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"Não tolere o que a Bíblia reprova, e nem reprove o que a Bíblia tolera." (Gilvan, 15/05/2005).

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Alimento Bíblico Semanal 40: “E também agora o machado está posto à raiz...” “Aprendendo com Jesus” - 2ª Parte

 
            Não posso negar que muitos na igreja de Cristo estão doentes, e também não estou interessando em achar ou apontar culpados. A nossa murmuração, nossas palavras críticas, fofocas e insatisfação transmitem “doença e morte” aos que nos ouvem.  Mas alguns “pastores”, líderes vaidosos e irresponsáveis, visam apenas seus próprios interesses, pregando apenas aquilo que o “povo quer ouvir”, colocando suas opiniões pessoais acima do que Cristo ensinou e viveu. Esses liderem atraem multidões com uma graça falsificada, com um Evangelho sem a Cruz de Cristo.
          Cristo é a solução de Deus para o homem, mas muito de nossos problemas surgem de escolhas erradas que fazemos, e o que plantamos vamos colher os frutos – essa é a lei natural. Quando percebemos que nossas palavras não geram a Vida de Deus aos irmãos, precisamos orar e pedir ao Senhor que novamente ilumine nosso coração e nos purifique. Hoje o Senhor está nos convidando, de maneira nova e profunda, a tomar diariamente a nossa cruz para mortificar o nosso ego, colocando o machado na nossa raiz.
         Hoje, a centralidade do culto, no reino dos homens é a cura, prosperidade, sucesso, muito dinheiro, vida boa. Muito diferente do ensino de João Batista, que sempre focalizava JESUS CRISTO – O Homem que Venceu a Cruz e que foi o modelo de servo fiel e prudente.
         Para Deus, devemos dar sempre o melhor em todos os sentidos. Tive a oportunidade de no ultimo sábado, 27/10/2012, dar o meu melhor para Deus, na Ministração Profética do Pr. Fernandinho em Ilhéus-BA. Não foi nenhum “show gospel” como muitos julgam – mas foi um verdadeiro culto onde foi ministrado que precisamos voltar ao Evangelho de Cristo, precisamos voltar para Deus. No decorrer da ministração o Pr. Fernandinho disse por diversas vezes o machado está posto à raiz”.
          Essa afirmação encheu meu coração naquele momento do culto e o Pr. Fernandinho também pediu para que orássemos em grupos de quatro pessoas o que evidenciou a direção do Espírito Santo naquele evento. No domingo de manha fui para minha igreja dizendo isso a todos e também no delicioso churrasco que nosso pequeno grupo preparou para aquele domingo, esse foi o meu assunto central. Agora, resolvi compartilhar o que o Senhor liberou para mim nessa rica porção de Sua Santa Palavra.
            Deus sempre quer dar um basta naquilo que impede nossa correta visão dDele. Um dos “basta” de Deus foi afirmado por João Batista “E também, agora, está posto o machado à raiz das árvores; toda árvore, pois, que não produz bom fruto é cortada e lançada ao fogo” (Mt 3.10). Esse verdade da Palavra de Deus expressa uma profunda mudança na nossa forma de pensar e de agir. Estou convencido que para o Senhor liberar a Vida em nosso corpo mortal e abatido pela lei do pecado, Ele não esta querendo fazer pequenos ou grandes “reparos”. O Senhor não está disposto a nos “consertar” com essa ou aquela pregação. O que é apenas “consertado” ou apenas “reparado” poderá apresentar novamente defeito no futuro e acaba perdendo sua originalidade.
          Deus nos chama a irmos muito além do ritual da religião; a uma mudança radical no nosso pensamento e no nosso comportamento porque fomos eliminados do Jardim de Deus por sugestão de Satanás e desobediência de Adão e Eva. Paulo expressa essa verdade: “Por isso não desfalecemos; mas, ainda que o nosso homem exterior se corrompa, o interior, contudo, se renova de dia em dia. (2 Cor 4:16)”
          O ser humano pode ser representado por “árvores” (Mc 8:22 à 25) e é confortador saber que Deus não olha para a aparência da árvore, mas o que ela produz. Na verdade, o que o Senhor quer de nós é que estejamos ligados na Videira para receberem a liberação do Espírito Santo e assim darmos frutos permanentes. Entretanto, muitos estão apenas queremos mostras as “folhas” da árvore. Essas folhas representam nossas vontades, nossas conquistas, posições, status, nossa própria sabedoria e conhecimento. Alguns, no Jardim de Deus são como figueiras, apenas com folhas e sem frutos (Mt 21:19).
          Jesus é a representação profética, viva e atual do “machado de Deus”. Se o machado for usado apenas no caule, folhas, flores e frutos, por um tempo eles desaparecerão. Aparentemente passamos algum tempo bem em nossa vida espiritual... Não muito tempo depois as folhas começam a aparecer novamente juntos com os “nossos frutos” que não subsistem diante do Juízo de Deus. Não há regras contra a força do pecado, das folhas que não foram eliminados pela raiz. O que a religião ou um sermão podem produzir em uma “arvore” que não morreu ainda - apenas remendos ou consertos. O machado precisa ser usado na raiz; isso irá gerar a morte da árvore, a nossa morte. Mas só assim poderemos nascer no Jardim de Deus sem deixar que as “feras” invadam esse Jardim.
          O apóstolo Paulo reconhecia a necessidade de permitir o uso do machado em sua própria raiz: “Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; e, com efeito, o querer está em mim, mas não consigo realizar o bem (Rom 7:18)”
         Para a vida de Deus ser implantada em nós, para que as folhas não cresçam novamente o “machado precisa ser posto na raiz”. Isso é muito esclaredor porque muitos ainda vivem na prática do pecado, quando o machado não é utilizado no lugar certo. Para o Senhor Deus gerar Sua Vida em nós primeiro precisa “matar” a árvore. O machado na raiz destrói completamente a árvore; destrói completamente nossa natureza pecaminosa, e somos “gerados” homem espiritual, jardim de Deus, plantação de Deus, lavoura de Deus (1 Co 3.9).
          Muitos nas igrejas dizem crer em Deus, mas não têm estabilidade, firmeza e caráter cristão por não se alimentarem da Palavra de Deus; não vivem por Jesus e nem para o Seu Reino. Essas árvores improdutivas, cujo machado não é aplicado na raiz, serão exterminadas definitivamente “... árvores em plena estação dos frutos, destes desprovidas, duplamente mortas, desarraigadas” (Jd 12)
        O machado está posto à sua raiz? O machado de Deus sempre existirá e é você quem precisa deixar Ele ser usado em sua raiz, em sua essência – no mais intimo do seu ser. Assim ocorrerão mudanças significativas em nossa vida. O machado posto à raiz representa:
  • a)     A morte do nosso “eu”, representado pelo velho homem com sua natureza pecaminosa;
  • b)     Que não devemos brincar com o pecado, mas devemos vencê-lo antes que ele nos arruíne;
  • c)      O entendimento que a questão do pecado já foi algo plenamente resolvido na base que Deus estabeleceu - a Cruz de Cristo;
  • d)     Nossa genuína conversão ao senhorio de Cristo e um não ao “evangelho light” e sem compromisso amplamente divulgado nos dias de hoje;
  • e)      O parâmetro para nossa função no Reino: dar frutos permanentes;
  • f)       A autenticidade da Palavra de Deus, que nos liberta do pecado e do “jugo de Satanás”;
  • g)     Nossa total dependência do Espírito Santo e submissão à vontade de Deus;
  • h)     O reconhecimento da Essência do Evangelho, Jesus Cristo, e nossa íntima relação com Ele;
  • i)       Mudança radical em nosso pensamento, vontade, emoção e ações, evidenciado pelo desprendimento das coisas terrenas e passageiras;
  • j)       A eliminação de práticas externas e religiosas que buscam aprovação dos homens, sem a real conversão. Misericórdia quero e não holocausto. 
         Tenho colocado minha vida à disposição do Senhor Jesus e lutado muito para combater a religiosidade, a frieza a e exclusão da Palavra de Deus de nossas vidas. Essa exclusão de Deus, de Seus Princípios tem sido uma tendência atual em nossos dias. Deus não muda e Sua Palavra também permanece para sempre.
          Mesmo vivendo na “era da informação” caracterizada pelos mais diversos recursos tecnológicos, onde alguns na igreja até substituíram a Bíblia por tablet ou smartphone,  se quisermos ser sábios e felizes precisamos nos voltar ao livro mais importante de todos: a Bíblia. Aqueles que desejam ser ensinados por Deus precisam permitir que o machado seja posto em sua raiz, precisam ler a Bíblia (II Tm 3:16-17). Já ouvi determinado “pastor” dizer: “Deus não é tão exigente assim”. Mas uma prova que o machado não está colocado na raiz. Grande engano desse e de diversos outros que dizem servir a Deus e assim como Sansão “procuram doçura na podridão” (Sansão encontrou um leão morto no qual havia um favo de mel, então ele tomou o mel o degustou sem nem mesmo se lembrar de seu voto com Deus – que por ser nazireu não podia tocar em qualquer coisa morta (Jz 14:8-9).
          Não perca a coragem de ser diferente, resplandeça como “luzeiro nas trevas”. Em Seu ministério terreno, Jesus orientou como deve ser a nossa vida. Apenas para ilustrar o Seu grande Ensino, devemos:
1.      Colocar em prática os ensinos da Palavra de Deus, vivendo o Evangelho Pleno.
2.      Permitir que o Espírito Santo santifique  seu espírito, alma e corpo (I Tes 5:23);
3.      Buscar Unção, paz e intimidade com Deus;
4.      Não temer se vivermos na Presença de Deus e se dependermos exclusivamente de Seus Cuidados.
5.      Agir diferente do “curso desse mundo”;
6.      Negar a nós mesmos, deixando tudo o mais de lado e permitindo que a Vida de Deus cresça mais e mais em nós;
7.      Não fazer pouco caso do nosso compromisso com Deus e ter vigor no testemunho;
8.      Servir e ajudar os outros;
9.      Não viver seduzidos pela busca pelo dinheiro, poder ou fama;
10. Pregar o Evangelho do Reino;
11. Compartilhar nossa fé e alimentar nossos conservos;
         Senhor Jesus, como preciso ser fortalecido em Sua Presença. Quero depender unicamente de Teu Cuidado e Auxilio. Pode colocar o Seu Machado em minha raiz. Atrai-me Senhor, seja o meu Deus.

  • Afirmativa-Chave:  O machado de Deus sempre existirá e é você quem precisa deixar Ele ser usado em sua raiz, em sua essência – no mais intimo do seu ser. Jesus é a representação profética, viva e atual do “machado de Deus”.
  • Pergunta Padrão: Você tem permitido diariamente que O machado esteja posto à sua raiz?

Gilvan Silva Santos, servo do Deus Altíssimo em espírito, alma e corpo (I Tes 5:23)
Itabuna-Bahia 30.10.2012 (11h44min)
[gilvansilva00@hotmail.com; (73) 9191-0910; 8848-3714; 9995-4551]
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terça-feira, 23 de outubro de 2012

Alimento Bíblico Semanal 39: “Aprendendo com Jesus” 1ª Parte



            Quando Deus nos criou Ele nos fez com uma função específica: propagar Seu Reino aqui na Terra. O Senhor também nos comissionou para o governo no Reino que está por ser implantado, conforme Hebreus 2:5-8: “Pois não foi a anjos que sujeitou o mundo que há de vir, sobre o qual estamos falando; antes, alguém, em certo lugar, deu pleno testemunho, dizendo: Que é o homem, que dele te lembres? Ou o filho do homem, que o visites? Fizeste-o, por um pouco, menor que os anjos, de glória e de honra o coroaste e o constituíste sobre as obras das tuas mãos. Todas as coisas sujeitaste debaixo dos seus pés. Ora, desde que lhe sujeitou todas as coisas, nada deixou fora do seu domínio. Agora, porém, ainda não vemos todas as coisas a ele sujeitas”. O eterno propósito de Deus é que Seu Filho fosse o herdeiro de tudo. E o Filho desejou o cumprimento desse propósito eterno, para a glória de seu Pai. Deus estabeleceu um plano, segundo o qual tudo estaria centrado em Cristo para que "em tudo tenha a preeminência", e para que chegasse a ser "o tudo em todos" (Col. 1:18; 3:11).
          Deus não entregará a administração do mundo que está por vir aos anjos, mas ao homem depois de sua aprovação e coroação de gloria e de honra, se ele permanecer fiel até ao fim. Para isso precisamos ser preparados, como o próprio Senhor Ressurreto exortou a Igreja de Tiatira em Apocalipse 2:25 à 27: “ tão-somente conservai o que tendes, até que eu venha. Ao vencedor, que guardar até ao fim as minhas obras, eu lhe darei autoridade sobre as nações, e com cetro de ferro as regerá e as reduzirá a pedaços como se fossem objetos de barro”.
          Precisamos orar ao Senhor para termos entendimento acerca dessas coisas e assim compreenderemos a esperança do nosso chamamento (Ef 1:18) que muitos cristãos desconhecem e por isso vivem orientados pelas coisas desse mundo. A eternidade ao lado de Cristo desapareceu do alcance de muitos. Onde está agora o seu coração? .
          Nossas habilidades naturais, nossos talentos, são dons concedidos por Deus e pertencem unicamente a Ele. Jamais de devemos nos orgulhar ou achar que somos auto-suficientes como Satanás, na eternidade passada, que profanou o Jardim de Deus (Ez 28:16-18) e de lá foi expulso (Is 14:13 à 16). Tudo o que somos e temos recebemos do Senhor. Lúcifer acreditava que sua capacidade, beleza ou inteligência provinha de si mesmo e multiplicou sua iniqüidade que antes estava oculta. Muito cuidado com a aparência e com o que tem ocupado seu coração; não se deixe dominar pelo orgulho. Esteja satisfeito com o que o Senhor já tem lhe concedido ou se buscar algo mais, o faço para a gloria do Senhor.
          Diariamente precisamos morrer com Jesus, crucificando o nosso velho homem até chegarmos ao padrão de Deus reconhecendo que: “não que, por nós mesmos, sejamos capazes de pensar alguma coisa, como se partisse de nós; pelo contrário, a nossa suficiência vem de Deus (II Cor 3:5). Quantos em nossas igrejas não estão satisfeitos com a posição que ocupam e por orgulho ambicionam posições mais elevados – cegos pelo poder, igualmente a Lúcifer.
          Satanás, o príncipe desse mundo (Jo 16:11) e de seu sistema tem levado muita vantagem quando muitos “crentes” dão lugar ao orgulho e a soberba. Deus nos orienta a “Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele; porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo. Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente (I Jo 2:15 à 17)
 
          Somos orientados a seguir o exemplo de Jesus, “Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz (Fil 2:5 à 7). Jesus reconhecia Sua posição como Filho. Ele foi totalmente submisso a Deus Pai; procedendo dEle, recebendo total autoridade para fazer todas as coisas
          Muito diferente de Lúcifer, Jesus reconhecia de Quem recebera sua capacidade e se sujeitava em tudo à vontade do Pai. Que tremendo exemplo: Ele a Si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo de Deus e dos homens (Mc 10:45). Ele é o Homem que venceu a Cruz e jamais pensava em Si mesmo, assim Ele evitava o orgulho e a ambição, tão impregnados em nossa natureza adâmica.
          Jesus é o nosso único modelo. Mesmo tendo uma posição tão elevada, Ele abriu mão de tudo isso, para morrer em nosso lugar. Ele venceu o diabo, venceu o mundo e nos libertou.
          Aguardem os próximos Alimentos Bíblicos sobre esse mesmo tema.

  • Afirmativa-Chave: Quantos em nossas igrejas não estão satisfeitos com a posição que ocupam e por orgulho ambicionam posições mais elevados – cegos pelo poder, igualmente a Lúcifer.

  • Pergunta Padrão:  Onde está agora o seu coração? Qual o sentido de viver, se não for para adorar ao Senhor?

Gilvan Silva Santos, servo do Deus Altíssimo em espírito, alma e corpo (I Tes 5:23)
Itabuna-Bahia 23.10.2012 (10h29min)
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quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Alimento Bíblico Semanal 38: “Viver na Presença do Senhor” - 2ª Parte


          Essa semana pretendemos da continuidade ao nosso estudo baseado em Atos 16, para aprendermos como o apóstolo Paulo e Silas andaram na presença do Senhor. Atos 16 é um relato maravilhoso, cheio de riquezas e de detalhes que não podemos deixar passar despercebido. Conforme colocamos no estudo passado, muitas verdades são reveladas e grandes coisas acontecem para quem está disposto a orar e viver na total dependência de Deus.            
        O que aconteceu em Filipos marcou profundamente a vida de Paulo e Silas, e hoje impacta a minha vida de forma tremenda. Lemos em Atos 16:25: Por volta da meia-noite, Paulo e Silas oravam e cantavam louvores a Deus, e os demais companheiros de prisão escutavam”. Não sei se esses presos tinham bom comportamento, se eram calmos ou agitados, se dentro desse “presídio de segurança máxima” haviam facções, como nos dos dias de hoje. O que sei é que eles absorviam o louvor que os apóstolos entoavam. Que lição: na meia-noite, na hora mais difícil,. ao invés de murmurar e reclamar, eles oravam e louvavam a Deus.Como tem sido o  nosso comportamento diante das dificuldades?
          Paulo e Silas, diferentemente dos demais presos, mesmo estando na mesma situação, tinham a “alma livre, porque foram libertos pelo Espírito. Quantos estão livres de prisões, mas tem a alma presa a grilhões e a algemas satânicas? Os apóstolos estavam em acorrentados, mas não há prisões que possam deter àqueles que estão revestidos de poder. Continuando lendo, encontramos: “De repente, sobreveio tamanho terremoto, que sacudiu os alicerces da prisão; abriram-se todas as portas, e soltaram-se as cadeias de todos” (At 16:25). Os apóstolos nem imaginavam o que estava por acontecer e tampouco estavam pedindo que o Senhor os libertasse, porque eles aprenderam a não orar de acordo com o óbvio. De repente.... Coisas acontecem para quem ora... De repente... Muralhas são destruídas e Satanás é confrontado com o Poder de Jesus.
          O comportamento do carcereiro também é esclarecedor. A Palavra nos diz que: “O carcereiro despertou do sono e, vendo abertas as portas do cárcere, puxando da espada, ia suicidar-se, supondo que os presos tivessem fugido” (At 16:27). O guarda estava dormindo! Ele tinha uma função, mas a deixou de lado – estava dormindo. Por qual razão? Pelo cansaço do dia? Ou por acreditar que Deus não poderia fazer mais nada para “libertar” os Seus.
          Quão triste é saber que nessa “meia-noite” do mundo muitos irmãos estão no “sono espiritual”, que a eternidade desapareceu do alcance de muitos; que o arrebatamento é um aviso que não foi dado. O próprio apóstolo Paulo nos exorta em Romanos 13:11 “E digo isto a vós outros que conheceis o tempo: já é hora de vos despertardes do sono; porque a nossa salvação está, agora, mais perto do que quando no princípio cremos”. Quem está dormindo não discerne nada e também quando é despertado tem comportamento baseado apenas no emocional. Esse foi o caso do carcereiro. Ele nem analisou a situação e quis dá fim à sua vida, pensando que os presos haviam fugido.
          Não devemos agir apenas com a emoção, desprezando a racionalidade. Os três níveis da vontade de Deus: boa, agradável e perfeita, são destinados àqueles que não tomam a forma desse mundo, que apresentam a Deus o “culto racional” (Rm 12:1-2). Da prisão, Paulo e Silas nos ensinaram como deve ser o culto racional – muito além da forma externa, do ambiente, ou de liturgias. Paulo e Silas eram adoradores por excelências e, mesmo sendo vítimas das circunstancias, não se deixaram dominar por ela. 
          Não devemos desperdiçar nenhuma oportunidade. Cada segundo, quando vivido na Presença do Senhor, é tempo de “romper em fé”, de manifestar a Graça de Deus. Quero reafirmar que quem ora, tem uma percepção concreta do mundo espiritual que predomina no mundo natural. Quem não  tem uma vida de oração, ‘”anda por vista” e o mundo carnal predomina sobre o mundo natural, conforme II Coríntios 5:7 “visto que andamos por fé e não pelo que vemos”.            
          Mesmo depois de acoitados, estando no pior lugar possível; com os pés amarrados no troco; ainda assim os apóstolos manifestavam a Vida de Deus. Paulo e Silas representavam tão bem Àquele que tem todo Poder no Céu e na Terra que não estavam preocupados com as suas próprias vidas, mas com a do carcereiro que ao se suicidar, perderia a oportunidade de salvação. Movido pelo Espírito Santo, imediatamente Paulo gritou: “Mas Paulo bradou em alta voz: Não te faças nenhum mal, que todos aqui estamos!” (At 16:28). Se Paulo demorasse alguns segundos, àquele pobre homem teria partido para a eternidade sem Jesus e sem salvação. Perto de você, quantas pessoas estão partindo para eternidade sem Jesus. Assuma uma nova atitude e postura frente à propagação do Evangelho de Cristo.
      Como Paulo sabia que o carcereiro tinha plano de cometer suicídio?  Não havia nenhum aviso prévio e o carcereiro havia tomado a decisão logo após ter visto as cadeias abertas. E como Paulo pôde afirmar que ninguém havia fugido? Será que Paulo conhecia todos os presos daquela cadeia e tinha visto a todos, de uma só vez, ainda dentro da prisão, mesmo com todas as celas abertas? Está mais que claro que o mundo espiritual no qual Paulo vivia predomina no mundo natural ao qual nós fazemos parte nesse corpo onde o Espírito Santo de Deus habita.
          Novamente, no carcereiro de Filipos, percebo o clamor daqueles que ainda não conhecem a Jesus. Ele pediu luz: “Então, o carcereiro, tendo pedido uma luz, entrou precipitadamente e, trêmulo, prostrou-se diante de Paulo e Silas. (At 16:29). Se o carcereiro pediu luz é porque o lugar onde Paulo e Silas estavam era escuro, e isso impossibilita a visão física dos apóstolos. Mas não impediu a visão espiritual aguçada de Paulo. Para ter o encontro com Jesus o carcereiro precisou entrar, precisou dar um passo na direção dos servos de Deus. O fato do carcereiro ter ser prostado diante de Paulo e Silas, demonstra que ele reconhecia naqueles homens algo mais que limites humanos. Nada aponta que Paulo e Silas gostavam ou aceitavam esse reconhecimento, que talvez também tenha sido mais uma tentativa do “inferno” em supervalorizar o orgulho daqueles que estavam vivendo na direção do Pai.
          Paulo e Silas só saíram da prisão, do cárcere interior, depois do convite do carcereiro; eles estavam debaixo de autoridade e não deram nenhuma legalidade ao diabo, conforme confirma Atos 16:30 “Depois, trazendo-os para fora, disse: Senhores, que devo fazer para que seja salvo?
          Provavelmente aquele carcereiro e/ou sua família já tinham ouvido falar de Jesus e essa era o momento mais importante de sua vida e de toda a sua família. Fora da prisão ele faz a pergunta mais profunda e significativa que todo ser humano precisas fazer, cuja resposta muda todo o sentido de viver: “...Que fazer para ser salvo?”
          A resposta vinda da parte de Deus contém uma grande promessa onde estou fundamentado para a salvação de todos os meus familiares; “Responderam-lhe: Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua casa” (At 16:31). Para o Senhor a família é uma unidade completa para a salvação. Percebam que imediatamente, o Senhor, através de seus servos nos ensina como poderemos crer: “E lhe pregaram a palavra de Deus e a todos os de sua casa. (At 16:32). Não foi informado ao carcereiro que ele deveria ser “filiar” a alguma religião ou cumprir alguns requisitos da lei para ser salvo. Mas Paulo e Silas fizeram um grande culto em família, nas altas horas da noite.
          Qual o estado físico de Paulo e Silas? Eles estavam tão empolgados como Poder do Evangelho que até esqueceram-se das marcas das correntes em seus próprios corpos. Depois de ouvir a Palavra de Deus, o carcereiro se deu conta do “sangue que escorria” do corpo dos apóstolos, que não estavam preocupados com isso em momento nenhum. Provalvemte Paulo e Silas sentiam dores em seu corpo físico, abatido, cansado, mas a prioridade para eles era o Reino de Deus; fazer conhecido o senhorio de Jesus. Acredito que todos os interesses pessoais dos apóstolos foram subjugados pela urgência da mensagem da salvação e eles entregaram seus corpos a serviço de Jesus, “naquela mesma hora da noite, cuidando deles, lavou-lhes os vergões dos açoites. A seguir, foi ele batizado, e todos os seus. (At 16:33).
          Esse culto familiar pode ter ocorrido em qualquer lugar, ou até mesmo na própria prisão, mas não quero me deter onde e nem como foi realizado esse culto e o posterior batismo. O passo imediato, após a pregação da Palavra e aceitação por parte dos ouvintes é o batismo. Foi o que ocorreu com o carcereiro e com os seus familiares. Não sei como e nem onde ocorreu o batismo de toda essa família. Não havia regulamentos para alguém ser batizado, bastava crer (Mc 16:16). As imposições dos dias de hoje, são convênios de homens, mas essa não deve ser a nossa prática, se formos fieis à Palavra de Deus.
          Toda a casa do carcereiro foi alcançada pela verdade de Deus e todos aceitaram ao Senhor Jesus. Não foi a salvação do carcereiro que garantiu a salvação de seus familiares, mas a convicção de cada um deles em Jesus e a disposição em passarem pelas “águas do batismo”. (Se imersão ou aspersão, não me importa).
          O objetivo final de Deus fora alcançado: a salvação de toda a família do carcereiro. At 16:34 relata “Então, levando-os para a sua própria casa, lhes pôs a mesa; e, com todos os seus, manifestava grande alegria, por terem crido em Deus.” Toda a família estava agora participado da comunhão dos apóstolos e da comunhão do Corpo de Cristo. Só haverá alegria verdadeira na família ser houver o temor de Deus.
          Que tremenda lição: o carcereiro não se preocupou com os seus lideres, com os seus interesses pessoais ou com a sua própria vida e nem com os outros presos, mas foi para a sua casa com os apóstolos, representantes exclusivos de Jesus. Convide Jesus para ser hospede em sua casa, permite que Ele Reine em Sua família.
          O que aconteceu com os outros presos? Eles fugiram? Será que eles também creram no Senhor como o carcereiro e os seus familiares? Não posso afirmar o que a Bíblia não afirma, por isso não tenho essas respostas. O foco do capitulo 16 de Atos foi plenamente abordado, mas não esgotado. Também não quero fazer suposições; nem ir além do que o Senhor liberou nessa porção da Palavra relevada para mim.
          O que aconteceu no dia seguinte? Não havia mais razões para manter a prisão dos apóstolos. Estava evidente que nada nem ninguém pode limitar o Poder Divino.  A Palavra nos informa que “Quando amanheceu, os pretores enviaram oficiais de justiça, com a seguinte ordem: Põe aqueles homens em liberdade.  Então, o carcereiro comunicou a Paulo estas palavras: Os pretores ordenaram que fôsseis postos em liberdade. Agora, pois, saí e ide em paz. (At 16:35-36).
          Na história da igreja primitiva, sempre a perseguição resultava em grandes bênçãos. Paulo sabia muito bem utilizar sua cidadania terrena em ocasiões especificas, como nesse caso em questão.  Paulo, porém, lhes replicou: Sem ter havido processo formal contra nós, nos açoitaram publicamente e nos recolheram ao cárcere, sendo nós cidadãos romanos; querem agora, às ocultas, lançar-nos fora? Não será assim; pelo contrário, venham eles e, pessoalmente, nos ponham em liberdade” (At 16:37). Paulo além de judeu tinha cidadania romana. A lei romana era muito rigorosa e eles não tinham sido julgados, nem condenados, mas arbitrariamente, acoitados e lançados na prisão, e como se nada tivesse acontecido queria mandá-los ir embora agora.
          Novamente, percebemos outro exemplo de Paulo e Silas. No versículo 40 de atos 16 lemos “Tendo-se retirado do cárcere, dirigiram-se para a casa de Lídia e, vendo os irmãos, os confortaram. Então, partiram.”. Eles confortam os irmãos; não contaram vantagens pelo que havia ocorrida, nem se achavam melhores que outros, ou “mais espirituais”. Eles simplesmente engrandeceram o nome de Jesus por terem passado por perseguição em prol do Reino.
 
   
  •  Afirmativa-Chave: Paulo e Silas estavam em acorrentados com os pés amarrados ao tronco, mas não há prisões que possam deter àqueles que estão revestidos de poder.
  • Pergunta Padrão: Como os seus interesses pessoais estão sendo subjugados pela urgência da mensagem da salvação? Você tem se entregado incondicionalmente ao serviço de Jesus? E como  está o nosso testemunho em nosso dia-a-dia, no nosso cotidiano?
Gilvan Silva Santos, servo do Deus Altíssimo em espírito, alma e corpo (I Tes 5:23)
Itabuna-Bahia 11.10.2012 (11h38min)
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