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"Não tolere o que a Bíblia reprova, e nem reprove o que a Bíblia tolera." (Gilvan, 15/05/2005).

terça-feira, 18 de setembro de 2012

O Cristão e a Política – 1ª Parte



          Estamos novamente vivendo momento importante em nossa sociedade: nossas cidades estão em clima de eleição municipal. E, nesse momento de opiniões divergentes, ouvi de uma irmã que um cristão não pode se envolver com a política. Fiquei preocupado com a “alienação” da irmã, carente de argumentos bíblicos. Pensando igual a ela, existem muitos.
          Não desconheço que entre os políticos é comum a sujeira, a mentira, o desvio de recursos e toda espécie de mal para aqueles que amam ao dinheiro (I Tm 6:10). Entretanto, não posso rejeitar o que a Bíblia tolera e nem posso tolerar o que a Bíblia rejeita. Em nenhum lugar da Bíblia, encontraremos Deus dizendo que um cristão não pode ser político. Como também na Bíblia não encontraremos nenhuma advertência dizendo “ser proibido fumar”. Quem serve ao Senhor terá de fazê-lo da melhor forma possível e isso implica em cuidar do templo do Espírito Santo, nosso corpo, conforme registrado "Não sabei vós que sois templo de Deus, e que o Espírito de Deus habita em vós? Se alguém destruir o templo de Deus, Deus o destruirá; porque o templo de Deus, que sois vós é santo" (1 Co 3.16, 17). Por isso, não fumamos e nem cultivamos nenhum tipo de vício, não porque a igreja ou o pastor proíbe, mas porque queremos servir ao Senhor na plenitude do nosso ser, irrepreensível e sem pecado (I Tes 5:23). Que força tem as regras e proibições contra o poder do pecado? Se o bem que quero fazer esse não faço até que Cristo seja formado em nós (Gl 4:19).
          Jesus é o verdadeiro interprete da Lei. Somente Ele foi capaz de harmonizar Lei e Graça, da forma que Ele viveu e ensinou. Apesar da lei de Deus ser boa (Romanos 7), ela apenas tem a função de revelar que existe pecado, mostrando um padrão de imagem a ser seguido, ela não remove o pecado, mesmo apontando necessidade de integridade. E como falta integridade e honestidade entre os políticos de hoje. Em outras palavras, através da lei percebemos o que é uma vida de santidade, mas essa lei, em si, não tem poder santificador. Só o Sangue de Jesus transforma o coração do homem. A obra de Jesus foi completa e transforma o ser humano por completo, seja ele político, candidato ou não.
          Temos duas cidadanias: uma celestial e uma terrena. Uma não anula a outra. Não posso negar que ser cristão e político nos dias de hoje, no meio de tanta corrupção, é perigoso. Mas não é impossível permanecer fiel ao Senhor.
          Na política o homem pode fazer muitas coisas boas e ruins. Esperaremos coisas ruins apenas dos que não servem a Deus? Que decepção será se aqueles que dizem temer a Deus, ao serem eleitos, se venderem pelo preço do pecado! O verdadeiro cristão, que já é político ou que pretende concorrer a uma vaga nas eleições municipais desse ano, ou que esteja ocupando qualquer cargo público precisa ser servo fiel e prudente, cuja prioridade seja Deus em primeiro lugar e cuja vida expressa o caráter de Jesus, pois as facilidades de “dinheiro fácil” são as mais diversas possíveis. O “poder” corrompe àqueles que já são corruptos em seu interior.
          Se Jesus, realmente for o Senhor de nossas vidas, não amaremos a entidade que existe no mundo espiritual designada de “deus das riquezas”, Mamom (Mt 6:24). Nesse mesmo capítulo de Mateus, Jesus sustenta que além de cumprir toda a Lei de Deus, devemos também obedecer as “leis dos homens”, isso implica em não sonegar impostos, em não ultrapassar o “sinal vermelho” no trânsito, em respeitar o direito dos outros e também a não “vender o nosso voto”.
              Em qualquer eleição, através do “voto consciente” precisamos expressar nossa escolha, nossa vontade e decisão. Não deve ser a escolha do “menos pior”, mas daquele que julgamos mais preparado para a vaga, que irá trazer desenvolvimento para a nossa sociedade e dignidade para o povo, ainda que ele não “crente”. Entretanto, não podemos e nem devemos “idolatrar” esse ou àquele candidato. Adore apenas a Deus.
          O voto não representa o que somos, mas não podemos “votar por votar”, ou por receber benefícios individuais. Nesse momento eleitoral, não podemos ser egoístas pensando somente nas nossas prioridades ou no nosso próprio bem estar. Precisamos votar em candidatos que tem chances de serem eleitos, para não votar em um candidato “x” e acabar elegendo um candidato “y”.
          Percebo nessa disputa eleitoral que o interesse geral da maioria dos candidatos não é o desenvolvimento da cidade ou o benefício do próximo. A grande maioria dos candidatos que existem por ai querem apenas “engordar a conta bancária”. Pior será se essa for a intenção do candidato, sendo ele evangélico; por ele virá o escândalo e ai daquele que escandalizar o nome do Senhor. Jesus até adverte que será melhor para essa pessoa que ela fosse jogada no mar com uma grande pedra de moinho amarrada no pescoço (Lc 17:2)
          Nossa geração é àquela que acreditou que o diabo é o “pai do rock”, que o casamento “é consórcio”, que Deus é o “deus da diversidade sexual” e que a “política é coisa do diabo”. Nada mais longe da verdade do que essas afirmativas. Entretanto, não podemos e nem devemos permitir que esse clima político abale o “ânimo” daqueles que sabem que a “nossa pátria está nos céus”, conforme nos orienta o apóstolo Paulo em Filipenses 3:20. Acima de todo esse clima, onde vejo os irmãos tomarem “partido” desse ou daquele candidato não podemos desqualificar nosso compromisso com o Reino de Deus usando a igreja com “trampolim eleitoral” ou desrespeitando o irmão que tem uma opção partidária, ou de candidato, diferente da nossa.
         Um notável exemplo de homem na vida pública foi o jovem Daniel. De Daniel está registrado Então, os príncipes e os presidentes procuravam achar ocasião contra Daniel a respeito do reino; mas não podiam achar ocasião ou culpa alguma; porque ele era fiel, e não se achava nele nenhum vício nem culpa." (Dn 6:4).  Sua vida nos mostra como deve ser a vida do cristão no contexto secular. Daniel, na qualidade de homem público, não se deixou dominar pela desonestidade, pela ganância, pelo engano, mas se manteve íntegro na sua vida secular através dois princípios básicos para aqueles que querem agradar a Deus: Leitura/Vivência da Palavra e Oração. Essa receita é a base para o sucesso em qualquer empreendimento nosso, seja ele na vida pública ou não.
          Não resta dúvida, que Daniel preservou os valores cristãos que ele aprendera de sua família nos cultos domésticos e isso possibilitou a vivência de um cristianismo autêntico em uma nação totalmente longe de Deus, mergulhada na idolatria. Daniel sabia que o relacionamento com Deus é inegociável, e ele não se vendeu por nada porque tinha princípios espirituais que nortearam sua vida.
A postura de Daniel, um político do Reino de Deus, é aposta a de muitos políticos que se dizem “evangélicos” hoje em dia, que preferem manter a sua permanência no “poder” a todo custo. Se o crente quiser ser político, ele precisa aliar competência e honestidade e, acima de tudo a lealdade a Deus.
Com o Senhor nosso Deus está o engrandecer e devido a fidelidade de Danei, aliada a sua excelente administração, ele foi cogitado para ocupar um posto ainda mais elevado no alto escalão do governo. Mesmo com tanta ocupação, Daniel priorizou o Reino de Deus e sua justiça, colocando tudo o mais em segundo plano, em razão da manutenção de sua disciplina com a Palavra e oração.
         Estamos carentes de políticos sérios e que falem a verdade. Eles dizem uma coisa, mas quando assumem o mandado, fazem outra. É preciso “cair” o temor de Deus sobre os políticos sobre a igreja, sobre os homens, sobre os políticos. A postura em favor da verdade deve ser a característica  dos filhos de Deus, ainda que o sistema nos encoste no muro.
          Não somos ingênuos ao ponto de acreditar que esses políticos iriam querer se eleger se fosse um trabalho voluntário ou se eles recebessem apenas um salário mínimo. Sabemos que existem exceções, há candidatos bem intencionados, e conheço um que quando foi vereador, aqui em minha cidade, devolveu o que recebeu a mais: um suposto décimo quarto salário. Mas o que a grande maioria quer é “dinheiro fácil” com esse trabalho, se é que posso chamar de trabalho.
          No dia da eleição não haverá anjo na urna para dizer ao "líder religioso" em quem você votou. Por tanto, abramos os olhos!
         Somos diferentes, e precisamos deixar claro o nosso compromisso com o Reino de Deus em primeiro lugar. Daniel foi benção em sua geração, porque desde sua adolescência ele “assentou no seu coração não se contaminar com a porção do manjar do rei, nem com o vinho que ele bebia; portanto, pediu ao chefe dos eunucos que lhe concedesse não se contaminar." (Dn  1:8).
Que Deus nos ajude a ter um coração sincero e seguir o exemplo de vida irrepreensível deixado por Jesus e por Seus servos na Sua Santa Palavra.


Gilvan Silva Santos, servo do Deus Altíssimo em espírito, alma e corpo (I Tes 5:23)
Itabuna-Bahia 18.09.2012 (17h21min)
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quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Alimento Bíblico Semanal 34: “O Segredo para a Vitória” Parte 4: Persistência na Oração II – Orações focadas no Reino


          A oração deve ser a nossa principal ocupação. Só podemos conhecer a Deus através da intimidade com o Espírito Santo e vivência de Sua Santa Palavra. Orações focadas no Reino são feitas em conformidade com a Vontade de Deus. Nessas orações uma das funções do Espírito Santo está registrada em Romanos 8:26-27: “Também o Espírito, semelhantemente, nos assiste em nossa fraqueza; porque não sabemos orar como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós sobremaneira, com gemidos inexprimíveis. E aquele que sonda os corações sabe qual é a mente do Espírito, porque segundo a vontade de Deus é que ele intercede pelos santos”.
          Deus está fazendo grandes coisas em nosso meio, mas alguns já perderem de vista o que Ele ainda pode fazer. Existe muito mais de Deus para nós e só poderemos experimentar esse mover quando oramos de acordo com a Sua Vontade.
          No inicio da igreja primitiva, muitas pessoas estavam sofrendo as mais diversas perseguições e tribulações e Paulo havia sido levantado para ajudar essas pessoas e estabelecer igrejas fundamentadas em Jesus Cristo.
          A igreja em Roma estava sofrendo perseguição e os crentes romanos estavam tentando sobreviver em um mundo sob a influência do inimigo. No entanto, debaixo da Unção do Espírito e baseado na Vontade de Deus, Paulo não orou em favor da segurança ou proteção deles. Muito pelo contrário, devemos seguir o exemplo de Paulo e orar em favor da unidade, da alegria em meio ao sofrimento e da busca pelo Poder do Alto, conforme registrado em Romanos 15:5-6 “Ora, o Deus da paciência e da consolação vos conceda o mesmo sentir de uns para com os outros, segundo Cristo Jesus, para que concordemente e a uma voz glorifiqueis ao Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. Nesse modelo de oração, Paulo ainda continua em Romanos 15:13: “E o Deus da esperança vos encha de todo o gozo e paz no vosso crer, para que sejais ricos de esperança no poder do Espírito Santo”. Tudo o que fizermos, deve ser para glorificar a Deus e quando a Unidade for o nosso testemunho, as “pessoas de fora” serão atraídas a Cristo. Orar por segurança e proteção são nossas necessidades, mas quando oramos com os “Olhos do Reino”, pedimos por Unidade para que o mundo creia em Jesus Cristo, Resposta de Deus, Resgate de Deus.
         Quando houver união entre o povo de Deus, uma revolução acorrerá nas regiões celestiais e a Unção do Alto será derramada como ocorria na Igreja Primitiva e muitos serão atraídos a Jesus Cristo. 
         Estudando as orações que o apóstolo Paulo fez, percebemos que ele conhecia as necessidades especificas da igreja a que se reportava e intercedia nessa direção. As atualizações que o apóstolo Paulo recebia dessas necessidades era mediante a revelação do Espírito Santo, uma vez que não havia comunicação como a temos nos dias de hoje. Não havia telefone, celular, fax, twitter, facebook, e-mail. Não existiam os recursos tecnológicos como dispomos hoje.
          Não sou contra esses recursos tecnológicos se eles forem usados para glorificar Jesus. Entretanto fico muito triste, quando vejo irmãos substituindo a Bíblia por um tablet, smartphone ou algo semelhante. Apenas para mostrar com a Bíblia, a Palavra de Deus, tem sido desprezada nos dias de hoje, ouvi de um irmão em um dos cultos em minha igreja, que ele já havia aposentado a sua Bíblia de papel, agora só usava a Bíblia de seu tablet ou de seu smartphone. Eu particularmente também tenho todos esses recursos, mas não devemos desprezar a Palavra de Deus de tal forma.
          Daqui a pouco tempo não teremos mais Bíblias impressas, apenas teremos versões eletrônicas. Já há grupos religiosos que não mais freqüentam a igreja e que insistem em anular os “cultos congregacionais”. Também há alguns irmãos que substituem o culto por qualquer outro evento. Tudo é mais importante do que estar na “casa de Deus”. O salmista nos orienta no Salmo 84:10  “Pois um dia nos teus átrios vale mais que mil”. Mais vale um dia na casa do Senhor do que mil em qualquer outro lugar. O Espírito Santo está sendo “engessado” em muitas igrejas nos reino dos homens. Esses homens nada vêem além de si mesmo. Não me admira se dentro de pouco tempo também recebermos a Santa Ceia por sedex.
          O devocional, a busca de revelação e profundidade na Palavra, virá utilizando um tablet ou smartphone em substituição à Bíblia, à Pérola de Grande Valor? Precisamos impedir a penetração do “secular” em nossas igrejas e separar o santo do profano. Como incentivar conhecer, ter intimidade e praticar a Bíblia se o tablet, o celular ou o smartphone, para alguns, dispensa leitura da mesma.
          Não resta dúvida da penetração do império das trevas em nosso meio através dessas formas sutis que citei acima. Não é em vão que o autor aos Hebreus nos exorta a “não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns; antes, admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais quanto vedes que se vai aproximando aquele Dia (hb 10:25). Não devemos remover os limites antigos (Pv 23.10) e isso implica em não substituir a Bíblia por nada e nem por ninguém.
          Devemos orar por necessidades específicas de nossa igreja, mas também precisamos voltar nossos olhos em outras direções. Na direção de um mundo “maduro para o juízo” de Deus. Isso indica que devemos orar para que o nosso ministério seja plenamente eficaz. Como está o nosso testemunho em nosso dia-a-dia, no nosso cotidiano?
         Nesse aprendizado diário com o Espírito Santo, aprendi a não pedir a Deus que me livre dos problemas, mas que Ele me ensine a ter uma mente mais volta para o Seu Reino em meio aos problemas e dificuldades.
   
  •  Afirmativa-Chave: Nesse aprendizado diário com o Espírito Santo, aprendi a não pedir a Deus que me livre dos problemas, mas que Ele me ensine a ter uma mente mais volta para o Seu Reino em meio aos problemas e dificuldades.
  • Pergunta Padrão: Como está o nosso testemunho em nosso dia-a-dia, no nosso cotidiano?
Gilvan Silva Santos, servo do Deus Altíssimo em espírito, alma e corpo (I Tes 5:23)
Itabuna-Bahia 12.09.2012 (10h54min)
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quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Alimento Bíblico Semanal 33: “O Segredo para a Vitória” Parte 3: Persistência na Oração II



          Deus deseja que sejamos dedicados e consagrados ao Senhor e que não deixemos de orar uns pelos outros. A ORAÇÃO irá nos equipar adequadamente para a Obra do Senhor na propagação do Evangelho do Reino. Não posso deixar de anunciar uma verdade esquecida pela “igreja dos homens”, hoje: a oração deve ser a nossa principal ocupação. Só podemos conhecer a Deus através da intimidade com o Espírito Santo e vivência de Sua Santa Palavra.
          Vejamos uma das muitas passagens interessantes sobre o mover de Deus através da oração no ministério do apóstolo Paulo. Está registrado em II Coríntios 1:8 à 11: “Porque não queremos, irmãos, que ignoreis a natureza da tribulação que nos sobreveio na Ásia, porquanto foi acima das nossas forças, a ponto de desesperarmos até da própria vida. Contudo, já em nós mesmos, tivemos a sentença de morte, para que não confiemos em nós, e sim no Deus que ressuscita os mortos; o qual nos livrou e livrará de tão grande morte; em quem temos esperado que ainda continuará a livrar-nos,  ajudando-nos também vós, com as vossas orações a nosso favor, para que, por muitos, sejam dadas graças a nosso respeito, pelo benefício que nos foi concedido por meio de muitos.
          Esse foi um relato real de tentativa de morte no ministério do apóstolo, e Paulo relata um momento de oração que não foi casual, mas uma verdadeira batalha estava sendo travada no mundo espiritual. A oração feita pelos irmãos em favor do apóstolo prevalecia sobre as portas do inferno e qualquer intenção do diabo fora anulada por um grupo de servos que batalhavam em oração. Um modo diferente de orar, sem o interferir da emoção e sem esperar receber nada em troca. Paulo sabia que o objetivo daquela viagem era liberar a Unção do Alto e edificar Igreja em Corinto e um grupo de irmãos nessa cidade batalhava por ele em oração. Essa oração, o respirar da alma, produziria um impacto profundo no decorrer da viagem e de todo o seu ministério naquela cidade, dominada pela carnalidade e presa no império das trevas com todas as suas manifestações.
          Hoje somos encorajados a nos unirmos em oração e levarmos as cargas uns dos outros: “Rogo-vos, pois, irmãos, por nosso Senhor Jesus Cristo e também pelo amor do Espírito, que luteis juntamente comigo nas orações a Deus a meu favor, (Rm 15:30)”. Precisamos nos esforçar para termos uma vida de oração e também nos preocuparmos com os outros, tirando o foco de nosso próprio interesse pessoal, assim como mencionado por Paulo sobre Epafras: “Saúda-vos Epafras, que é dentre vós, servo de Cristo Jesus, o qual se esforça sobremaneira, continuamente, por vós nas orações, para que vos conserveis perfeitos e plenamente convictos em toda a vontade de Deus. E dele dou testemunho de que muito se preocupa por vós, pelos de Laodicéia e pelos de Hierápolis (Cl 4:12-13). Isso indica que não é apenas um simples atitude passiva, mas requer esforço, determinação, disciplina.Que exemplo de servo! Quantos servos “Epafras” temos nas igrejas de hoje? É um “vaso de honra” em extinção.
          De maneira geral, nossas orações são “egoístas” e buscam encontrar solução para esse ou àquele problema. Queremos orar para eliminar esse ou aquele empecilho. Não é raro, para demonstrarmos amor pela pessoa necessitada orarmos exatamente conforme o pedido que nos foi feito. Oramos em favor do obvio – e às vezes nem pensamos no que Deus quer fazer por meio dessa ou daquela situação. Não há nada de errado em orarmos em favor das pessoas ou por solução de problemas; essa deve se a vivência do Corpo de Cristo – orarmos uns pelos outros. Mas o que quero salientar é que precisamos orar a respeito das verdades mais profundas do Reino, precisamos orar no Espírito e combater o bom combate. Deus nos chama a conquistar o Seu Bom Tesouro através da oração.
         Não podemos permitir que nada, a não ser Cristo, domine nosso coração ou tenha primazia na Igreja. Quem é atraído e dominado pelas coisas terrenas, é porque ainda não teve a alma transformada. Precisamos conduzir os irmãos ao Espírito por meio da oração e leitura/vivência da Palavra.  A oração nos torna sensível ao “mover do Espírito”. Vou ilustrar essa verdade com mais um episódio na vida e no ministério do apóstolo Paulo. Está registrado em Atos 16:7: “defrontando Mísia, tentavam ir para Bitínia, mas o Espírito de Jesus não o permitiu.
          Jesus queria que os apóstolos fossem para a região da Macedônia, e depois de aprender as lições que o Senhor queria lhes ensinar, pudessem retornar. O Espírito Santo é a manifestação de Deus em nossa vida e devemos nos submeter a Ele. Não devemos apenas ser cheios do Espírito Santo, mas também nos submeter a Ele, o qual muitas vezes nos impede de fazer o que planejamos, quando isso não está em conformidade com a Vontade de Deus e quando somos dependentes dEle.
           Lemos ainda em Atos 16:9: “À noite, sobreveio a Paulo uma visão na qual um varão macedônio estava em pé e lhe rogava, dizendo: Passa à Macedônia e ajuda-nos”. Paulo só percebeu essa visão porque ele vivia e estava no Espírito. O desejo de Paulo era, depois da Galácia, ir para a Ásia e depois para a Bitinia. Mas o Espírito não pensava assim e os impediu de ir para a Ásia, o Espírito de Jesus não permitiu que fossem para a Bitinia.Nesse episódio, Paulo e os demais apóstolos tiveram de “negar a si mesmos” tomar a sua cruz e seguir a Jesus.
          Em certa ocasião, ministrando em uma Igreja aqui em minha cidade, falávamos sobre as palavras de Jesus em Marcos 8:34: “Então, convocando a multidão e juntamente os seus discípulos, disse-lhes: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me”. No final do estudo, perguntei aos irmãos que cruz era essa que Jesus se referia e um dos presentes disse que a cruz que ele tinha que carregar era sua esposa. Isso demonstra o quanto o evangelho tem sido anunciado sem a cruz de Cristo e quão superficial é a compreensão que temos de cruz. Aliás, hoje quase não se fala mais em cruz, apenas em prosperidade e em coroas, e de ouro.
   

  • Afirmativa-Chave: Precisamos nos esforçar para termos uma vida de oração e também nos preocuparmos com os outros, tirando o foco de nosso próprio interesse pessoal

  • Pergunta Padrão:  Como nos tornar sensível ao “mover do Espírito?


Gilvan Silva Santos, servo do Deus Altíssimo em espírito, alma e corpo (I Tes 5:23)
Itabuna-Bahia 05.09.2012 (09h19min)
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