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"Não tolere o que a Bíblia reprova" (Gilvan, 15.05.2005)

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Alimento Bíblico Semanal 33: “O Segredo para a Vitória” Parte 3: Persistência na Oração II



          Deus deseja que sejamos dedicados e consagrados ao Senhor e que não deixemos de orar uns pelos outros. A ORAÇÃO irá nos equipar adequadamente para a Obra do Senhor na propagação do Evangelho do Reino. Não posso deixar de anunciar uma verdade esquecida pela “igreja dos homens”, hoje: a oração deve ser a nossa principal ocupação. Só podemos conhecer a Deus através da intimidade com o Espírito Santo e vivência de Sua Santa Palavra.
          Vejamos uma das muitas passagens interessantes sobre o mover de Deus através da oração no ministério do apóstolo Paulo. Está registrado em II Coríntios 1:8 à 11: “Porque não queremos, irmãos, que ignoreis a natureza da tribulação que nos sobreveio na Ásia, porquanto foi acima das nossas forças, a ponto de desesperarmos até da própria vida. Contudo, já em nós mesmos, tivemos a sentença de morte, para que não confiemos em nós, e sim no Deus que ressuscita os mortos; o qual nos livrou e livrará de tão grande morte; em quem temos esperado que ainda continuará a livrar-nos,  ajudando-nos também vós, com as vossas orações a nosso favor, para que, por muitos, sejam dadas graças a nosso respeito, pelo benefício que nos foi concedido por meio de muitos.
          Esse foi um relato real de tentativa de morte no ministério do apóstolo, e Paulo relata um momento de oração que não foi casual, mas uma verdadeira batalha estava sendo travada no mundo espiritual. A oração feita pelos irmãos em favor do apóstolo prevalecia sobre as portas do inferno e qualquer intenção do diabo fora anulada por um grupo de servos que batalhavam em oração. Um modo diferente de orar, sem o interferir da emoção e sem esperar receber nada em troca. Paulo sabia que o objetivo daquela viagem era liberar a Unção do Alto e edificar Igreja em Corinto e um grupo de irmãos nessa cidade batalhava por ele em oração. Essa oração, o respirar da alma, produziria um impacto profundo no decorrer da viagem e de todo o seu ministério naquela cidade, dominada pela carnalidade e presa no império das trevas com todas as suas manifestações.
          Hoje somos encorajados a nos unirmos em oração e levarmos as cargas uns dos outros: “Rogo-vos, pois, irmãos, por nosso Senhor Jesus Cristo e também pelo amor do Espírito, que luteis juntamente comigo nas orações a Deus a meu favor, (Rm 15:30)”. Precisamos nos esforçar para termos uma vida de oração e também nos preocuparmos com os outros, tirando o foco de nosso próprio interesse pessoal, assim como mencionado por Paulo sobre Epafras: “Saúda-vos Epafras, que é dentre vós, servo de Cristo Jesus, o qual se esforça sobremaneira, continuamente, por vós nas orações, para que vos conserveis perfeitos e plenamente convictos em toda a vontade de Deus. E dele dou testemunho de que muito se preocupa por vós, pelos de Laodicéia e pelos de Hierápolis (Cl 4:12-13). Isso indica que não é apenas um simples atitude passiva, mas requer esforço, determinação, disciplina.Que exemplo de servo! Quantos servos “Epafras” temos nas igrejas de hoje? É um “vaso de honra” em extinção.
          De maneira geral, nossas orações são “egoístas” e buscam encontrar solução para esse ou àquele problema. Queremos orar para eliminar esse ou aquele empecilho. Não é raro, para demonstrarmos amor pela pessoa necessitada orarmos exatamente conforme o pedido que nos foi feito. Oramos em favor do obvio – e às vezes nem pensamos no que Deus quer fazer por meio dessa ou daquela situação. Não há nada de errado em orarmos em favor das pessoas ou por solução de problemas; essa deve se a vivência do Corpo de Cristo – orarmos uns pelos outros. Mas o que quero salientar é que precisamos orar a respeito das verdades mais profundas do Reino, precisamos orar no Espírito e combater o bom combate. Deus nos chama a conquistar o Seu Bom Tesouro através da oração.
         Não podemos permitir que nada, a não ser Cristo, domine nosso coração ou tenha primazia na Igreja. Quem é atraído e dominado pelas coisas terrenas, é porque ainda não teve a alma transformada. Precisamos conduzir os irmãos ao Espírito por meio da oração e leitura/vivência da Palavra.  A oração nos torna sensível ao “mover do Espírito”. Vou ilustrar essa verdade com mais um episódio na vida e no ministério do apóstolo Paulo. Está registrado em Atos 16:7: “defrontando Mísia, tentavam ir para Bitínia, mas o Espírito de Jesus não o permitiu.
          Jesus queria que os apóstolos fossem para a região da Macedônia, e depois de aprender as lições que o Senhor queria lhes ensinar, pudessem retornar. O Espírito Santo é a manifestação de Deus em nossa vida e devemos nos submeter a Ele. Não devemos apenas ser cheios do Espírito Santo, mas também nos submeter a Ele, o qual muitas vezes nos impede de fazer o que planejamos, quando isso não está em conformidade com a Vontade de Deus e quando somos dependentes dEle.
           Lemos ainda em Atos 16:9: “À noite, sobreveio a Paulo uma visão na qual um varão macedônio estava em pé e lhe rogava, dizendo: Passa à Macedônia e ajuda-nos”. Paulo só percebeu essa visão porque ele vivia e estava no Espírito. O desejo de Paulo era, depois da Galácia, ir para a Ásia e depois para a Bitinia. Mas o Espírito não pensava assim e os impediu de ir para a Ásia, o Espírito de Jesus não permitiu que fossem para a Bitinia.Nesse episódio, Paulo e os demais apóstolos tiveram de “negar a si mesmos” tomar a sua cruz e seguir a Jesus.
          Em certa ocasião, ministrando em uma Igreja aqui em minha cidade, falávamos sobre as palavras de Jesus em Marcos 8:34: “Então, convocando a multidão e juntamente os seus discípulos, disse-lhes: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me”. No final do estudo, perguntei aos irmãos que cruz era essa que Jesus se referia e um dos presentes disse que a cruz que ele tinha que carregar era sua esposa. Isso demonstra o quanto o evangelho tem sido anunciado sem a cruz de Cristo e quão superficial é a compreensão que temos de cruz. Aliás, hoje quase não se fala mais em cruz, apenas em prosperidade e em coroas, e de ouro.
   

  • Afirmativa-Chave: Precisamos nos esforçar para termos uma vida de oração e também nos preocuparmos com os outros, tirando o foco de nosso próprio interesse pessoal

  • Pergunta Padrão:  Como nos tornar sensível ao “mover do Espírito?


Gilvan Silva Santos, servo do Deus Altíssimo em espírito, alma e corpo (I Tes 5:23)
Itabuna-Bahia 05.09.2012 (09h19min)
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