, Pedro e João eram os apóstolos para os judeus e Paulo e Barnabé eram os apóstolos para os gentios, mas entre eles os apóstolos havia comunhão – não havia partidarismo ou qualquer outro sentimento.
          Paulo foi chamado e estabelecido por Jesus Cristo e por Deus Pai (Gl 1:1). Ao pregar o Evangelho não fazia para obter aprovação das pessoas. O próprio Paulo afirma: “Por acaso eu procuro a aprovação das pessoas? Não! O que eu quero é a aprovação de Deus. Será que agora estou querendo agradar as pessoas? Se estivesse, eu não seria servo de Cristo. Meus irmãos e minhas irmãs, eu afirmo a vocês que o evangelho que eu anuncio não é uma invenção humana. Eu não o recebi de ninguém, e ninguém o ensinou a mim, mas foi o próprio Jesus Cristo que o revelou para mim”. (Gálatas 1:10-12). Precisamos ser chamados e enviados pelo Espírito Santo
 

  • Afirmativa-Chave: Se nos sentimos capazes e úteis para algo é porque ainda não estamos aptos para servir ao nosso Deus.
  • Pergunta Padrão: Como o Espírito Santo pode atuar na Igreja hoje, se mais parecemos um clube social?
Unidos na mesma unção, na esperança da salvação.
Gilvan Silva Santos, servo do Deus Altíssimo em espírito, alma e corpo (I Tes 5:23)
Itabuna-Bahia 04.01.2012 (1h01min)
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sábado, 31 de dezembro de 2011

Alimento Bíblico Semanal 13: A união entre os santos permite a atuação do Espírito

          Em Atos 13:1-2 lemos: “Na igreja de Antioquia havia os seguintes profetas e mestres: Barnabé; Simeão, chamado de "o Negro"; Lúcio, de Cirene; Manaém, que havia sido criado junto com o governador Herodes; e Saulo. E, servindo eles ao Senhor e jejuando, disse o Espírito Santo: Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado”. O Espírito Santo pôde falar a cada um, porque quando oravam, tornavam-se um com o Espírito: “... Mas quem se une ao Senhor, forma com Ele um só espírito (I Cor 6:17). Na Versão da Linguagem de Hoje, lemos:  Porém quem se une com o Senhor se torna, espiritualmente, uma só pessoa com Ele”. O Senhor queria enviar Barnabé e Saulo para uma obra específica, por isso Ele mesmo os chamou: nada foi pela vontade humana, nem pelo esforço de nenhum dos dois.
          Os apóstolos foram comissionados para uma grande obra e missão e precisam cumprir seu ministério da melhor forma possível. Para o Senhor sempre deve ser feito o melhor. Esses cinco líderes em Antioquia, depois de ouvirem a instrução do Espírito Santo, jejuaram, oraram e impuseram as mãos sobre Saulo e Barnabé e os despediram, “então, jejuando, e orando, e impondo sobre eles as mãos, os despediram (At 13:2)”. Eles não questionaram o que foi decidido nem ficaram com dúvidas se era ou não o Espírito Santo que havia falado, eles foram um com o Espírito. Que grande confusão nos dias de hoje; é tanto “Deus mandou dizer”, tanta “profetada” e tanto “revelamento”. Os discípulos conheciam a voz do Espírito e tinham ido fazer essa obra do Espírito. É comum hoje vemos muitos irmãos tomarem decisões precipitadas, sem a direção e a permissão do Espírito Santo. Tudo o que fizermos deve ter origem no Espírito se somos um com Ele. Barnabé e Saulo foram enviados pelo Espírito Santo, então o que eles faziam era o próprio Espírito Santo que fazia. Graças a Deus que temos esse companheiro conosco.
          A partir da igreja em Antioquia começou a propagação e expansão do Evangelho para levantar as igrejas no mundo gentio. O Espírito Santo separou Barnabé e Saulo, sendo confirmados pelos irmãos líderes da igreja local, que impuseram as mãos sobre eles e os despediram. O Espírito trabalha em conformidade com a liderança e a confirma Seu chamado através dela. Eu mesmo sou prova disso, quando fui separado para uma obra especifica pelas mãos de líderes da Igreja Batista do Caminho das Árvores (Salvador/BA) na Comunidade Evangélica El Shaddai. Os discípulos não se limitaram a ficar na terra da Judéia ou de Samaria, mas saíram para expandir o Evangelho, poder de Deus, a toda terra habitada. A eterna vontade de Deus é que propaguemos Sua Santa Palavra em todo lugar, que sejamos fecundos, multipliquemo-nos, enchamos a terra e a sujeitemos (Gn 1:28)
          Deus proporcionou um novo começo com Barnabé e Saulo, e, para isso, o Espírito Santo pessoalmente, enviou esses dois apóstolos para a obra. Nada foi desorganizado, tudo teve a coordenação dos irmãos lideres da igreja que estava em oração. Por estarem orando, eles eram um e isso abriu a oportunidade para o Espírito Santo lhes falar: E, servindo eles ao Senhor e jejuando, disse o Espírito Santo: Separai-me, agora, Barnabé e Saulo para a obra a que os tenho chamado (At 13:2). Deus também nos levantou para expandir o evangelho em nossa casa, vizinhança, escola, trabalho; onde estivermos e em todo o tempo. Igualmente precisamos sair para fazer a obra da expansão. Mas precisamos de um começo na presença de DEUS, na unção do Espírito. Quando o Senhor nos fala, devemos agir em unidade com Ele e com os irmãos. Dessa forma seremos Seus cooperadores, dando continuidade aos atos dos apóstolos e a vontade do Senhor se cumprirá.
          Quando você começar a estudar o Novo Testamento perceberá que onde o Senhor Jesus Cristo estava, a sede, a fome, a enfermidade, a dor e a própria morte não podiam estar. Não há harmonia entre o Senhor e essas coisas, que fazem parte de nossa natureza pecadora.
          Há ocasiões em que, ao olhar para a condição das pessoas, não sabemos o que eles realmente precisam, ainda que o pensamento humano dispare na frente em busca de uma solução na tentativa de satisfazer material a fisicamente a carência dos outros. Precisamos oferecer exatamente aquilo que a alma humana verdadeiramente precisa e a satisfaz plenamente – Cristo. Toda alegria que não tem Cristo como base oscila segundo as circunstancias, mesmo que você tenha uma grande soma de dinheiro, títulos acadêmicos ou beba o “vinho” que o mundo oferece. A alegria que experimentamos no Senhor não é uma sensação transitória, mas é Uma Pessoa Real. A Alegria verdadeira é o próprio Cristo que quer ser recebido pelo homem – até porque ele está acessível a todos.
          Nesse novo ano que se inicia, enquanto o Senhor Jesus não retorna, em vez de murmurar e reclamar nos momentos de dificuldades e de sofrimento que certamente nos acompanharam em 2011 e muito provavelmente não será diferente em 2012 (no mundo tereis aflições, Jo 16:33; por muitas tribulações nos importa entrar no reino de Deus, Atos 14:22 ) devemos fazer como Paulo e Silas. No momento mais difícil de suas vidas, presos no cárcere, amarrados no tronco, eles tinham suas liberdade espiritual e cantaram um novo hino ao Senhor (At 16:19-26). Essa passagem foi muito especial para mim em 2011 e sei que irá me fortalecer e confortar muito em 2012. Só Deus sabe o tamanho de minha dor e a luta que tenho travado com o “reino das trevas” que a todo custo quer me fazer calar e me colocar em uma caverna, ou uma terra deserta, sem colheita e despovoada, “Lo-Debar”. Mas o Senhor está fazendo comigo como fez com Mefibosete, estou comendo pão na Casa do Rei. A mesa do Rei Jesus, cobre qualquer tipo de deficiência e nos coloca no mesmo nível. Jesus me tirou de “Lo-Debar” e me colocou em “Jerusalém”, lugar de comunhão, honra, riqueza e alegria. (II Samuel 9:1-13). Aleluia
         Em meio a tanta perseguição e tribulação, estou aprendendo a ter perseverança e, pela perseverança, a experiência e, pela experiência, a esperança (Rm 5:4). Os sofrimentos que estão designados a todo mortal servem para nos mostrar que o Deus de Amor irá nos conduzir para um lugar onde Seus filhos “Nunca mais terão fome, nunca mais terão sede; nem sol nem coisa alguma cairá sobre eles, porque o Cordeiro que está no meio do trono os apascentará e lhes servirá de guia para as fontes das águas da vida; e Deus limpará de seus olhos toda lágrima. (Apocalipse 7:16-17)
 
Feliz 2012 – Na Presença de Jesus e na comunhão do Espírito Santo!
  •  Afirmativa-Chave:
Tudo o que fazemos deve ser para a honra e glória de Deus
  •  Pergunta Padrão:
Em que consiste a eterna vontade de Deus?
Unidos na mesma unção, na esperança da salvação.
Gilvan Silva Santos, servo do Deus Altíssimo em espírito, alma e corpo (I Tes 5:23)
Itabuna-Bahia 31.12.2011 (2h01min)
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terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Alimento Bíblico Semanal 12: Somos comissionados a falar com o Senhor e pelo Senhor


          Quanto mais chegarmos perto de Deus, mais nos conheceremos. Para nos aproximarmos de Deus, precisamos permitir que Sua Palavra torne-se nossa constituição intrínseca, através da leitura da Bíblia e da prática constante da oração. O Senhor Jesus disse: “... Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus. Mateus 22:29.  O povo de Deus é destruído quando lhe falta conhecimento (Os 4:6). Na nossa igreja temos a Escola Bíblica Dinâmica, reunião dedicada ao ministério de ensino da Palavra e percebemos a necessidade de ser cheio do Espírito Santo para receber a comissão de falar pelo Senhor. Quando o nosso Pequeno Grupo se reúne, ministramos a Palavra de Deus e produzimos novos ministros da Palavra. Deus deseja, conforme afirmamos no Alimento Bíblico número 11, que sejamos profetas e mestre.
          Em Atos 13:1-2 lemos: “Na igreja de Antioquia havia os seguintes profetas e mestres: Barnabé; Simeão, chamado de "o Negro"; Lúcio, de Cirene; Manaém, que havia sido criado junto com o governador Herodes; e Saulo. E, servindo eles ao Senhor e jejuando, disse o Espírito Santo: Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado”. Deus nos mostra a necessidade que pratiquemos essa verdade: jejum e oração. Não foi e nunca será algo do passado. Será que quando nos reunimos na igreja ou nos pequenos grupos, há profetas? Há mestres. O Manual de Sobrevivência (a Bíblia) nos diz que para o aperfeiçoamento dos santos e a edificação do Corpo de Cristo, precisamos de profetas e mestres (Ef 4:11-12).
          Quando estudamos a Bíblia, especificamente o livro dos Reis, vemos um período confuso da historia de Israel. Em seu relato encontramos reis que amavam ao Senhor e O seguiam, mas, no fim da vida, eles O abandonavam. Também somos informados sobre lutas pelo poder, assassinatos, conspirações, idolatrias e muitos outros pecados; tal qual nos dias de hoje. Há porem, em meio a todo esse quadro tenebroso, uma figura sempre presente: o profeta, às vezes chamado simplesmente de “homem de Deus”. Deus sempre enviou profetas para o nosso próprio arrependimento. Será que estamos dando ouvidos aos homens de Deus? Os profetas são os canais por meio de quem Deus faz chegar Sua Palavra aos homens e faz conhecidos Sua Vontade e Seu coração. Precisamos nos tornar um instrumento nas mãos de Deus com a finalidade de promover a edificação da igreja, o povo de Deus hoje.
          Conforme lemos, os cinco profetas e mestres da Igreja em Antioquia tinham posições e origens diferentes, eram de raças diferentes, contudo todos serviam ao mesmo Senhor e oravam no Espírito (em outra ocasião, falarei mais detalhadamente sobre como é e o que é orar no Espírito – Judas 20). Eles viviam em situações bem diferentes e todos os preconceitos, diante do Senhor, são desfeitos. Barnabé, por exemplo, era da ilha de Chipre (At 4:36). Níger (que significa negro) tinha origem africana. Lúcio era de Cirene no norte da África. O outro era Manaém, “irmão de leite” de Herodes. Esse foi o Herodes que mandou decapitar João Batista (Lc 9:7-9). Certamente Manaém era uma pessoa bastante instruída, criado no palácio real. O último a ser citado era Saulo (já sabemos o motivo). Que arranho maravilhoso do Senhor; esses cinco homens eram diferentes, de classes sociais diferentes, de posições sociais diferentes, de grau de instrução diferente; todos serviam juntos ao Senhor e estavam orando no Espírito Santo.
         Devemos aprender com o que vimos na Igreja em Antioquia; embora sejamos tão diferentes uns dos outros, devemos aprender a servir juntos na igreja, a falar como o Senhor e a instruir os santos. Muito mais do que isso, devemos aprender a orar no Espírito, na edificação de nossa santíssima fé (Jd 20). Precisamos, além de orar sozinhos em nosso devocional diário com o Senhor, orar juntos no serviço da igreja, buscando a direção do Senhor e a Unção do Alto. A oração na igreja, corporativa, é algo que agrada ao Senhor.
          Os cinco irmãos líderes da igreja em Antioquia oravam e também jejuavam regularmente. Conforme já vimos em ocasião passada, jejuar não é meramente abster-se de comer, mas ser incapaz de comer por causa do encargo de orar por alguma necessidade, nessa expressão de auto-humilhação na busca da misericórdia de Deus para abrir não daquilo que temos direito de desfrutar. Quando algo pesa sobre nós somos levados a orar, e isso pode resultar em perder a vontade de comer. Não deve ser um ritual, não é um regulamento, mas é algo muito espontâneo.   
 
   
  • Afirmativa-Chave:
Orar juntos

  • Pergunta Padrão:
Qual deve ser nossa atitude em relação à necessidade de profetas e mestre na igreja que fazemos parte?
Unidos na mesma unção, na esperança da salvação.
Gilvan Silva Santos, servo do Deus Altíssimo em espírito, alma e corpo (I Tes 5:23)
Itabuna-Bahia 25.12.2011 (4h01min)
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domingo, 18 de dezembro de 2011

Alimento Bíblico Semanal 11: Falar Como Profeta e Ensinar Como Mestre


           Em Atos 13:1 está registrado: “Havia na igreja de Antioquia profetas e mestres: Barnabé, Simeão, por sobrenome Níger, Lúcio de Cirene, Manaém, colaço de Herodes, o tetrarca, e Saulo. Percebemos que o primeiro nome citado é Barnabé e o último é Saulo”. Saulo já havia sido comissionado pelo Senhor para uma grande obra e certamente ele desempenhava um papel importante no ministério de profecia e de ensino. Como tem sido difícil nos dias de hoje encontrar a igreja do Senhor desempenhando bem esses dois ministérios fundamentais: a profecia e o ensino. Aqueles que têm responsabilidades pela igreja local devem buscar o ministério de profeta e o ministério de mestre diante do Senhor. Na condução da Igreja de Jesus precisamos falar e ensinar pelo Senhor.
          Apenas freqüentar a igreja nunca será o suficiente; precisamos exercitar o nosso falar pelo Senhor. Esse exercício se torna eficaz quando incorporamos a Palavra de Deus em nosso coração. O ensino da Palavra de Deus não tem sido prioridade hoje em dia no contexto das igrejas. Infelizmente, muitos cristãos não tiram nem um tempinho por dia para lerem e estudarem as Escrituras; não a consideram tão importante e negligenciam uma afirmativa básica de Jesus em Mateus 22:29  “Respondeu-lhes Jesus: Errais, não conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus”. O evangelho sem a Bíblia é Light, Fast Food – é artificial e sem nenhuma profundidade. Digo isso por experiência própria: As classes de Escolas Bíblicas Dominicais passaram a ficar cada vez menos freqüentadas e vazias. Temos tempo para tudo, menos para a Causa do Senhor. Não estamos preocupados com as advertências do Senhor sobre a importância de conhecermos e praticarmos Sua Santa Palavra. É tão serio que o Senhor adverte em Jeremias 23:29: “Não é a minha palavra fogo, diz o SENHOR, e martelo que esmiúça a penha?”  E Ele ainda nos exorta em Tiago 1:23: “Porque, se alguém é ouvinte da palavra e não praticante, assemelha-se ao homem que contempla, num espelho, o seu rosto natural”.
          Acredito que nós cristãos devemos ter os olhos colocados no mundo que há de vir, nos novos céus e a nova terra (II Pedro 3:13-14). Jesus já nos preparou “um lugar” (João 14:1 à 4), mas para esse lugar ser nosso por direito, precisamos amar ao Senhor Jesus acima de tudo e de todos, cuidar dos interesses de Deus e decidir negar a nós mesmos e tudo que este mundo pode oferecer (Hebreus 11:24 à 27). Satanás trabalha com duas estratégias bem definidas: - na vida das pessoas normais ele quer fazê-las incrédulas por todo o tempo, para que nunca venham a crer em Cristo como único e suficiente Salvador pessoal. 2° - Na vida dos cristãos normais, ele quer fazê-los fixar suas raízes nesse mundo, para que sejam conformados a suas regras, até que acabem por amá-lo (I João 2:15 à 17). Precisamos ter em mente que essa segunda estratégia têm sido eficaz e alguns têm perdido a rota, ficando pelo caminho ou se envolvendo de forma demasiada com os negócios dessa vida, como se isso tudo fosse normal e se esquecem que a eternidade um dia chegará; e prestaremos conta do que dizemos ter feito para o Senhor (I Coríntios 3: 9 à 20). Não basta fazermos as coisas para Deus, temos que ter a aprovação de Deus (II Samuel 6:5-10). Quando o nosso inimigo consegue atingir seu intento, ficamos como os incrédulos que simplesmente estudam, fazem cursos, trabalham, ganham dinheiro, viajam e “curtem a família”.
          Precisamos encarar a Bíblia como o padrão de Deus para nos ajudar a ter o viver santo e feliz na Unção do Espírito Santo (Mateus 22:29). Temos a intenção de partilhar o Espírito e a Vida que nela estão presentes – certamente o Espírito Santo Estará conosco todos os dias. Porque as coisas de Deus têm quer ser feitas com descaso? É hora de assumirmos um compromisso novo com o Senhor. Penso que sem um conhecimento mais profundo da Palavra, nossa intimidade com Deus também se torna superficial, e pior, pragmática, onde a relação com Ele é apenas na base de trocas e interesses, vivendo uma teologia da retribuição, ou seja, o homem busca a Deus na esperança de receber algo da parte Dele em troca de algum propósito.
          Paulo orienta o jovem pastor Timóteo dizendo: “Tu, pois, filho meu, fortifica-te na graça que está em Cristo Jesus. E o que de minha parte ouviste através de muitas testemunhas, isso mesmo transmite a homens fiéis e também idôneos para instruir a outros (II Tm 2:1-2). Será que já recebemos muita graça da parte do Senhor e já temos condições de fortificar a muitos? Paulo ministrava ensinamentos saudáveis e profundos, e quem os recebia devia ser fiel para passá-los adiante. Na Igreja precisamos da Presença de Jesus e da Palavra de Deus; o poder e a Palavra precisam caminhar juntos – em equilíbrio. Infelizmente, vivemos nos extremos – muito poder e nenhuma Palavra, ou muita Palavra e nenhum Poder. Uma sugestão pessoal que mudará nossas vidas: Quando, pelo espírito invocarmos o nome do Senhor e a Sua Palavra passar a ser nosso alimento diário – cresceremos em vida aqui nesse mundo.
          Em João 6:63 o Senhor Jesus nos fala: O espírito é o que vivifica; a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos tenho dito são espírito e são vida”, por isso precisamos apender a viver nessas Palavras. Quando estou ministrando em alguma reunião percebo algumas irmãos tomando nota daquilo que dizemos e isso é bom, pois devemos ouvir a Palavra de Deus a fim de praticá-la; isso gerará fé em nossos corações,  “de sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus” (Rm 10:17).
          A Palavra que ouvimos deve ser como o pão da vida a nos alimentar. Esse “pão” (Jesus) deve fazer parte de nossa constituição, de nossa vida (Jo 6:48, 57). Todos devemos ser capazes de falar pelo Senhor.
   
    Afirmativa-Chave:
  •   Falar e ensinar

v                            Pergunta Padrão:
  •          Será que recebemos  graça da parte do Senhor e já temos condições de fortificar a outros?
Unidos na mesma unção, na esperança da salvação.
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domingo, 11 de dezembro de 2011

Alimento Bíblico Semanal 10: Experimentar a Ressurreição de Jesus Cristo como nossa experiência pessoal


          Saulo, apesar de ter passado por várias provações no inicio de sua vida cristã tornou-se um grande apostolo nas mãos do Senhor. Depois da perseguição que sofreu em Damasco e em Jerusalém, os irmãos da igreja local o enviaram a Tarso (At 9:30), onde ele havia nascido (At 22:3). Muita coisa na vida de Saulo precisava morrer para a vida de Deus nascer em seu espírito. O mesmo ocorre também conosco: precisamos matar o “cadáver” que carregamos, chamado “velho homem” - Efésios 4:22 diz   o seguinte: “no sentido de que, quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe segundo as concupiscências do engano. Acredito que o período que Saulo permaneceu em Tarso foi para aprender do e com o Senhor; todo o seu conhecimento passou pela morte e ressurreição.
           Essa verdade fica comprovada quando lemos Filipenses, onde Paulo deixa bem claro que nada se compara a grandeza de conhecer Jesus. Ele sabia que em sua vida nada e nem ninguém podia ser comparada ao conhecimento de Cristo. Não há nada nesse mundo que não possamos deixar para ficarmos mais perto de Jesus e também não importa o que temos o que fazemos, quem encontremos ou o que conquistemos. Paulo abriu mão de suas convicções, de seus conceitos, de seus valores, de suas crenças quando descobriu o verdadeiro sentido da vida: encontrar Jesus. Querido, abra mão de tudo e busque a Jesus!...
          Não posso afirmar quanto tempo Paulo passou em Tarso, mas pelo arranho do Senhor, depois de determinado tempo, os irmãos de Jerusalém enviaram Barnabé a Antioquia, que ficava bastante próxima de Tarso. Barnabé então chamou Paulo, conforme relato de em Atos 11:25-26: “E partiu Barnabé para Tarso, a buscar Saulo; e, achando-o, o conduziu para Antioquia.  E sucedeu que todo um ano se reuniram naquela igreja e ensinaram muita gente. Em Antioquia, foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos”.  O Senhor já estava usando Paulo com autoridade, porque Paulo permitiu que isso acontecesse; ele fora humilhado e tudo o que havia feito em Damasco agora já não existia; tudo havia passado pela morte e ressurreição, devido ao sacrifício de Jesus por nós. Ele recomeçou aprendendo a servir na Igreja em Antioquia com Barnabé. E você, já tem aprendido a servir ao Senhor? Tem aprendido a conviver com os irmãos? Comece pelas pequenas coisas na Casa de Deus. Nada que façamos para o Senhor será em vão, conforme lemos em  1 Coríntios 15:58 “Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor” 
           Atos 11:27-28 diz: “Naqueles dias, desceram profetas de Jerusalém para Antioquia. E, levantando-se um deles, por nome Ágabo, dava a entender, pelo Espírito, que haveria uma grande fome em todo o mundo, e isso aconteceu no tempo de Cláudio César”. Os servos de Jesus em Antioquia sentiram o desejo de ajudar os irmãos, e enviaram socorro aos que estavam na Judéia por intermédio de Barnabé e de Saulo: “E os discípulos determinaram mandar, cada um conforme o que pudesse, socorro aos irmãos que habitavam na Judéia. O que eles com efeito fizeram, enviando-o aos anciãos por mão de Barnabé e de Saulo”. Isso ocorreu quando Claudio era imperador de Roma, provavelmente no ano de 44 d.C., e é visível o exemplo da comunhão sobre as riquezas e ofertas entre as igrejas. Saulo estava sendo útil na Obra do Senhor.
          Quando a grande fome mencionada acima se levantou por todo mundo, a prática dos crentes de terem todas as coisas em comum (Atos 2:44-45; 4:32) foi primordial no sustento dos necessitados.
         E hoje, quando há necessidades entre os irmãos, qual a nossa atitude? Será que amamos realmente a ponto de dividir o que temos, ou de ficar sem para ajudar os outros? Nessa época de Natal, as pessoas ficam bondosas, se presenteiam, mas passam o ano todo distantes, cada um buscando seus próprios interesses. Até mesmo em nossas igrejas ocorre isso – o dono da festa não aparece, porque não foi convidado. O nosso inimigo tem conseguido ensinar que o Natal não é festa de Cristo e sim do presente. Até mesmo os “crentes” se acostumam a idéia de comprar e trocar presentes e muito poucos ainda se lembram do nascimento do redentor porque Ele ainda não nasceu no coração destes.
   
  •  Afirmativa-Chave:
Experiências são adquiridas quando deixamos o velho homem morrer e                              nascemos de novo da água e do Espírito (João 3:5 - Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito não pode entrar no Reino de Deus).

  •  Pergunta Padrão:
 Como a experiência do apostolo Paulo em levar socorro aos irmãos da Judéia se encaixa em nossa vida cristã?

Unidos na mesma unção, na esperança da salvação.
Gilvan Silva Santos, servo do Deus Altíssimo em espírito, alma e corpo (I Tes 5:23)
Itabuna-Bahia 11.12.2011 (5h26min)
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