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"Não tolere o que a Bíblia reprova" (Gilvan, 15.05.2005)

sábado, 25 de outubro de 2014

Segundo Turno das Eleições - Nossa Esperança é o Senhor Jesus Cristo



          Amanhã (26.10.2014), muitos estarão envolvidos no Segundo Turno das Eleições – na escolha por aquele que ocupará o cargo máximo da nação – daquele que conseguiu mostrar “estar mais preparado” para presidir o País. Não podemos negar, mesmo que quiséssemos, que essa é uma eleição como nunca houve na história do Brasil – acidente aéreo que vitimou candidato e aliados políticos, inúmeras denúncias de corrupção, mentiras, roubos, manipulações, jogo de interesses, brigas, ciúmes, e o que é mais grave – “igreja” associada a esse ou aquele candidato; irmãos brigando entre si em defesa desse ou daquele candidato. Esse é o retrato de uma igreja adoecida, seca, dividida e longe do Eterno Propósito de Deus, vivendo o reino dos homens.
             Não desconheço que entre os políticos, e não apenas entre eles, é comum buscar apenas seus próprios interesses e/ou o de seus partidos, fazendo o mínimo pelo povo – pela maioria; associado a isso ainda ocorre o desvio de recursos e toda espécie de mal para aqueles que amam ao dinheiro (I Tm 6:10). Entretanto, quero relembrar aos irmãos que quem serve ao Senhor terá de fazê-lo da melhor forma possível e isso implica em Jesus ser Nossa Única Esperança e o Motivo de nossa existência.
            A esperança de muitos está na eleição de Aécio Neves ou na reeleição de Dilma Rousseff – porém, nossa esperança está no Senhor.
            Como falta integridade e honestidade entre os políticos de hoje, entre as pessoas de modo geral; mas o Congresso Nacional é uma vergonha -  a política está suja e corrompida. Nossa nação – o Brasil -  está doente. Em outras palavras, Mamom tem sido o senhor de muitos. O Espirito nos mostra que precisamos viver uma vida de santidade e que devemos anunciar que Só o Sangue de Jesus transforma o coração do homem. A obra de Jesus foi completa e transforma o ser humano por completo, seja ele político, candidato ou não.
          Temos duas cidadanias: uma celestial e uma terrena. Uma não anula a outra. Não posso negar que fico profundamente triste quando vejo cristãos demonstrando, “raiva”, ódio, desprezo por aqueles que não compartilham de sua ideologia política, como se fosse errado voltar em A ou em B.  Querem até mudar nossa opinião.
           Somos livres em nossas escolhas. Mas a decisão mais importante que todos precisamos tomar em vida é a decisão de querer ou não a Vida Eterna. Somos a soma de nossas escolhas e essas escolhas determinam o nosso futuro – precisamos permanecer fiel ao Senhor. O verdadeiro cristão, precisa ser servo fiel e prudente, cuja prioridade seja Deus em primeiro lugar e cuja vida expressa o caráter de Jesus, pois as facilidades de “dinheiro fácil” são as mais diversas possíveis. O “poder” corrompe àqueles que já são corruptos em seu interior.
          Se Jesus, realmente for o Senhor de nossas vidas, não amaremos a entidade que existe no mundo espiritual designada de “deus das riquezas”, Mamom (Mt 6:24). Nesse mesmo capítulo de Mateus, Jesus sustenta que além de cumprir toda a Lei de Deus, devemos também obedecer as “leis dos homens”, isso implica em não sonegar impostos, em obedecer nossos superiores hierárquicos, em cumprir o dever para o qual fomos designados em cargos comissionados, em não ultrapassar o “sinal vermelho” no trânsito, em respeitar as opiniões e o direito dos outros e também a não “vender o nosso voto”, por acordo político ou interesses pessoais.
          Em qualquer eleição, através do “voto consciente” precisamos expressar nossa escolha, nossa vontade e decisão. Não deve ser a escolha do “menos pior”, mas daquele que julgamos mais preparado para a vaga, que irá trazer desenvolvimento para a nossa sociedade e dignidade, mas essa não é nossa prioridade – queremos Justiça e Paz.
        Não devemos nos esquecer de nossa situação espiritual e vivermos apenas de “política”, porque a política passará. Me dirijo a você, meu querido irmão: “como está sua situação espiritual”? – se A ou B ganhar, o que acrescentará em sua comunhão com o Senhor? – Estamos como terra seca – em um relacionamento sem profundidade com o Senhor.  
          Alguns conseguem viver iludidos pela sensação de prosperidade, e altas salários e se esquecem de ser ricos para com Deus.  Em Ezequiel 22:30, Deus estava procurando (e ainda procura hoje) por uma pessoa que se colocasse na brecha e restaurasse o muro de tal modo que não fosse preciso destruir a cidade de Jerusalém. Uma só pessoa a serviço do Rei Jesus, pode fazer diferença para Deus. Naquela época e também hoje o povo de Deus não fazia mais distinção entre o sagrado e o profano. Deus ainda continua dizendo: “Filho do homem, dize-lhe: Tu és terra que não está purificada e que não tem chuva no dia da indignação (Ez 22:24)”. O que fica evidente para nós é que a terra não purificada e sem chuva (assim como a vida de muitas pessoas que conhecemos, ou até mesmo a nossa vida) é o resultado da ausência de perdão e do arrependimento. Uma terra sem vida é uma terra sem chuva. Não podemos nos iludir e nos enganar com a nossa vida espiritual: nem tudo o que fazemos para Deus recebe aprovação de Deus.
          É tempo de nos voltarmos para o Senhor. O chamado de Deus ao arrependimento ecoa nesses dias – muitos mais que o grito de “eleitores fanáticos” – que fazem tudo para “seguir” sua liderança política.
          Para vencer as tradições do judaísmo o Senhor começou a obra com Pedro e logo depois com o apóstolo Paulo. Hoje o legalismo, o tradicionalismo e a falta de Unção funcionam como um bloqueio à expansão do Evangelho. O Senhor, então, levantou uma pessoa a quem concedeu uma responsabilidade grande: você.
          Dessa forma, vemos que o Senhor quer nos usar para que o Evangelho do Reino seja propagado e chegue a qualquer pessoa. Será que precisaremos passar por perseguição para pregar o Evangelho, como ocorreu com a Igreja Primitiva. Vamos sair da zona de conforto e retornar às origens. Um retorno onde irá prevalecer o Poder do evangelho como havia no início da vida da igreja.
          O Senhor nos exorta constantemente ao retorno à santidade e o próprio Deus descreve quatro tipos de pessoas que ele abomina, mas que estão presente na Sua Igreja – e que em momentos específicos (como o de eleições) se revelam. Tomara que não sejamos esses tipos de pessoas. “Filho do homem, a casa de Israel se tornou para mim em escória; todos eles são cobre, estanho, ferro e chumbo no meio do forno; em escória de prata se tornaram (Ez 22:18).

  •  Escoria: aponta o desvio, o afastamento. Perdendo-se a centralidade do Evangelho de Cristo, dizendo sim aos apelos do mundo; 
  •  Bronze (ou cobre): aponta para a luxuria e os pecados sexuais. A masturbação e o sexo ilícito não são atacados. Nossos olhos passam sem medo sobre o lixo da Internet e da TV. 
  •  Estanho: é a mistura com o impuro. Não há mais limites entre o santo e o profano. Tudo se pode e tudo se faz na igreja. Não há repreensão dos pecados. Trocamos a verdade pela mentira (II Cor 10:4-5). 
  • Ferro e chumbo: é o resultado de todos ou outros elementos. O ferro indica a força de um coração endurecido e arrogante. O chumbo aponta para algo encoberto. Me refiro ao estrago feito pela normalidade do pecado.

          Amanhã não será nenhum grande dia só por causa do Segundo Turno, e não haverá anjo na urna para dizer em quem você deve ou não votar. Somos diferentes, e precisamos deixar claro o nosso compromisso com o Reino de Deus em primeiro lugar.
          Finalizo afirmando que o Cristianismo puro e verdadeiro com o remédio contra a normalidade está em I João 5:12 -  a Vida é uma Pessoa que habita em nós – Jesus Cristo.
          Que o Espírito Santo nos desperte para um propósito de oração, jejum e arrependimento pela nação e pela igreja brasileira e que ELE nos ajude a ter um coração sincero e seguir o exemplo de vida irrepreensível deixado por Jesus e por Seus servos na Sua Santa Palavra.

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