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"Não tolere o que a Bíblia reprova, e nem reprove o que a Bíblia tolera." (Gilvan, 15/05/2005).

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Alimento Bíblico 48: “Tu Me Amas?”. Parte I



         A vida de Pedro, discípulo de Cristo, tem muito a nos ensinar. Como ele teve experiências profundas com Jesus!
         Quero basear essa nossa reflexão no diálogo que Jesus teve com Pedro logo após Sua Ressurreição. Esse foi um momento de mais íntima comunhão de Pedro com Jesus, foi uma das últimas vezes que Pedro havia visto o Senhor. Esse diálogo está registrado em João 21:15 à 17: “Depois de terem comido, perguntou Jesus a Simão Pedro: Simão, filho de João, amas-me mais do que estes outros? Ele respondeu: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Ele lhe disse: Apascenta os meus cordeiros. Tornou a perguntar-lhe pela segunda vez: Simão, filho de João, tu me amas? Ele lhe respondeu: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe Jesus: Pastoreia as minhas ovelhas. Pela terceira vez Jesus lhe perguntou: Simão, filho de João, tu me amas? Pedro entristeceu-se por ele lhe ter dito, pela terceira vez: Tu me amas? E respondeu-lhe: Senhor, tu sabes todas as coisas, tu sabes que eu te amo. Jesus lhe disse: Apascenta as minhas ovelhas.
          O texto de João 21 é muito profundo e são muitas as lições que podemos tirar daquele episódio, mas o Espirito Santo nos orienta a antes de entendermos o porquê da pergunta de Jesus se Pedro o amava ou não, entendermos que tipo de vida Pedro levava antes de seu encontro com o mestre.
          Pedro tinha uma vocação secular, um negócio, antes de conhecer a Jesus e após a ressurreição do Mestre ele tentou voltar àquela velha profissão. Ele havia perdido a esperança. Ele estava arrasado por ter negado Jesus por três vezes e já se esquecera de que o Senhor já havia sido morto e que também já ressuscitara dos mortos, mesmo já sendo a terceira vez que o Senhor se manifestara aos Seus discípulos.
          Que tipo de negócio Pedro precisava abrir mão para ser um “aprendiz” do Mestre? O que eu tenho que abrir mão para conhecer mais e mais a Jesus?
          Em Lucas 5: 1 à 11, vemos como o Senhor comissionou Pedro para o ministério especifico e alterou radicalmente o seu estilo de vida, e nessa primeira parte dessa reflexão, vamos nos deter nesse episódio. Lucas registra: “Aconteceu que, ao apertá-lo a multidão para ouvir a palavra de Deus, estava ele junto ao lago de Genesaré; e viu dois barcos junto à praia do lago; mas os pescadores, havendo desembarcado, lavavam as redes. Entrando em um dos barcos, que era o de Simão, pediu-lhe que o afastasse um pouco da praia; e, assentando-se, ensinava do barco as multidões.   Quando acabou de falar, disse a Simão: Faze-te ao largo, e lançai as vossas redes para pescar. Respondeu-lhe Simão: Mestre, havendo trabalhado toda a noite, nada apanhamos, mas sob a tua palavra lançarei as redes. Isto fazendo, apanharam grande quantidade de peixes; e rompiam-se-lhes as redes. Então, fizeram sinais aos companheiros do outro barco, para que fossem ajudá-los. E foram e encheram ambos os barcos, a ponto de quase irem a pique. Vendo isto, Simão Pedro prostrou-se aos pés de Jesus, dizendo: Senhor, retira-te de mim, porque sou pecador. Pois, à vista da pesca que fizeram, a admiração se apoderou dele e de todos os seus companheiros, bem como de Tiago e João, filhos de Zebedeu, que eram seus sócios. Disse Jesus a Simão: Não temas; doravante serás pescador de homens. E, arrastando eles os barcos sobre a praia, deixando tudo, o seguiram.
          Em todos os momentos e em qualquer lugar, a motivação de Jesus era sempre liberar a Palavra de Deus. Isso também ocorrera em Genesaré (Lc 9:1).  A multidão em Genesaré estava faminta da Palavra de Deus e “apertavam” Jesus. Será que você tem despertado nas pessoas próximas à você essa fome da Palavra de Deus?
          Havia muitos barcos em Genesaré. Entretanto, em meio a tantos barcos, tantos pescadores cansados do labor diário, tantos “oprimidos” pela tirania do império dominante, Jesus enxerga, de forma diferente dois barcos; justamente um desses barcos é o de Simão Pedro. Simão estava ocupado lavando suas redes, depois de mais um dia de trabalho. Essa era a rotina normal de Pedro: a pesca. Jesus nunca chamou para o Seu Ministério ninguém desocupado.
          O Senhor Jesus escolheu entrar no barco de Pedro e ainda o pediu que ele o afastasse “um pouco mais da terra”. Esse pedido do Senhor é muito esclarecedor. E Pedro obedeceu à risca ao primeiro comando do Cristo.
          No barquinho de Pedro estava a pessoa mais importante do Universo, que grande privilégio Pedro estava tendo. O Senhor utiliza o barco de Pedro e ministra os ensinamentos do Reino de Deus. Pedro poderia estar perfeitamente atento às Palavras de Jesus; não acredito que ele estivesse disperso, desatento, como muitos hoje ao ouvirem à Palavra de Deus. Permita que o Senhor Jesus utilize “seu barco” e fique atento ao que Ele esta liberando para a sua vida.
          Estava chegando um dos momentos mais importante da vida de Pedro, quando ele finalmente iria descobrir quem É que estava em seu barco e quem ele realmente era. O Senhor Jesus dá um segundo comando, solicitando que Pedro vá com o seu barco para o “mar alto” e “lance as suas redes”. Era o momento de acreditar somente nas Palavras de Jesus, na Provisão de Deus. Jesus sabia que Pedro era um pescador experiente e que confiava muito na força de seu braço. Jesus também sabia que Pedro trabalhou à noite toda e nenhum peixinho” ele apanhou. O Senhor sempre irá nos desafiar nas áreas em que mais temos habilidade para nos mostrar o quanto precisamos dEle. Eu nada sou sem Jesus.
          Pedro relata a Jesus que a pescaria naquele dia foi muito frustrante. Trabalharam a noite toda e nada havia pescado. Pedro também deixou muito claro que estava disposto a obedecer a Voz do Senhor. A presença de Jesus em nosso barco, em nossa vida, elimina qualquer razão para o medo. Jesus nos encoraja e nos faz ver a vida de uma perspectiva muito além daquilo que enxergamos, imaginarmos ou sonhamos.
          Como Simão Pedro foi obediente à Palavra de Jesus. Ele abriu mão de toda sua experiência como pescador e obedeceu, sem reservas, ao comando de Cristo. “Mestre, havendo trabalhado toda a noite, nada apanhamos, mas sob a tua palavra lançarei as redes”. Em qualquer situação, ainda que a “maré não esteja para peixe”, vale a pena confiar em Jesus. Jesus sempre nos surpreende. De quantos peixes você está precisando? A quantidade de peixes que o Senhor irá liberar para você corresponde à medida exata de sua fé nELE e em Seu Poder.
         Quando você é obediente à Palavra de Deus, sendo fiel a Ele, os peixes naturalmente virão para a sua rede em quantidade ilimitada que até dará para você abençoar os outros. A benção da enorme quantidade de peixe não ficou apenas com Pedro, ele prontamente quis dividir com os seus companheiros, sócios e amigos “Então, fizeram sinais aos companheiros do outro barco, para que fossem ajudá-los”. Que tipo de sinal você está fazendo às pessoas que estão perto de você?
          Que grande lição aprendemos aqui: o que temos e recebemos do Senhor deve ser compartilhado (Lc 9:7). Mesmo Jesus estando presente no barco, nenhum anjo viria ajudar a Pedro recolher os peixes. Precisamos da ajuda uns dos outros. E como eu preciso de cada irmão.
          Como Simão Pedro reconheceu em Jesus o Mestre antes do milagre dos peixes? Como ele reconheceu ali em seu barco, Alguém mais experiente que ele? Lembre-se que quando Jesus Cristo ensinava a multidão do barco de Pedro, certamente ele deveria estar atento aos ensinamentos do Mestre,
          Pedro está agora reconhecendo quem realmente era Jesus e quão pecador ele era e nós somos. O pecado de Pedro e nem os nossos podem ficar escondidos da presença de Jesus. Quando reconhecemos que é o Senhor e quem realmente somos, Jesus pode nos confortar e dizer para nós “não tenha medo” (Lc 9:10).
          Pedro abriu mão de tudo o que ele tinha, deixou sua “microempresa”, deixou o comércio de peixes para seguir a Jesus. E ele O seguiu por aproximadamente três anos e meio. O seguiu lado a lado e passou a fazer parte do circulo mais intimo dos discípulos de Jesus ao lado de Tiago e João.
          Agora podemos entender claramente o porque da pergunta de Jesus, no inicio dessa reflexão. No próximo estudo iremos aprofundar o questionamento: “Tu me amas”?
         

  • Afirmativa-Chave:Jesus nunca chamou para o Seu Ministério ninguém desocupado. O Senhor sempre irá nos desafiar nas áreas em que mais temos habilidade para nos mostrar o quanto precisamos dEle

  • Pergunta Padrão:O que eu tenho que abrir mão para conhecer mais e mais a Jesus?



Gilvan Silva Santos, servo do Deus Altíssimo em espírito, alma e corpo (I Tes5:23)
Itabuna-Bahia 08.05.2013 (09h20min)
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quarta-feira, 1 de maio de 2013

Cuidado com as “Redes de Dinheiro Fácil”



          Tenho andando muito preocupado com o envolvimento de muitos cristãos na busca desenfreada por dinheiro fácil. São muitas as ofertas e algumas são bem tentadoras, do ponto de vista da facilidade de lucro alto e em curto espaço de tempo. São tantas as modalidades e facilidades, a exemplo da TelexFree, do Sistema de Renda Fixa que muitos cristãos tem sido atraídos e envolvidos de maneira extremamente forte a ponto de defender essa ou aquela rede a buscar mais e mais “adeptos” para a rede que ele faz parte.
          Já fui convidado diversas vezes para fazer parte da TelexFree e também de outras redes que nos “garantem” sucesso financeiro a curto espaço de tempo . Não estou querendo colocar em dúvida a reputação dessa ou daquela rede, mas nós, como servos de Jesus Cristo, não devemos apenas ganhar dinheiro de qualquer forma. O cristão precisa ser sábio na área financeira entendendo que ele nasceu para o trabalho (Jó 5:7), e que o dinheiro deve ser resultado do suor de seu rosto até a sua passagem para o outro lado da vida, até a sua morte (Gn 3:19), a menos que ele seja impossibilitado de trabalhar. Portanto, qualquer oferta de dinheiro vindo de outra forma - que não seja pelo seu trabalho -, de associação com redes, de jogos de azar, é uma maneira de demonstrar que não há confiança em Deus e na Sua provisão (Mt 6:19).
          A necessidade constante de se obter mais e mais dinheiro tem sido uma oportunidade para entronizar um ídolo em nossas vidas. Esse ídolo que o Senhor Jesus o chamou de Mamom (Mt 6:24), representa a totalidade, a soma dos bens terrenos, e é um concorrente direto do senhorio de Cristo em nossas vidas.
          O envolvimento com as “redes de dinheiro fácil” refletem o desejo eterno de livrar-se dos efeitos do pecado, é uma tentativa humana com arquitetura no mundo espiritual de ter dinheiro sem ter que trabalhar no suor do rosto (Gn 3:19, Jo 5:7). Não vejo nos irmãos que estão nessas redes, o mesmo empenho em divulgar o Poder de Deus, o Evangelho de Cristo. Por que será?
          O dinheiro que recebemos como consequência de nosso trabalho, do nosso esforço humano, foi estabelecido pelo Senhor e esse trabalho, seja lá qual for, contando que seja honesto, nos dignifica. Entretanto, muitos cristãos, pela busca ilimitada por dinheiro, pela falta de firmeza no Padrão de Deus, tem anulado a séria advertência que o Senhor Deus estabeleceu em Mateus 6:19: “Não ajuntem riquezas aqui na terra, onde as traças e a ferrugem destroem, e onde os ladrões arrombam e roubam. Mas ajuntai para vós outros tesouros no céu, onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam, nem roubam”, fazendo parte dessa ou daquela rede, em busca de grande retorno financeiro.
          Somos livres em nossas escolhas e eu, particularmente, respeito cada irmão que está envolvido nessas “redes de dinheiro fácil”. Entretanto, não posso deixar de falar o que o Senhor Deus tem liberado em meu coração ou tolerar o que a Bíblia rejeita.  Dinheiro que vem fácil, também vai embora fácil. Você já se preocupou em saber se Deus aprova a origem desse dinheiro? Será que em seu lugar, Jesus faria o mesmo, Ele estaria abraçando as riquezas esse mundo? Ele estaria preocupado em ser alguém na base dessa pirâmide, onde o dinheiro é a prioridade? Será que a prioridade de Jesus ou de seus apóstolos, os quais devemos imitar, era se envolver em “marketing multinível” com ganho de dinheiro rápido e fácil? Tenho certeza que não.
          O que muito me preocupa é que nesse busca sem limites por dinheiro, muitos dos que se dizem “cristãos”, até sem perceber, tem trocado Jesus por Mamom, e defendem essa ou aquela rede como fosse prioridade. Eles se esquecem que nossa prioridade é tornar o Evangelho de Cristo conhecido, é fazer discípulos e mostrar que confiamos em Deus e não nas “redes que garantem dinheiro fácil.
          Na associação com essas redes, o nosso adversário, Mamom, divindade cultuada até inconscientemente, tem conseguido vitória sobre muitos “irmãos” quando os fazem esquecer que “enriquecimento fácil não é bíblico”, conforme registrado em Provérbios 13:11; 23:5 e Eclesiastes 5:10). Associar-se a essas redes é o mesmo que não confiar em Deus.
          Será que você associado dessas redes, que já conseguiu “muitos dólares” está disposto a usar seus bens em conformidade com a Palavra de Deus.  A Bíblia nos ordena a usar nossos bens em prol dos necessitados (Lc 18:18-22; I Jo 3:17-18).
          O dinheiro que ganhamos pode ser bênção ou maldição, dependendo do uso que dele fazemos e de sua origem. Aliás, o dinheiro até demostra um parte de nosso caráter. Não há nada errado em possuir riquezas, o problema é quando as riquezas nos possuem.
          Aqueles que acreditam cegamente que essas “redes de dinheiro fácil” trarão enorme soma de dinheiro e se envolvem com elas, demonstram que suas vidas não estão sendo vivenciadas do ponto de vista do que está registado nas Escrituras Sagradas (Cl 3.1). Os envolvidos com essas redes, mais cedo ou mais tarde, em última análise, se tornarão egoístas e cobiçosos, que nunca se fartarão de dinheiro, uma vez que não centralizam Deus como o seu alvo, sua prioridade, sua realização.
          Há uma artimanha diabólica, por detrás do “culto a Mamom” que muitos que se envolveram nessa busca desenfreada por dinheiro fácil desconhecem. Somos orientados a conhecer as estratégias do diabo a “fim de que Satanás não se aproveite de nós; pois conhecemos bem os planos dele” (II Cor 2:11). O nome de Jesus é envergonhado, quando um de seus servos faz do objetivo da vida a obtenção de dinheiro fácil e o enriquecimento (I Tm 6.9; Pv 23.4).
          Quero finalizar esse meu pequeno comentário dizendo que devemos ser conhecidos por aquilo que somos e não por aquilo que temos ou possuímos e também não devemos esquecer que existem coisas que o dinheiro não pode comprar, como o Juiz dos Vivos e dos Mortos (At 10:42) e uma vida de comunhão e intimidade com Deus, que expressam uma espiritualidade genuína e verdadeira (At 8.18-20; Ap 2.9)
         Portanto meus irmãos, abramos bem os nossos olhos.
        
Gilvan Silva Santos, servo do Deus Altíssimo em espírito, alma e corpo (I Tes5:23)
Itabuna-Bahia 01.05.2013 (21h20min)
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segunda-feira, 1 de abril de 2013

Alimento Bíblico 47: “Ester, exemplo a ser seguido”. Parte II



          O rei Assuero, por influência de Hamã, primeiro ministro da Pérsia, assinou um decreto permitindo a eliminação de todo povo judeu, mas havia uma pessoa certa, na hora certa e no lugar certo. Ester foi instrumento de Deus impedir o extermínio de sua escolhida nação, o povo judeu.
          Os judeus seriam massacrados, chacinados. Seria o primeiro holocausto, assim como o de Hitler, na Segunda Guerra Mundial. O decreto de Assuero, rei pérsia, era irrevogável. O único meio de salvar o povo judeu seria uma nova lei dando direito e condições de defesa.
          Por providência de Deus, o rei Assuero, escolhera Ester para ser sua nova rainha, em lugar de Vasti que o havia desonrado (sobre isso escreverei em outra ocasião). Entretanto, quero enfatizar parte do decreto do rei Assuero que precisamos vivenciar hoje em dia, se quisermos que nossa família seja extensão do Projeto de Deus aqui na Terra: “Que cada homem seja senhor em sua casa” (Et 1:22). Quando Assuero colocou a coroa na cabeça de Ester, essa passou a ser sua rainha (Et 2:17). No momento exato, Deus resolveu aquele grave problema porque alguém estava na posição de intercessão.
           Hamã é uma figura de Satanás que sempre persegue o povo de Deus. Os ataques dos “Hamãs” atuais sempre estão crescendo de tal forma que querem nos fazer tolerar o que a Bíblia rejeita, a exemplo, “a união civil de pessoas do mesmo sexo”. O sistema está tomando posição contra o povo de Deus e nós devemos buscar e esperar por esses dias um novo mover do Espirito que confrontará o “poder das trevas” e vencerá Hamã, tal qual ocorreu na Igreja Primitiva, na Rua Azuza, no País de Gales.
          Precisamos pedir que venha o Reino de Deus e não viver para nós mesmos. Nossa vontade precisa ser deixada de lado para que seja feita a vontade de Deus; isso implica também em derrotar Hamã diariamente a exemplo de Ester. Para isso nós também fomos chamados: “para tal tempo como este chegastes ao reino” (Et 4:14).
          Mardoqueu era o tipo de cristão que não se inclinava diante dos inimigos, ainda que isso custasse sua própria vida (Et 3:2), como ele era leal a Deus e como isso hoje em dia é uma raridade. Ele havia dado a Ester uma estratégia quando fosse coroada e Ester, mesmo já sendo rainha acatou humildemente e com toda mansidão os conselhos de seu primo não desprezando sua condição espiritual e nem se achando a tal, só porque era rainha.
          Mordecai havia dado uma função especifica a rainha Ester para que ela suplicasse ao rei em favor de seu povo e isso incluía a ela própria, que também era judia (Et 2:7, 20). Ester era a única pessoa que tinha condições de alterar a situação já estabelecia e assinada com o anel do rei.
        O problema era que haviam dias preestabelecidos para entrevistas com o rei e Ester poderia perder a sua vida caso entrasse sem ser convidada. Ester teria que arriscar a própria vida. Se ela não tentasse entrar na presença do rei, provavelmente morreria, mesmo sendo rainha. Se tentasse audiência com o rei sem o convite real, também morreria e agora?
          O nosso inimigo não está de brincadeira, mas muitos em nossas igrejas estão inertes em sua própria arrogância e não percebem que estão vulneráveis aos ataques de Satanás, ataques de Hamã. Precisamos ser servos com a atitude de Mordecai e apontar a mornidão e apatia nos crentes de hoje como ele fizera com Ester (Et 4:12 à 16).
         De nada adiantará ficarmos impressionados e emocionados com a situação atual das pessoas se não fizermos nadas para ajudá-las. No primeiro momento Ester não entendeu a atitude de Mordecai, deitado em pano de saco e em cinza (Et 4:4), totalmente quebrantado na presença de Deus. O que Ester tentou fazer é o que nós fazemos frequentemente: queremos apenas mudar as vestes. Mas não devemos aceitar essas mudanças superficiais e aparentes.
         Somos chamados a estar na presença do Rei e não nos apressarmos em sair de Sua Presença (Ec 8:3). Na Presença do Rei há Unção e há Poder. Lá devemos interceder pelo povo, pela nossa cidade, pela nossa igreja, pelos nossos familiares. Será que poderemos sair da condição relatada pelo profeta Ezequiel, “busquei entre eles um homem que tapasse o muro e se colocasse na brecha perante mim, a favor desta terra, para que eu não a destruísse; mas a ninguém achei, (Ez 22:30)”. Deus está procurando por você agora, e em tala tempo! Não resista pois ao Seu chamado.
          Será que você arriscaria a sua própria vida pela salvação dos outros? Ester assumiu esse risco; ela estava disposta a morrer pelo seu povo (Et 4:11). Ester tinha esperança de conseguir a salvação de seu povo, mas ela só começaria a agir depois de um jejum de três dias, isso indica também oração. O jejum foi um pedido de Ester, mas ela e suas moças também estavam nesse grupo de jejum; subjugando o corpo físico em prol de uma ação espiritual (Et 4:16).
          Vivemos hoje em um tempo semelhante ao da rainha Ester e o Senhor nos quer na brecha, fazendo o inimigo recuar de nossas portas (Is 28:6), até que completemos nossa carreira com alegria, a exemplo do apostolo Paulo (At 20:24).
          Em nossa atitude humana é natural haver medo e até dúvidas quanto ao que devemos fazer. Ester também hesitou logo que entendeu o perigo que ela corria, quando Mordecai mostrou a realidade a ela sem rodeios e sem mentiras (Et 4:13-14).
         Deus teria outra opção caso Ester não cooperasse; Ester não era a única opção que Deus dispunha e Deus não depende e nem precisa de ninguém. Entretanto, Deus preferiu contar com Ester. Que grande oportunidade de serviço.
          Deus está chamando agora a intercessores que estejam na posição de atalaia e promovam a libertação; essa é a prática da fé. Não podemos e nem devemos deixar o perigo nos intimidar, e nessa hora de crise, devemos estar na Presença do Rei. O Senhor deseja mudança de tal forma que Jesus Cristo seja revelado em nossas vidas.
         

  • Afirmativa-Chave:Se quisermos que nossa família seja extensão do Projeto de Deus aqui na Terra, devemos assumir a exortação a seguinte exortaçao: “Que cada homem seja senhor em sua casa” (Et 1:22).

  •  Pergunta Padrão:Será que você arriscaria a sua própria vida pela salvação dos outros?


Gilvan Silva Santos, servo do Deus Altíssimo em espírito, alma e corpo (I Tes5:23)
Itabuna-Bahia 31.03.2013 (14h20min)
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Alimento Bíblico 46: “Ester, exemplo a ser seguido”. Parte I



          Sem Jesus, o mundo está perdido. Sem o Espírito Santo o mundo não experimentará a salvação de Deus. Em sentido real, Jesus é o único caminho que leva o homem a Deus, mas o Seu Povo, Sua Igreja por ser um “caminho santo”, para apresentar o plano de Deus para esse mundo perdido, madura para o juízo, conforme Isaias 35:8 “E ali haverá uma grande estrada, um caminho que será chamado Caminho de Santidade. Os impuros não passarão por ele; servirá apenas aos que são do Caminho; os insensatos não o tomarão”.
         Quando nossas vidas estão fundamentadas sobre a Rocha de Deus que é o próprio Jesus Cristo, nosso relacionamento com Ele passa a ser de comunhão e intimidade; assim podemos influenciar aqueles que ainda não conhecem Jesus a um relacionamento pessoal com Ele e os que já O conhecem poderemos conduzir a experiência de um verdadeiro avivamento, através da presença poderosa do Espírito Santo em nossas vidas.
          Devemos reconhecer que Deus tem urgência em resgatar o pecador, e Ele, através de Sua Palavra, julgará qualquer pessoa que não seguir em direção a Ele. São muitas as estratégias que o nosso inimigo tem lançado mãos para cegar os homens à verdade do Evangelho e o mundo tem penetrado de forma camuflada em nossas igrejas e nas nossas famílias.
      Nossas famílias e igrejas estão rompendo o muro de proteção que o Senhor estabeleceu e se esquecem de que “quem abre uma cova nela cairá, e quem rompe um muro, mordê-lo-á uma cobra” Ec 10.8. Isso entristece profundamente ao nosso Deus - quando Ele percebe muitos de Seus filhos indo na direção oposta à Sua Palavra, saindo do caminho santo. Muitos de nossa convivência estão indo a passos largos para o inferno.
        Nossa nação, estado, cidade, bairro, família e igreja estão experimentando as consequências do pecado. Porém, Deus está dizendo em Sua Santa Palavra que há solução: “se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e me buscar, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra. Estarão abertos os meus olhos e atentos os meus ouvidos à oração que se fizer neste lugar. Porque escolhi e santifiquei esta casa, para que nela esteja o meu nome perpetuamente; nela, estarão fixos os meus olhos e o meu coração todos os dias” II Cr 7: 14 à 16.   Como precisamos de discernimento nessa área.
         Deus está dizendo que há solução. Somos convocadas a orar e clamar a Deus pela nossa nação, por todos os povos. A Igreja de Jesus tem a promessa de mudar o curso da história de um povo. O avivamento em sua igreja também depende de sua oração. Avivamento é a mudança e renovação na vida de oração de uma pessoa, de uma igreja de um povo.
          Nossas escolhas determinam a nossa caminhada e o nosso futuro; sua vida é reflexo do que você escolhe. Como está o seu relacionamento com Deus? A eternidade é determinada pela realidade que você vivencia hoje. Portanto, vivencia o Projeto de Deus para sua vida, esteja totalmente rendido ao senhorio de Jesus Cristo.
          Deus poderá tocar muitas pessoas através de sua vida; se permita ser um instrumento em Suas Santas Mãos. Também não devemos esquecer que teremos que prestar contas a Ele pela forma como estamos vivendo hoje. Tudo está sendo registrado por Deus
        No novo nascimento, seu espirito passou a ser habilitação do Espirito Santo e seu corpo passou a ser um “templo vivo” de pedra humana. Só assim a vida passa a ser vivida em liberdade Urgentemente, precisamos viver a prática que apóstolo viveu registrada em Galatas 2:19-20: “Porque eu, mediante a própria lei, morri para a lei, a fim de viver para Deus. Estou crucificado com Cristo;  logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim”.
        No contexto do livro de Ester, os judeus e também nós, todo o povo de Deus, estamos vivendo em momentos de crise. Entretanto, mesmo o nome de Deus não aparecendo em nenhuma parte desse importante livro, podemos ver detrás dos fatos a ação do Único Deus Forte e Soberano.
          Três personagens merecem destaque nesse livro:

  •  Mardoqueu ou Mordecai: judeu, parente próximo de Ester, que descobriu uma conspiração para matar o rei Assuero, Xerxes (Et 1:21-23)

  •  Ester ou Hadassa: moça judia escolhida para ser rainha no lugar de Vasti (Et 1:5 à 18)

  •  Hamã, primeiro-ministro da Pérsia (Et 3:6), maquinou uma conspiração sinistra para exterminar todos os judeus.


          No próximo estudo, veremos porque Ester é um exemplo que deve ser seguido.


  • Afirmativa-Chave: “Avivamento é a mudança e renovação na vida de oração de uma pessoa, de uma igreja de um povo”

  • Pergunta Padrão:“Como está o seu relacionamento com Deus?”



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