Data

Animação

Importante:

Importante:
"Não tolere o que a Bíblia reprova, e nem reprove o que a Bíblia tolera." (Gilvan, 15/05/2005).

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Alimento Bíblico Semanal 29: Função de todo servo de Cristo: Gerar, Cuidar, Apascentar e Nutrir - 2ª Parte: “Gerar como Videira e Frutificar em Cachos”


          Não tenho dúvidas em afirmar que o Senhor Deus nos colocou aqui na Terra com o propósito de estabelecer Seu Reino, apontando que a recompensa daqueles que vivem em função de Sua vontade é um dia ser arrebatado pelo Senhor e viver para sempre com Ele (I Tess 4:17).
          Somos cooperadores de Deus aqui na terra. A exemplo do apóstolo Pedro que antes de se tornar discípulos do Senhor, tinha envolvimento com os “negócios dessa vida”, (Lc 5:10). Todavia, após conhecer o Senhor Jesus, a ele foi apresentado um “negócio” muito maior do que aquele que ele estava acostumado a fazer. Com isso, quero dizer que nós também, de igual modo, antes de conhecer o senhorio de Jesus Cristo, tínhamos o nosso negócio, o nosso estilo de vida centrado em nós mesmos, e vivemos sem a percepção do Reino de Deus. Mas, quando fomos apresentados à “Perola de Grande Valor”, Jesus nos introduziu em Seu grande empreendimento:  a edificação da Casa de Deus aqui na terra (Mt 16:18-19).
          Jesus nos deixou um modelo de oração que agrada ao Pai, manifestando o Seu desejo de trazer o Reino de Deus à terra (Mt 6:9-15). Nesse mesmo contexto, Ele também deixou registrado outro principio importante, mostrando o perigo de ficarmos ansiosos, pois a ansiedade nos leva a esquecer do Reino (Mt 6:31-33).
          Na alegoria de João 15, Jesus se descreve como a videira verdadeira (deve haver por ai, algumas videiras falsas – e como existem!) e aqueles que se tornarem discípulos de Jesus Cristo como os “ramos”, permanecendo ligados nEle, a Fonte de Vida, frutificam. O Senhor Deus é o lavrador que cuida dos ramos, para que dêem fruto (vv. 2,8). O Senhor Jesus disse que Ele é a videira, e nós, os ramos; e quando permanecemos nEle podemos dar muitos frutos (Jo 15:5). Não devemos produzir apenas um fruto, mas muitos frutos, cachos e mais cachos. Na geração desses frutos, precisamos praticar o que está registrado em I Tessalonicenses 5:19-20: “Não atrapalhem a ação do Espírito Santo. Não desprezem as profecias”.  Precisamos do revestimento do Espírito Santo na pregação do Evangelho.
          Ainda no texto de João 15 percebemos dois tipos de varas, duas categorias de “crentes”:
  1. As varas que pararam de frutificar são as que perderem a vida em si; essa vida é fruto da fé e da esperança em Jesus Cristo e do nosso amor a Ele. Essas varas serão tiradas pelo Pai. Quando recusamos a permanecer em Cristo, Deus passa a ser o Juiz e a conseqüência imediata é a rejeição por parte dEle; 
  2. As varas que frutificam apresentam a Vida de Cristo em si mesma. Essas varão são constantemente limpas pelo Pai para que apresentam mais frutos. A presença do Espírito Santo em nosso ser reaviva o fluxo da Graça Divina sobre nós.
         No próximo Alimento, continuaremos a falar sobre a Videira Verdadeira...

          Em João 20:22 percebemos que o Senhor, após a ressurreição e antes da ascensão, encontrou com os discípulos e disse: “Recebei o Espírito Santo”; isso ocorreu para o nosso viver diário, para o nosso crescimento em vida. Em Atos 1:8, vemos a promessa de que os discípulos receberiam sobre eles o poder do Espírito Santo, o que de fato aconteceu no dia de Pentecostes, quando o poder veio do alto e os revestiu. Qualquer obra de expansão ou propagação que ocorra nos dia de hoje, deve ser feita pelo Espírito.
          Prioridades do servo de Jesus:
  1. Amar o Evangelho mais do que as próprias escolhas, reputação e conforto?  (II Tm 1:8)
  2. Cuidar das “Coisas de Deus” mais do que das nossas próprias. A verdade de Deus precisa ser aceita como algo que está acima das minhas convicções, opiniões e preferências. (II Tm 1:13-14) 
  3.  Atender ao chamado de Deus para minha vida acima da minha própria agenda, ou desculpas de “falta de tempo”. (II Tm 2:1-2) 
  4. Purificar diariamente a minha mente, optando por não me envolver com os “negócios dessa vida”, ou com coisas seculares e inferiores. (II Tm  2:8-10) 
  5. Ser estudante dedicado da Palavra de Deus, para não ser reprovado no “Vestibular Divino” (II Tm 2:15) 
  6. Estar pronto a qualquer momento para anunciar a Palavra de Deus, já que eu a vivencio diariamente. (II Tm a4:1-5) 
  7. Não buscar reconhecimento ou elogios de homens, mas prosseguir para o “Alvo” que nos eleva a Presença do Todo-Poderoso. (II Tm 4:6-8).
                      
  • Afirmativa-Chave:Fomos apresentados à “Perola de Grande Valor”, Jesus nos introduziu em Seu grande empreendimento:  a edificação da Casa de Deus aqui na terra (Mt 16:18-19).
  • Pergunta Padrão: Como é possível frutificar? Quais as condições para que o fruto seja permanente?
Unidos na mesma unção, na esperança da salvação.
Gilvan Silva Santos, servo do Deus Altíssimo em espírito, alma e corpo (I Tes 5:23)
Itabuna-Bahia 22.06.2012 (11h54min)
[gilvansilva00@hotmail.com; (73) 9191-0910; 8848-3714; 9995-4551]
Siga-me no Twitter: http://twitter.com/Gilvan1973_BA

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Alimento Bíblico Semanal 28: Função de todo servo de Cristo: Gerar, Cuidar, Apascentar e Nutrir - 1ª Parte


          Quando estudamos a Palavra de Deus, na total dependência do Espírito Santo, percebemos que a vontade eterna e imutável de Deus é ter muitos filhos gerados pela “semente incorruptível” a fim de ser Expresso neles. Em Atos, a propagação do Evangelho por meio dos apóstolos tinha como objetivo a edificação da Igreja, que hoje representam a realidade do Reino de Deus aqui na Terra (At 1:8).
          O propósito de Deus é edificar a Igreja pra que o Reino seja trazido por ela à Terra. Para tanto, no decorrer das eras e tempos, da dispensações e por meio de vários reformadores, Deus tem restaurado muitos itens essenciais para cumprir Seu propósito.
          O nosso valor para Deus pode ser mensurado pelo quanto negamos a nós mesmos e pelo quanto a totalidade do nosso ser, a nossa “alma” já foi transformada (Mt 24:40-44) e a expectativa do Senhor em Seu glorioso retorno é encontrar Seus filhos em situação de fidelidade para com Ele e de prudência em relação aos irmãos na fé. Na casa de Deus, na Igreja, nossa principal função é liberar a Vida de Deus para os crentes, afim de que cresçam e amadureçam.
          Lá no Éden, Jardim de Deus, após ter criado o homem e a mulher, o Senhor Deus ordenou: “E Deus os abençoou e Deus lhes disse: Frutificai, e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai...” (Gn 1:28). Para Adão e Eva, essa ordem tinha sentido no mundo físico. Hoje, para nós, o real sentido dessa passagem está no campo espiritual, na Edificação do Edifício de Deus aqui na Terra.       
          Quantas vezes você já leu esse versículo de Genesis 1:28, mas não compreendeu o seu real significado? Fomos criados de acordo com a vontade de Deus, somos frutos do sonho de Deus, que nos projetou com amor, espírito, alma e corpo (I Ts 5:23), à Sua imagem e conforme a Sua semelhança. Ele nos abençoou, dando-nos a ordem de ser fecundos e multiplicar-nos, encher a terra e sujeitá-la. Ser fecundo tem uma relação intrínseca com o ato de gerar, de pregar o evangelho. Nós, que já temos filhos, sabemos que gerar fisicamente é dispensar a vida humana a outro ser; ministrar o Evangelho de Cristo é liberar à Vida de Deus às pessoas, para que se tornem “filhos de Deus” (Jo 1:12), ou seja, o próprio Espírito Santo vem habitar no nosso espírito. Depois desse ato de gerar, ainda no começo, somos bebê na fé; é primordial e fundamental, cuidar, apascentar e nutrir os novos filhos de Deus, essa é nossa missão.
          Deus colocou o homem na terra com o propósito de estabelecer o Seu Reino aqui, essa é a Sua Eterna Vontade (Mt 6:10). O destino daqueles que vivem em prol da Vontade de Deus é um dia ser arrebatados pelo Senhor e viver para sempre com Ele (I Ts 4:17) e como essa verdade tem sido esquecida nos dias de hoje!
          Lemos em I Corintios 7:23 “Deus comprou vocês por um preço; portanto, não se tornem escravos de seres humanos”.  O Senhor Jesus veio à terra como o Cordeiro de Deus e tirou o pecado do mundo. Jesus é o Homem que Venceu a Cruz, por meio do derramamento de Seu Sangue e de Sua ressurreição, conforme Apocalipse 5:9: Eles cantavam esta nova canção: "Tu és digno de pegar o livro e de quebrar os selos. Pois foste morto na cruz e, por meio da tua morte, compraste para Deus pessoas de todas as tribos, línguas, nações e raças”.
         Quando geramos alguém em Cristo, devemos fazer como uma mãe, que chega ao ponto de dar a própria vida pelo filho, além de ensinar e educar, conforme vemos em em I Tessalonicenses 2:7 “No entanto, tínhamos o direito de exigir de vocês alguma coisa, por sermos apóstolos de Cristo. Mas, quando estivemos com vocês, nós fomos como crianças, fomos como uma mãe ao cuidar dos seus filhos”.            
  • Afirmativa-Chave: "Precisamos perceber que a vontade eterna e imutável de Deus é ter muitos filhos gerados pela “semente incorruptível e que nossa função hoje está no campo espiritual, na Edificação do Edifício de Deus aqui na Terra".
  • Pergunta Padrão:De que maneira devemos cuidar dos novos convertidos?

Unidos na mesma unção, na esperança da salvação.
Gilvan Silva Santos, servo do Deus Altíssimo em espírito, alma e corpo (I Tes 5:23)
Itabuna-Bahia 01.06.2012 (18h21min)
[gilvansilva00@hotmail.com; (73) 9191-0910; 8848-3714; 9995-4551]
Siga-me no Twitter: http://twitter.com/Gilvan1973_BA


sexta-feira, 25 de maio de 2012

Alimento Bíblico Semanal 27: O Ministério do Apóstolo Paulo – Parte VI: A Graça é Superior a Lei – 3ª Parte (Conduzindo as pessoas ao Espírito)


          O Evangelho que pregamos está baseado na Obra Redentora do Senhor Jesus Cristo e devemos cuidar do grupo de pessoas que aceitou o Evangelho da Graça por meio do ensino e da prática da Palavra de Deus. Quando lemos a Bíblia, devemos fazê-lo no espírito e todo conhecimento que adquirimos deve ser por nós praticado, para que a leitura não se torne “obra morta”e sem sentido.
          Conforme abordamos em Alimentos anteriores, a Conferência em Atos 15 não pôde resolver completamente o problema com os judaizantes. Precisamos estar e andar no Espírito e ter discernimento com tudo que não nos conduz a Cristo. Querido, o que vem do Espírito, graças ao Senhor, você pode receber, mas o que vir do homem natural, mesmo que nos convença com doutrina, nos fará provar a morte, por isso, deve ser rejeitado. Devemos voltar-nos a Palavra de Deus e deixar que o Espírito tenha liberdade para falar conosco. Não devemos nos apegar à opinião de homens que não têm compromisso com Deus ou trazer as coisas do Antigo Testamento para a nossa nova Dispensação, a Dispensação da Graça, antes, devemos nos firmar em toda a Palavra de Deus no dispensar do Deus Triúno no novo homem espiritual que irá culminar na Nova Jerusalém, expressando Deus por toda eternidade.
          Ao sermos salvos pelo Senhor Jesus, recebemos a Vida de Deus por intermédio do Espírito Santo, que quer nos governar, dirigir e liderar, ou seja, que assumir todo o controle de nossa vida. Não resta dúvida que nossa experiência com o Senhor precisa ser desenvolvida. Em Colossenses 3:15, lemos “E a paz de Deus, para a qual também fostes chamados em um corpo, domine em vossos corações; e sede agradecidos”, dessa forma, em nossa crescente caminhada com Cristo precisamos permitir que Ele nos domine totalmente, governe e decida todas as coisas. Nessa afirmativa do apóstolo Paulo percebemos que Aquele que está no nosso interior, o Espírito Santo, se move por meio da paz. Meu amado entenda, quando não sentimos a Paz, precisamos reconsiderar o que estamos fazendo e buscar luz diante do Senhor. Quero ilustrar essa situação com uma passagem na vida do apóstolo Paulo, registrada em II Coríntios 2:12-13: “Quando cheguei à cidade de Trôade para anunciar o evangelho de Cristo, vi que o Senhor me havia aberto o caminho para o trabalho ali. Não tive descanso no meu espírito, porque não achei ali meu irmão Tito; mas, despedindo-me deles, parti para a Macedônia.” O não ter descanso em seu espírito a que Paulo se refere nesse episodio equivale à falta de paz. Por ser governado pelo Espírito, Paulo não levou em conta o favorecimento do ambiente exterior e cedeu à reprovação do Senhor em seu interior. Como precisamos aprender a viver nessa dependência do Espírito Santo.
          Antes de sermos salvos, estávamos debaixo do controle satânico. Contudo, agora que somos salvos, uma parte dentro de nós nos encoraja para faze algo, mas a outra nos incentiva a fazer o oposto (essa é luta constante da carne contra o Espírito, que Paulo relatou em Gálatas 5).
         Um de nossos mais graves problemas é querer sempre usar o raciocínio lógico, senso comum e coerência para obter respostas à questões que nos perturbam. Que grande engano! Precisamos saber que além do certo e do errado, há a Paz. “Jesus disse aos seus discípulos: Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize” Jo 14. 27. Essa Paz é gerada todas as vezes que você permite que o Espírito Santo dirija sua vida. A Paz de Cristo é Ele mesmo se manifestando dentro de você.
          Gostaria de apresentar 5 sugestões quando você se deparar com alguma questão que precise de solução:
1º.  Não procure resposta na lógica de seu pensamento;
2º.  Não tome experiências passadas como padrão ou auxilio;
3º.  Não consulte pessoas antes de consultar o Senhor;
4º.  Volte-se para o Senhor e pergunte: “Senhor, o que devo fazer agora”?
5º.  Aceite a resposta do Senhor, seja ela favorável ou não.
          Não podemos esquecer que somos comparados com o Sol, “Então o povo de Deus brilhará como o sol no Reino do seu Pai. Se vocês têm ouvidos para ouvir, então ouçam”, Mt 13:43. Assim como esse astro tem luz própria e nos anuncia um novo começo a cada manhã, nós também precisamos ser reavivados pelo Senhor dia após dia, a cada manhã (II Cor 4:16). Ainda que você se sinta reavivado hoje, amanha, precisará de outro. Cada dia precisamos de reavivamentos do Senhor.
          Nossa vida cristã começa de novo a cada amanhecer. A obra principal do nosso Companheiro e amigo Espírito Santo é renovar-nos (Tito 3:5). Se você está se sentindo vazio, sem a Paz Interior – sintoma de quem está doente espiritualmente, - precisa com urgência voltar-se ao Senhor e experimentar o lavar renovador do Espírito Santo.
          Que o Senhor nos abençoe.
       
  •    Afirmativa-Chave: Precisamos estar e andar no Espírito e ter discernimento com tudo que não nos conduz a Cristo.
  •    Pergunta Padrão: Como podemos voltar-nos a Palavra de Deus e deixar que o Espírito tenha liberdade para falar conosco?

Unidos na mesma unção, na esperança da salvação.
Gilvan Silva Santos, servo do Deus Altíssimo em espírito, alma e corpo (I Tes 5:23)
Itabuna-Bahia 25.05.2012 (18h37min)
[gilvansilva00@hotmail.com; (73) 9191-0910; 8848-3714; 9995-4551]
Siga-me no Twitter: http://twitter.com/Gilvan1973_BA

sábado, 28 de abril de 2012

Alimento Bíblico Semanal 26: O Ministério do Apóstolo Paulo – Parte V: A Graça é Superior a Lei – 2ª Parte (Justificados pela Fé)


          Em Atos 15:23-30, temos o texto da carta que continha a decisão tomada pelos líderes da igreja em Jerusalém: “E por intermédio deles escreveram o seguinte: Os apóstolos, e os anciãos, e os irmãos, aos irmãos dentre os gentios que estão em Antioquia, Síria e Cilícia, saúde. Porquanto ouvimos que alguns que saíram dentre nós vos perturbaram com palavras e transtornaram a vossa alma (não lhes tendo nós dado mandamento), pareceu-nos bem, reunidos concordemente, eleger alguns varões e enviá-los com os nossos amados Barnabé e Paulo, homens que já expuseram a vida pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo.  Enviamos, portanto, Judas e Silas, os quais de boca vos anunciarão também o mesmo. Na verdade, pareceu bem ao Espírito Santo e a nós não vos impor mais encargo algum, senão estas coisas necessárias: Que vos abstenhais das coisas sacrificadas aos ídolos, e do sangue, e da carne sufocada, e da fornicação; destas coisas fareis bem se vos guardardes. Bem vos vá. Tendo-se eles, então, despedido, partiram para Antioquia e, ajuntando a multidão, entregaram a carta.
         Por meio dessa carta, uma solução foi alcançada, porém isso abriu, até hoje, uma porta entre os gentios para que a Lei de Moises fosse guardada em parte ou no todo. O texto da carta fala de não lhes “impor maior encargo”, em outras palavras, os gentios poderiam ficar aliviados da circuncisão. Mas alguns nos dias de hoje, impõe ser necessário como complemento da salvação, a guarda do sábado. Mais tarde aos escrever aos gálatas, Paulo dá a entender que as igrejas da Galácia foram confundidas e, embora os irmãos cressem no Senhor, tentavam complementar a salvação “aperfeiçoando a carne”, segundo a Lei de Moises. Isso era justamente o oposto ao ensinamento do apóstolo Paulo, chamado pela Graça de Jesus que com Seu sangue nos libertou. Em Gálatas 1:6 Paulo escreve: “Maravilho-me de que tão depressa passásseis daquele que vos chamou à graça de Cristo para outro evangelho”, e ele ainda continua (Gl 1:8-9): “Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema. Assim como já vo-lo dissemos, agora de novo também vo-lo digo: se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema”. Paulo falou de forma bem enfática porque sabia que os judaizantes estavam pervertendo o Evangelho de Cristo ao dizer que podiam crer em Jesus, mas tinham que guardar itens da Lei de Moises. O que aprendemos com o apostolo Paulo e que precisamos deixar claro, para àqueles que querem viver na guarda da Lei, que inclui a guarda do sábado é o seguinte: “O Senhor Jesus já nos livrou de todo o jugo da Lei, bastar apenas crer e o coração abrir deixando Cristo entrar; os nossos pecados são perdoados e somos salvos pela fé, não pela obra da Lei de Moises”
          Em Atos 15:30-31, lemos: “Tendo-se eles, então, despedido, partiram para Antioquia e, ajuntando a multidão, entregaram a carta. E, quando a leram, alegraram-se pela exortação. Desse modo, o estrago que fora causado pelos judaizantes, que desceram de Jerusalém sem autorização dos presbíteros e irmãos, pôde ser diminuído. Continuamos lendo em Atos 15:32-33: “Depois, Judas e Silas, que também eram profetas, exortaram e confirmaram os irmãos com muitas palavras. E, detendo-se ali algum tempo, os irmãos os deixaram voltar em paz para os apóstolos”. Judas e Silas eram notáveis entre os irmãos e algo merece destaque no caráter de Silas: a preocupação com os “novos na fé”. Isso pode ser percebido no versículo 34, onde lemos “mas pareceu bem a Silas ficar ali”. Judas voltou, talvez tivesse algo  mais importante para fazer em outro lugar do que cuidar dos irmãos. Talvez precisasse discutir política ou assistir alguns jogos do Campeonato Brasileiro, ou ficar em frente a TV. O fato de Silas ter decidido ficar entre os irmãos  gentios e novos decididos mostra que ele percebia que, para o Senhor, não há diferença entre gentio e grego, crente novo ou crente velho. Todos fomos alcançados pelo Senhor, justificados pela fé, pois com Seu Sangue Ele nos resgatou da maldição da lei (Gl 3:13). Mas, se nos deixarmos circuncidar, ou voltarmos às velhas práticas da lei, Cristo de nada nos aproveitarás (Gl 5:2). Assim Silas permaneceu em Antioquia, no lugar certo, na hora certa, e mais tarde pôde ser tornar cooperador do apóstolo Paulo.
         O objetivo da Assembléia ou Conferencia de Atos 15 deveria ter sido realizada para resolver uma pequena divergência e não de levar os gentios, novos crentes, para a lei. Se o líder da igreja local não tivesse inclinação para a observância da lei, a questão teria sido resolvida de forma absoluta, mas uma semente para a prática da lei foi ali plantada pelo fato de guardarem os quatro itens que citei no Alimento Bíblico anterior. Em um momento posterior as igrejas da Galácia foram confundidas pelo observar e guardar da lei de Moises e a circuncisão, e Satanás achou ali uma abertura na permissão da entrada da lei. Vemos também isso nos dias de hoje, com a igreja que se diz a única remanescente e fiel. Paulo ajudou as igrejas da Galácia a entrar pela porta do Espírito, mediante a Graça de Jesus, mostrando que a morte do Senhor Jesus foi algo real e que crucificou definitivamente a lei e suas ordenanças. Mas o que vemos é que os crentes gálatas passaram depressa para outro evangelho (Gl 1:6). Paulo os ajudou a voltar-se da lei novamente para Cristo (Cl 3:1-5), e esse também deve ser nosso papel nos dias de hoje com os sabatistas.
          Como eu desejo aprender a lição que o evangelho que pregamos deve ser segundo o Espírito e as nossas igrejas precisam aprender a depender do Espírito. Nós precisamos pregar a justificação pela fé, a única solução para os problemas do pecado; o alivia imediato é a fé no Senhor Jesus e na Sua obra redentora. Crer que Jesus Cristo foi crucificado por todos os pecadores e derramou Seu Sangue para resolver o problema de nossas falhas e culpas, é o único modo seguro para sermos salvos. Não há outra forma. Esse Evangelho é o Poder de Deus, e nele temos que permanecer. 
  •  Afirmativa-Chave:Como eu desejo aprender a lição que o evangelho que pregamos deve ser segundo o Espírito e as nossas igrejas precisam aprender a depender do Espírito.
  • Pergunta Padrão: Somos salvos única e exclusivamente pela fé na pessoa de Jesus, qual a necessidade das obras e da Lei de Moises?

Unidos na mesma unção, na esperança da salvação.
Gilvan Silva Santos, servo do Deus Altíssimo em espírito, alma e corpo (I Tes 5:23)
Itabuna-Bahia 28.04.2012 (09h37min)
[gilvansilva00@hotmail.com; (73) 9191-0910; 8848-3714; 9995-4551]
Siga-me no Twitter: http://twitter.com/Gilvan1973_BA

sábado, 21 de abril de 2012

Alimento Bíblico Semanal 25: O Ministério do Apóstolo Paulo – Parte IV: A Graça é Superior a Lei – 1ª Parte


          Em Atos 15:11, categoricamente Pedro afirmou que judeus e gentios são salvos pela graça de Deus: “Mas cremos que seremos salvos pela graça do Senhor Jesus Cristo, como eles também”. Essa afirmativa do apóstolo fez com que toda a multidão presente ouvisse o relato de Paulo e Barnabé: “Então, toda a multidão se calou e escutava a Barnabé e a Paulo, que contavam quão grandes sinais e prodígios Deus havia feito por meio deles entre os gentios (At 15:12). Paulo e Barnabé estavam confirmando as palavras de Pedro, mas os outros, nessa assembléia, não estavam confirmando o Evangelho da Graça que Cristo espalhou em detrimento ao pesado encargo da Lei. Vamos expressar em outras palavras o pensamento de Pedro, Paulo e Barnabé quanto à prática da Lei de Moisés: “Não devemos voltar para a Lei de Moises e também não podemos enviar pessoas às igrejas dos gentios para obrigá-los a circuncidar-se (ou a guardar o sábado)”. Se todos nessa assembléia pensassem assim isso teria rapidamente resolvido o problema, eliminado de uma vez por todas a perturbação causada pelos judaizantes que, nas igrejas dos gentios, obrigava-os a guardar a Lei de Moises e a circuncidar-se. Não vemos algo semelhante hoje, quanto à guarda do sábado para obter à salvação?
          Em Atos 15:13 à 21 encontramos o parecer de Tiago, onde ele também confirma as palavras de Pedro, expressando em At 15:19, o seguinte: “E Tiago continuou: - A minha opinião é esta: Eu acho que não devemos atrapalhar os não-judeus que estão se convertendo a Deus. Entretanto, ao nosso ver, ele deveria ter sido mais especifico advertindo os da seita dos fariseus que levantaram essa questão. Ele, como líder da igreja local, deveria ter dito: “Você estão proibidos de ensinar a guardar a Lei, pois Cristo já aboliu as suas ordenanças”. Se isso tivesse acontecido o problema estaria totalmente resolvido como veremos mais adiante.
          Tiago indica que a missão redentora de Cristo abrange tanto os judeus quanto aos gentios (At 15:16) e aponta algumas situações que ocorrerá no futuro próximo:
  • a)    O Tabernáculo de Davi que está caído (Am 9:5-15) refere-se a um remanescente de Israel que sobreviverá ao juízo divino e que viverão sob o governo do Messias;
  • b)    Haverá um dia em que a nação de Israel será restaurada à sua terra e abençoará todas as outras nações;
  • c)    Esse dia se refere ao Reino do Messias, quando o Senhor Jesus estará reinando sobre toda a terra, para demonstrar que o plano divino da salvação inclui a todos os salvos, inclusive os não-judeus, confirmando At 15:16 .
         Pedro já havia dado seu testemunho, dizendo como Deus o usou para abrir a porta da fé aos gentios, quando houve conversão na casa de Cornélio e o batismo no Espírito Santo. Paulo e Barnabé falaram de como o Senhor fez sinais e prodígio por meio deles entre os gentios e da salvação e conversão deles. A atitude correta de Tiago, líder da igreja em Jerusalém não deveria ter sido uma repreensão parcial, mas ele precisaria dizer que o necessário era apenas abrir a porta da fé para os gentios e não obrigá-los a guardar a Lei de Moises e a circuncisão. Se assim tivesse feito, o problema que levou Paulo e Barnabé a Jerusalém teria sido resolvido totalmente e Paulo não precisaria ter defendido sua autoridade apostólica como fez em Gálatas 1.
          Tiago parecia querer conciliar os dois grupos da igreja em Jerusalém. Não poderá há haver dois grupos na igreja. Apenas é necessário haver o grupo do Senhor. Por causa dessa facção na igreja foi que Paulo combateu o “outro evangelho” que estavam ensinando nas Igrejas da Galácia, exigindo a prática das ordenanças da Lei de Moises.
          Continuamos lendo em At 15:20-21 o que o líder da Igreja de Jerusalém continuou a dizer: “Penso que devemos escrever a eles uma carta, dizendo que não comam a carne de animais que foram oferecidos em sacrifício aos ídolos, que não pratiquem imoralidade sexual, que não comam a carne de nenhum animal que tenha sido estrangulado e que não comam sangue. Pois, desde os tempos antigos, a Lei de Moisés tem sido lida todos os sábados nas sinagogas, e as suas palavras são anunciadas em todas as cidades. O que quero enfatizar é que na sugestão de Tiago ele aborda quatro pontos, destes, três são característicos da Lei, o que nos mostra claramente que ele ainda vivia sob forte influência da Lei de Moises, devido ao seu forte passado no judaísmo:
  • 1.    Não comam da carne de animais que foram oferecidos em sacrifícios aos ídolos (Lei);
  • 2.    Não pratiquem imoralidade sexual;
  • 3.    Não comam carne de nenhum animal que foi estrangulado (Lei);
  • 4.    Não comam sangue (Lei);
          Quando cremos no Senhor Jesus todas as coisas já estão resolvidas. Por que, além de crer no Senhor, ainda devemos ter que cumprir todas as ordenanças da Lei? Isso inclui a guarda do sábado, ponto de muitas divergências entre os irmãos de hoje, parecendo com irmãos de Jerusalém. Quando nos convertemos somos levados a viver no Espírito e não nas ordenanças da Lei. Porque retroceder em querer viver sob a imposição da lei?
          Em Atos 15:22, vemos que Judas e Silas, homens notáveis entre os irmãos, foram escolhidos para acompanhar Paulo e Barnabé a levar a decisão tomada na Assembléia em Jerusalém. Porque será que Paulo e Silas precisaram de “fiscais”. Apenas para endossar o conteúdo decidido em reunião ou será que a Igreja em Jerusalém tinha outros objetos não declarados? Veremos isso em outro estudo.
          O próprio apóstolo Paulo, mais tarde, entregou essa carta com a decisão da Assembléia de Jerusalém às igrejas da Galácia no início de sua segunda viagem missionária (At 16:4).        
  •    Afirmativa-Chave:O necessário era apenas abrir a porta da fé para os gentios e não obrigá-los a guardar a Lei de Moises e a circuncisão.
  • Pergunta Padrão: Por que, além de crer no Senhor, ainda devemos ter que cumprir todas as ordenanças da Lei? Isso inclui a guarda do sábado!...

Unidos na mesma unção, na esperança da salvação.
Gilvan Silva Santos, servo do Deus Altíssimo em espírito, alma e corpo (I Tes 5:23)
Itabuna-Bahia 21.04.2012 (20h06min)
[gilvansilva00@hotmail.com; (73) 9191-0910; 8848-3714; 9995-4551]
Siga-me no Twitter: http://twitter.com/Gilvan1973_BA