Data

Animação

Importante:

Importante:
"Não tolere o que a Bíblia reprova, e nem reprove o que a Bíblia tolera." (Gilvan, 15/05/2005).

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Alimento Bíblico Semanal 34: “O Segredo para a Vitória” Parte 4: Persistência na Oração II – Orações focadas no Reino


          A oração deve ser a nossa principal ocupação. Só podemos conhecer a Deus através da intimidade com o Espírito Santo e vivência de Sua Santa Palavra. Orações focadas no Reino são feitas em conformidade com a Vontade de Deus. Nessas orações uma das funções do Espírito Santo está registrada em Romanos 8:26-27: “Também o Espírito, semelhantemente, nos assiste em nossa fraqueza; porque não sabemos orar como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós sobremaneira, com gemidos inexprimíveis. E aquele que sonda os corações sabe qual é a mente do Espírito, porque segundo a vontade de Deus é que ele intercede pelos santos”.
          Deus está fazendo grandes coisas em nosso meio, mas alguns já perderem de vista o que Ele ainda pode fazer. Existe muito mais de Deus para nós e só poderemos experimentar esse mover quando oramos de acordo com a Sua Vontade.
          No inicio da igreja primitiva, muitas pessoas estavam sofrendo as mais diversas perseguições e tribulações e Paulo havia sido levantado para ajudar essas pessoas e estabelecer igrejas fundamentadas em Jesus Cristo.
          A igreja em Roma estava sofrendo perseguição e os crentes romanos estavam tentando sobreviver em um mundo sob a influência do inimigo. No entanto, debaixo da Unção do Espírito e baseado na Vontade de Deus, Paulo não orou em favor da segurança ou proteção deles. Muito pelo contrário, devemos seguir o exemplo de Paulo e orar em favor da unidade, da alegria em meio ao sofrimento e da busca pelo Poder do Alto, conforme registrado em Romanos 15:5-6 “Ora, o Deus da paciência e da consolação vos conceda o mesmo sentir de uns para com os outros, segundo Cristo Jesus, para que concordemente e a uma voz glorifiqueis ao Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. Nesse modelo de oração, Paulo ainda continua em Romanos 15:13: “E o Deus da esperança vos encha de todo o gozo e paz no vosso crer, para que sejais ricos de esperança no poder do Espírito Santo”. Tudo o que fizermos, deve ser para glorificar a Deus e quando a Unidade for o nosso testemunho, as “pessoas de fora” serão atraídas a Cristo. Orar por segurança e proteção são nossas necessidades, mas quando oramos com os “Olhos do Reino”, pedimos por Unidade para que o mundo creia em Jesus Cristo, Resposta de Deus, Resgate de Deus.
         Quando houver união entre o povo de Deus, uma revolução acorrerá nas regiões celestiais e a Unção do Alto será derramada como ocorria na Igreja Primitiva e muitos serão atraídos a Jesus Cristo. 
         Estudando as orações que o apóstolo Paulo fez, percebemos que ele conhecia as necessidades especificas da igreja a que se reportava e intercedia nessa direção. As atualizações que o apóstolo Paulo recebia dessas necessidades era mediante a revelação do Espírito Santo, uma vez que não havia comunicação como a temos nos dias de hoje. Não havia telefone, celular, fax, twitter, facebook, e-mail. Não existiam os recursos tecnológicos como dispomos hoje.
          Não sou contra esses recursos tecnológicos se eles forem usados para glorificar Jesus. Entretanto fico muito triste, quando vejo irmãos substituindo a Bíblia por um tablet, smartphone ou algo semelhante. Apenas para mostrar com a Bíblia, a Palavra de Deus, tem sido desprezada nos dias de hoje, ouvi de um irmão em um dos cultos em minha igreja, que ele já havia aposentado a sua Bíblia de papel, agora só usava a Bíblia de seu tablet ou de seu smartphone. Eu particularmente também tenho todos esses recursos, mas não devemos desprezar a Palavra de Deus de tal forma.
          Daqui a pouco tempo não teremos mais Bíblias impressas, apenas teremos versões eletrônicas. Já há grupos religiosos que não mais freqüentam a igreja e que insistem em anular os “cultos congregacionais”. Também há alguns irmãos que substituem o culto por qualquer outro evento. Tudo é mais importante do que estar na “casa de Deus”. O salmista nos orienta no Salmo 84:10  “Pois um dia nos teus átrios vale mais que mil”. Mais vale um dia na casa do Senhor do que mil em qualquer outro lugar. O Espírito Santo está sendo “engessado” em muitas igrejas nos reino dos homens. Esses homens nada vêem além de si mesmo. Não me admira se dentro de pouco tempo também recebermos a Santa Ceia por sedex.
          O devocional, a busca de revelação e profundidade na Palavra, virá utilizando um tablet ou smartphone em substituição à Bíblia, à Pérola de Grande Valor? Precisamos impedir a penetração do “secular” em nossas igrejas e separar o santo do profano. Como incentivar conhecer, ter intimidade e praticar a Bíblia se o tablet, o celular ou o smartphone, para alguns, dispensa leitura da mesma.
          Não resta dúvida da penetração do império das trevas em nosso meio através dessas formas sutis que citei acima. Não é em vão que o autor aos Hebreus nos exorta a “não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns; antes, admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais quanto vedes que se vai aproximando aquele Dia (hb 10:25). Não devemos remover os limites antigos (Pv 23.10) e isso implica em não substituir a Bíblia por nada e nem por ninguém.
          Devemos orar por necessidades específicas de nossa igreja, mas também precisamos voltar nossos olhos em outras direções. Na direção de um mundo “maduro para o juízo” de Deus. Isso indica que devemos orar para que o nosso ministério seja plenamente eficaz. Como está o nosso testemunho em nosso dia-a-dia, no nosso cotidiano?
         Nesse aprendizado diário com o Espírito Santo, aprendi a não pedir a Deus que me livre dos problemas, mas que Ele me ensine a ter uma mente mais volta para o Seu Reino em meio aos problemas e dificuldades.
   
  •  Afirmativa-Chave: Nesse aprendizado diário com o Espírito Santo, aprendi a não pedir a Deus que me livre dos problemas, mas que Ele me ensine a ter uma mente mais volta para o Seu Reino em meio aos problemas e dificuldades.
  • Pergunta Padrão: Como está o nosso testemunho em nosso dia-a-dia, no nosso cotidiano?
Gilvan Silva Santos, servo do Deus Altíssimo em espírito, alma e corpo (I Tes 5:23)
Itabuna-Bahia 12.09.2012 (10h54min)
[gilvansilva00@hotmail.com; (73) 9191-0910; 8848-3714; 9995-4551]
Siga-me no Twitter: http://twitter.com/Gilvan1973_BA

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Alimento Bíblico Semanal 33: “O Segredo para a Vitória” Parte 3: Persistência na Oração II



          Deus deseja que sejamos dedicados e consagrados ao Senhor e que não deixemos de orar uns pelos outros. A ORAÇÃO irá nos equipar adequadamente para a Obra do Senhor na propagação do Evangelho do Reino. Não posso deixar de anunciar uma verdade esquecida pela “igreja dos homens”, hoje: a oração deve ser a nossa principal ocupação. Só podemos conhecer a Deus através da intimidade com o Espírito Santo e vivência de Sua Santa Palavra.
          Vejamos uma das muitas passagens interessantes sobre o mover de Deus através da oração no ministério do apóstolo Paulo. Está registrado em II Coríntios 1:8 à 11: “Porque não queremos, irmãos, que ignoreis a natureza da tribulação que nos sobreveio na Ásia, porquanto foi acima das nossas forças, a ponto de desesperarmos até da própria vida. Contudo, já em nós mesmos, tivemos a sentença de morte, para que não confiemos em nós, e sim no Deus que ressuscita os mortos; o qual nos livrou e livrará de tão grande morte; em quem temos esperado que ainda continuará a livrar-nos,  ajudando-nos também vós, com as vossas orações a nosso favor, para que, por muitos, sejam dadas graças a nosso respeito, pelo benefício que nos foi concedido por meio de muitos.
          Esse foi um relato real de tentativa de morte no ministério do apóstolo, e Paulo relata um momento de oração que não foi casual, mas uma verdadeira batalha estava sendo travada no mundo espiritual. A oração feita pelos irmãos em favor do apóstolo prevalecia sobre as portas do inferno e qualquer intenção do diabo fora anulada por um grupo de servos que batalhavam em oração. Um modo diferente de orar, sem o interferir da emoção e sem esperar receber nada em troca. Paulo sabia que o objetivo daquela viagem era liberar a Unção do Alto e edificar Igreja em Corinto e um grupo de irmãos nessa cidade batalhava por ele em oração. Essa oração, o respirar da alma, produziria um impacto profundo no decorrer da viagem e de todo o seu ministério naquela cidade, dominada pela carnalidade e presa no império das trevas com todas as suas manifestações.
          Hoje somos encorajados a nos unirmos em oração e levarmos as cargas uns dos outros: “Rogo-vos, pois, irmãos, por nosso Senhor Jesus Cristo e também pelo amor do Espírito, que luteis juntamente comigo nas orações a Deus a meu favor, (Rm 15:30)”. Precisamos nos esforçar para termos uma vida de oração e também nos preocuparmos com os outros, tirando o foco de nosso próprio interesse pessoal, assim como mencionado por Paulo sobre Epafras: “Saúda-vos Epafras, que é dentre vós, servo de Cristo Jesus, o qual se esforça sobremaneira, continuamente, por vós nas orações, para que vos conserveis perfeitos e plenamente convictos em toda a vontade de Deus. E dele dou testemunho de que muito se preocupa por vós, pelos de Laodicéia e pelos de Hierápolis (Cl 4:12-13). Isso indica que não é apenas um simples atitude passiva, mas requer esforço, determinação, disciplina.Que exemplo de servo! Quantos servos “Epafras” temos nas igrejas de hoje? É um “vaso de honra” em extinção.
          De maneira geral, nossas orações são “egoístas” e buscam encontrar solução para esse ou àquele problema. Queremos orar para eliminar esse ou aquele empecilho. Não é raro, para demonstrarmos amor pela pessoa necessitada orarmos exatamente conforme o pedido que nos foi feito. Oramos em favor do obvio – e às vezes nem pensamos no que Deus quer fazer por meio dessa ou daquela situação. Não há nada de errado em orarmos em favor das pessoas ou por solução de problemas; essa deve se a vivência do Corpo de Cristo – orarmos uns pelos outros. Mas o que quero salientar é que precisamos orar a respeito das verdades mais profundas do Reino, precisamos orar no Espírito e combater o bom combate. Deus nos chama a conquistar o Seu Bom Tesouro através da oração.
         Não podemos permitir que nada, a não ser Cristo, domine nosso coração ou tenha primazia na Igreja. Quem é atraído e dominado pelas coisas terrenas, é porque ainda não teve a alma transformada. Precisamos conduzir os irmãos ao Espírito por meio da oração e leitura/vivência da Palavra.  A oração nos torna sensível ao “mover do Espírito”. Vou ilustrar essa verdade com mais um episódio na vida e no ministério do apóstolo Paulo. Está registrado em Atos 16:7: “defrontando Mísia, tentavam ir para Bitínia, mas o Espírito de Jesus não o permitiu.
          Jesus queria que os apóstolos fossem para a região da Macedônia, e depois de aprender as lições que o Senhor queria lhes ensinar, pudessem retornar. O Espírito Santo é a manifestação de Deus em nossa vida e devemos nos submeter a Ele. Não devemos apenas ser cheios do Espírito Santo, mas também nos submeter a Ele, o qual muitas vezes nos impede de fazer o que planejamos, quando isso não está em conformidade com a Vontade de Deus e quando somos dependentes dEle.
           Lemos ainda em Atos 16:9: “À noite, sobreveio a Paulo uma visão na qual um varão macedônio estava em pé e lhe rogava, dizendo: Passa à Macedônia e ajuda-nos”. Paulo só percebeu essa visão porque ele vivia e estava no Espírito. O desejo de Paulo era, depois da Galácia, ir para a Ásia e depois para a Bitinia. Mas o Espírito não pensava assim e os impediu de ir para a Ásia, o Espírito de Jesus não permitiu que fossem para a Bitinia.Nesse episódio, Paulo e os demais apóstolos tiveram de “negar a si mesmos” tomar a sua cruz e seguir a Jesus.
          Em certa ocasião, ministrando em uma Igreja aqui em minha cidade, falávamos sobre as palavras de Jesus em Marcos 8:34: “Então, convocando a multidão e juntamente os seus discípulos, disse-lhes: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me”. No final do estudo, perguntei aos irmãos que cruz era essa que Jesus se referia e um dos presentes disse que a cruz que ele tinha que carregar era sua esposa. Isso demonstra o quanto o evangelho tem sido anunciado sem a cruz de Cristo e quão superficial é a compreensão que temos de cruz. Aliás, hoje quase não se fala mais em cruz, apenas em prosperidade e em coroas, e de ouro.
   

  • Afirmativa-Chave: Precisamos nos esforçar para termos uma vida de oração e também nos preocuparmos com os outros, tirando o foco de nosso próprio interesse pessoal

  • Pergunta Padrão:  Como nos tornar sensível ao “mover do Espírito?


Gilvan Silva Santos, servo do Deus Altíssimo em espírito, alma e corpo (I Tes 5:23)
Itabuna-Bahia 05.09.2012 (09h19min)
[gilvansilva00@hotmail.com; (73) 9191-0910; 8848-3714; 9995-4551]
Siga-me no Twitter: http://twitter.com/Gilvan1973_BA

sábado, 28 de julho de 2012

Alimento Bíblico Semanal 32: “O Segredo para a Vitória” Parte 2: Persistência na Oração I


         Amados irmãos, estamos muito felizes com mais esta edição do Alimento Bíblico. Como as que a precederam, esta não podia ser diferente. Foram muitos os obstáculos que precisaram ser transpostos, mas, graças a Deus, o Senhor nos deu novamente a vitoria. Como vocês já puderam notar, nessas duas ultimas edições estamos apontando alguns segredos para a obtenção da vitória em nosso dia-a-dia.
          Nosso Senhor Jesus Cristo considerou de tamanha importância que soubéssemos da necessidade de “aplicar tempo” na oração e de ser perseverante na comunhão com Deus, no respirar de nossa alma. Apenas para endossar minha afirmação, Jesus contou duas parábolas com esse objetivo:
        1ª Parábola: “Jesus disse: “Eu afirmo a vocês que pode ser que ele não se levante porque é amigo dele, mas certamente se levantará por causa da insistência dele e lhe dará tudo o que ele precisar. (Lc 11:8);
        2ª Parábola: “Jesus contou a seguinte parábola, mostrando aos discípulos que deviam orar sempre e nunca desanimar: Em certa cidade havia um juiz que não temia a Deus e não respeitava ninguém. Nessa cidade morava uma viúva que sempre o procurava para pedir justiça, dizendo: “Ajude-me e julgue o meu caso contra o meu adversário!”. Durante muito tempo o juiz não quis julgar o caso da viúva, mas afinal pensou assim: "É verdade que eu não temo a Deus e também não respeito ninguém”. Porém, como esta viúva continua me aborrecendo, vou dar a sentença a favor dela. Se eu não fizer isso, ela não vai parar de vir me amolar até acabar comigo."  E o Senhor continuou: -Prestem atenção naquilo que aquele juiz desonesto disse. Será, então, que Deus não vai fazer justiça a favor do seu próprio povo, que grita por socorro dia e noite? Será que ele vai demorar para ajudá-lo? Eu afirmo a vocês que ele julgará a favor do seu povo e fará isso bem depressa. Mas, quando o Filho do Homem vier, será que vai encontrar fé na terra?
 
            Nada no memento da oração será tão tranqüilo como imaginamos; devemos esperar dificuldades que só poderão ser superadas através da perseverança constante.
          O Senhor Jesus nos ensinou que o Pai Celeste está mais disposto a dar boas coisas àqueles que Lhe pedem do qualquer pai terreno em dar alimento para seu filho. Essa Boa Coisa que o Senhor já nos deu foi o Seu Santo Espírito, que nesse exato momento que soprar sopra nós e abalar a estrutura do nosso ser. Seja bem vindo Espírito Santo. “Por acaso algum de vocês será capaz de dar uma cobra ao seu filho, quando ele pede um peixe? Ou, se o filho pedir um ovo, vai lhe dar um escorpião? Vocês, mesmo sendo maus, sabem dar coisas boas aos seus filhos. Quanto mais o Pai, que está no céu, dará o Espírito Santo aos que lhe pedirem!” (Lc 11:11 à 13)
        Na segunda parábola, Jesus nos assegura que Deus deseja fazer justiça prontamente aos Seus escolhidos. Não podemos e nem devemos imaginar que a oração irá convencer Deus ou torná-Lo mais disposto a abençoar. A necessidade de orar está unicamente em nós mesmos e Deus não rejeita oração. Acredito que no tempo de vida terrena do Senhor Jesus, Ele não pôde encontrar um pai amoroso ou um amigo disposto que pudesse servir para ensinar o modelo da oração perseverante. Sendo assim, Jesus recorreu à ilustração de um amigo indisposto e de um juiz injusto alicerçar em nós a convicção que a aração perseverante pode vencer qualquer obstáculo.
         O que percebemos nos dias de hoje é que a incapacidade de receber e permanecer na benção estão em nós. Temos notado, através dos anos, a falta de intensa oração em nossas igrejas. Temos desculpas para tudo, para a falta de oração e para não lermos a Bíblia. Esse tipo de cristandade não convence nem a nós mesmos, quanto mais ao mundo, que deveríamos impactar com o Poder do Evangelho.
          Precisamos seguir o exemplo de Josué e estar no lugar certo, na hora certa: “E falava o SENHOR a Moisés face a face, como qualquer fala com o seu amigo; depois, tornava ao arraial; mas o moço Josué, filho de Num, seu servidor, nunca se apartava do meio da tenda.
          A falta de preparo espiritual é real em nossas igrejas. Temos um “bonito culto”, uma organizada liturgia, com boa música – local bem aconchegante; recursos multimídia; mas, às vezes, ou quase sempre – temos prestado culto aos homens; tudo é feito com e para os homens. È como se o Espírito Santo estivesse “engessado” ou estivesse fora da igreja – pedindo para entrar. O “eu” tem sido o centro de nossas reuniões. Jesus quer que mudemos radicalmente esse cenário através da oração perseverante. Foi para isso que Ele nos levantou como “arautos” de Sua verdade.
          As barreiras reais no mundo espiritual precisam ser vencidas. Quando começarmos a orar a Deus pedindo que Ele, e somente Ele, remova os obstáculos, através de súplicas perseverantes, seremos conduzidos a um verdadeiro quebrantamento e veremos nossa total impotência humana nessa guerra real e então, nossas entrega a Deus, será total e incondicional - e passaremos a usar as armas espirituais que Deus nos concedeu e as deixou registrada em II Coríntios 10:4-5:“Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas, sim, poderosas em Deus, para destruição das fortalezas; destruindo os conselhos e toda altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo entendimento à obediência de Cristo”. Nessa verdade explicita na Palavra de Deus encontramos a estratégia para o combate espiritual na oração perseverante:
  • Destruição das fortalezas: anular hábitos, pecados e atitudes que impossibilitas o “mover do Espírito”;
  • Destruição de conselhos: anulando sofismas, ou seja, mentiras com aparência de verdade;
  • Destruição de toda altivez: barreiras de orgulhos e exaltação, ligação extrema para manter a totalidade do ser nas trevas.
         O Senhor Deus quer prevalecer na totalidade de nosso ser através da oração perseverante. Essa é a essência física e espiritual de todas as coisas – total dependência de Deus. Que grande privilégio nós temos – uma vida natural governada por uma realidade espiritual (sobre isso falaremos nas próximas postagens).
          Quando encontramos obstáculos na oração e os superamos, nossas realizações mais valiosas são produzidas e assim podemos firmar novas alianças com Deus, mergulhando mais profundo na Realidade do Reino Espiritual (a exemplo, postarei em outra edição do Alimento os 21 dias de oração perseverante de Daniel).
          Não pense que só porque você é filho de Deus, Ele irá te dar a resposta imediata assim que você se ajoelhar e orar. Se assim fosse – Deus seria responsável pelo nosso prejuízo espiritual. A oração perseverante é que e responsável pela verdadeira riqueza espiritual – pois assim aprendemos a viver no “tempo de Deus”. Se você é daqueles que esperam respostas imediatas do seu jeito e no seu tempo, isso demonstra qual pouco prazer você tem na comunhão com Deus e também revela a pobreza de sua fé, e o seu interesse apenas nas bênçãos dEle. Isso mostra que o nosso coração ainda esta preso às coisas terrenas, como ter, conquistar, possuir – quase destituídos da Unção do Alto.
         Estamos sendo confrontado com nossa própria fraqueza e nossos próprios interesses para permitir que Cristo habite plenamente em nós e a nossa única súplica ao Pai deve ser: Pai, permita que eu permaneça sempre em Jesus. Quando começamos a ocupar o nosso real lugar em Cristo, nosso eu, nossos interesses, nossas vontade, habilidades, conhecimentos e nossa própria força são crucificadas. Mas também nesse lugar, somos ressuscitados com Cristo para viver em novidade de vida – dependendo totalmente de Deus e tudo o que fizermos nesse e através desse lugar será para a glória de Deus – conduzindo outros à Sua Maravilhosa Graça.
         O próprio Jesus nos mostrou o novo caminho, a “viagem da oração”. Mesmo em meio a tantas dificuldades que Ele passou, nunca desanimou. Lá no Getsêmani, parecia que o Pai não o queria ouvir, mas Ele orou mais intensamente, até que foi ouvido: “Durante a sua vida aqui na terra, Cristo, em voz alta e com lágrimas, fez orações e súplicas a Deus, que o podia salvar da morte. E as suas orações foram atendidas porque ele era dedicado a Deus (Hb 5:7)”. Na “viagem profunda da oração”. Jesus abriu para nós um caminho novo, através de Seu Precioso Sangue derramando em nosso lugar e através das coisas que Ele passou e sofreu. Sua vontade, Seu Ser foi plenamente entregue a Deus. Ele foi provado, tentado em todas as coisas e sua vitória definitivamente venceu os príncipe deste mundo com todas as suas tentações: “Embora fosse o Filho de Deus, ele aprendeu, por meio dos seus sofrimentos, a ser obediente.E, sendo ele consumado, veio a ser a causa de eterna salvação para todos os que lhe obedecem (Hb 5:8-9).
         É na oração perseverante que andamos com Jesus e os tornamos um com Ele - esse o novo e vivo caminho que Ele consagrou para nós. Não conheço outro meio de sermos crucificados e ressuscitados com Cristo a não ser a oração.

  •  Afirmativa-Chave: Nada no memento da oração será tão tranqüilo como imaginamos; devemos esperar dificuldades que só poderão ser superadas através da perseverança constante na total dependia do Espírito Santo.
  • Pergunta Padrão: Como podemos ter a vida natural governada por uma realidade espiritual?

Gilvan Silva Santos, servo do Deus Altíssimo em espírito, alma e corpo (I Tes 5:23)
Itabuna-Bahia 28.07.2012 (12h19min)
[gilvansilva00@hotmail.com; (73) 9191-0910; 8848-3714; 9995-4551]
Siga-me no Twitter: http://twitter.com/Gilvan1973_BA