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"Não tolere o que a Bíblia reprova" (Gilvan, 15.05.2005)

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

A Verdadeira Origem da Vida: O Criador Existe!

          A época em que vivemos, está caracterizada pelo engano e por teorias inertes que tentam explicar o sentido da vida. Os cientistas acreditam que uma nuvem de gás e poeira que fica na Nebulosa de Águia[1] é responsável pelos “Pilares da Criação” na formação das estrelas. Essa informação foi obtida depois que Observatório Espacial de Raios-X "Chandra" permitiu aos astrônomos olhar para dentro das nuvens de gás e poeiras, revelando a formação estelar está a ocorrer no interior destas colunas de gás e poeiras. Naquela imagem, o vermelho, o verde e o azul representam os raios-X de baixa, média e alta energia respectivamente e terá aproximadamente a massa do Sol e pode representar um dos estádios mais precoces da evolução da nossa estrela mais próxima. O Sol terá provavelmente nascido numa região como os pilares da criação.
         Os questionamentos: “Como surgiu o Universo, o nosso planeta, a vida, qual o sentido de nossa existência? apontam que precisamos de respostas claras que nos darão a base para o retorno ao propósito original dAquele que mantém em ordem todas as coisas e por meio do Qual existimos e nos movemos: “pois nEle vivemos, e nos movemos, e existimos (Atos 17:28)”. Por isso, é de grande importância estudar e conhecer as verdades bíblicas.
          A vida não é um grande mistério: De onde viemos? O que somos? Para onde vamos? São perguntas que naturalmente se respondem na pessoa de Jesus Cristo. Mas, infelizmente, quanto mais a Ciência progride, mas parece sobrar menos espaço para a Verdade. Deus não está morto, como alguns acreditam, não existe resposta fora de Deus.
          A Ciência é incapaz de explicar o complexo “desenvolvimento biológico” existente na Terra. A Teoria de Darwin tenta explicar como as formas de vida se desenvolveu, mas é incapaz de explicar como a vida começou, ou que sentido ela tem para nós.
          O versículo chave: “Estas são as origens dos céus e da terra, quando foram criados; no dia em que o SENHOR Deus fez a terra e os céus” (Gn 2:4), resume o inicio da criação e o versículo: “E abençoou Deus o dia sétimo, e o santificou; porque nele descansou de toda a sua obra, que Deus criara e fizera” (Gn 2.3) mostra que os verbos criar e fazer não são simples sinônimos.  Ainda que a diferença entre criar e fazer seja quase imperceptível, no caso dos atos de Deus tal diferença é bastante relevante.
          No texto original, o verbo “criar” provém do termo hebraico “bara” e o verbo “fazer” deriva do termo hebraico “asah”. A distinção fundamental reside no fato de que somente Deus pode “criar”, ao passo que, tanto o ser humano quanto Deus são capazes de “fazer” sistemas funcionais a partir de entidades básicas previamente “criadas”. Recentes pesquisas apontam para a necessidade de modelos conceituais serem capazes de lidar com metas, de forma a poderem retratar situações complexas que existem no mundo real.  Desse modo, sempre que a Bíblia fez uso do termo “criar”, o sujeito declarado ou implícito é Deus. Por outro lado, os termos “fazer” e “fez” geralmente têm ser humano (como também Deus) na qualidade de sujeito da ação, a exemplo de Adão e Eva quando percebendo que estavam nus, coseram folhas de figueira e fizeram aventais para si (Gn 3.7) numa tentativa de se esconder de Deus depois que pecaram. Foi o primeiro “ato religioso” do homem, tentando “cobrir” seus pecados com “roupas de figueira”. Quanto tempo dura uma roupa de figueira? Quantas roupas de figueira usamos ainda hoje? Mais tarde, “fez o SENHOR Deus vestimenta de peles para Adão e sua mulher e os vestiu” (Gn 3.21). Essa sim é a vestimenta apropriada (pele = cobertura com o sangue do Cordeiro). Tudo o que o Senhor Deus faz é o melhor.
          Gostaria de mencionar três atos divinos na criação no capitulo introdutória da Bíblia:
  •   1° Ato:
          “No princípio, criou Deus os céus e a terra” (Gn 1.1). Deus trouxe à existência a estrutura física do Universo tridimensional composto de tempo, espaço e matéria. Pelos cálculos da Astrofísica o Universo contém pelo menos 50 bilhões de estrelas e bilhões de galáxias, com bilhões de estrelas semelhantes ao nosso Sol. E tudo isso está em constante movimento. Além disso, há evidencias que o Universo está em expansão. Essa evidência foi comprovada no comportamento da estrela mais distante já observada a SN 1995K: passando-se a luz galáctica através de um prisma, observou-se um “esticamento” nas ondas luminosas com grande velocidade[2]. A curva de luz distantes em uma supernova desse tipo age como um relógio que pode ser usado para testar a expansão do universo. SN 1995K, at a spectroscopic redshift of z = 0.479, provides one of the first meaningful data sets for this test. SN 1995K, em um espectroscópico Redshift de z = 0,479, prevê um dos primeiros conjuntos de dados significativos para este  teste. Concluímos que SN 1995K fornece fortes evidências para uma interpretação cosmológica Redshift como sendo universal devido à expansão. Theories in which photons dissipate their energy during travel are excluded as are age-redshift dependencies.
         O Senhor Deus utilizou uma força suficientemente poderosa para vencer a imensa gravidade do Universo inteiro.  Não acredito que o Universo tenha tido um começo bem pequeno e denso (que tenha sido uma singularidade). O que será que havia fora disso e antes de existir o Universo? Se a Ciência sabe que o Universo está em expansão pelo desvio vermelho na luz de galáxias distantes, ele, portanto, teve um começo [3].
          É inegável a inteligência e a precisão no ritmo de expansão do Universo, pois caso contrário toda matéria do Universo estaria dispersa agora, não haveria estrelas, nem nenhum tipo de vida. Assim sendo, a Teoria do Universo Inflacionário [4] de Alan Guth é falsa em sua totalidade, mesmo aparentemente apresentando uma verdade bíblica irrefutável: O Universo surgiu do nada (Hb 13:3) como uma partícula 1 bilhão de vezes menor que um próton. Acontece que quando afirma que o universo nasceu do nada, Guth não quer dizer que a matéria tomou forma a partir de algo que não existia, contrariando assim a verdade bíblica.
          Categoricamente posso afirmar que a Ciência não sabe explicar a origem nem o desenvolvimento primordial do Universo, se não procurar a explicação em Deus – Criador e Sustentador de todo o Universo pelo poder de Sua Palavra (Hb 1:2; Sl 33:6-9; Is 55:11).
          No ato criador de Deus, Ele incluiu a presença de quatro forças fundamentais responsáveis por todas as propriedades e mudanças que afetam a matéria. Essas forças atuam tanto na imensidão do Cosmos como na infinita pequenez das estruturas atômicas. Diversos elementos essenciais à vida não existiriam sem a perfeita sintonia dessas quatro forças juntas no Universo.  Essas quatro forças fundamentais dentro de todos os átomos determinam as interações entre as partículas individuais e o comportamento em larga escala, de toda a matéria no universo.
          Toda a matéria é uma mistura de prótons positivos e elétrons negativos, atraindo-se e repelindo-se através de forças elétricas formando os átomos. O balanço destas forças é tão perfeito que quase nos passa desapercebido. Esse é mais um ato do Criador de todas as coisas. Ele mantém todas as forças perfeitamente unificadas e equilibradas. Todavia, ainda não existe nenhuma Teoria na Física, capaz de unificar  perfeitamente essas forças.
         Essas quatro forças fundamentais são:
  •  A força gravitacional;
  •    A força eletromagnética;
  •    A força nuclear forte;
  •       A força nuclear fraca.

  • 2° Ato:
          “Assim Deus criou os grandes monstros do mar e todas as espécies de seres vivos que em grande quantidade se movem nas águas e criou também todas as espécies de aves. E Deus viu que o que havia feito era bom” (Gn 1.21). Esse versículo sintetiza o ato de Deus de trazer à existência o componente biológico do universo: a vida animal consciente.
          O Universo é governado pelas quatro forças fundamentais que já apresentei acima: a gravitacional, a electromagnética, a nuclear fraca e a nuclear forte. De todas as forças a gravitacional é a menos intensa  sendo 1040  vezes mais fraca que a nuclear forte. No entanto, o seu alcance é infinito. Ela só é considerada importante quando se fala de massas enormes como planetas,    estrelas, etc.
          A força electromagnética também tem um alcance infinito mas ao contrário da gravitacional , a força eletromagnética  é muito mais intensa sendo um centésimo mais fraca que a nuclear forte.
          A  força nuclear fraca e a nuclear forte possuem um alcance muito pequeno que só se verifica a nível atômico. A nuclear fraca é mais fraca que a nuclear forte e que a eletromagnética, a nuclear forte, como o nome indica é a mais intensa de todas as forças sendo ela termo de comparação com as outras.
          Se a gravidade fosse um pouco mais baixa, as estrelas seriam menores, e a pressao da gravidade no seu interior não elevaria a temperatura o suficiente para ocorrertem as reações de fusão nuclear e o Sol não teria como brilhar! Isso seria o caos. O perfeito ajuste dessa forças não é casual, tanto é o que o Senhor até chega a nos perguntar: “Você conhece as leis que governam o céu e sabe como devem ser aplicadas na terra?” (Jó 38:3).
          Sem a força eletromagnética, os elétrons não seriam mantidos ao redor do núcleo dos átomos e não seriam capazes de ligar-se para a formação de moléculas. Não basta apenas a existência dessa força fundamental, também é preciso ter a regulagem perfeita. Se ela fosse mais intensa, os elétrons ficariam aprisionados no núcleo do átomo e não ha veria as reações químicas indispensáveis à existência de vida. Uma pequena diferença na força eletromagnética afetaria o Sol e por conseqüência a propagação da luz, responsável pela fotossíntese.  A estrutura perfeita do Universo envolve muito mais do que a perfeita sintonia entre a gravidade e a força eletromagnética. As outras duas forças fundamentais também são necessárias para a vida.
          Com os meus estudos de em Física posso afirmar a importância da força da gravidade na postura. Devido à ação gravitacional, precisamos de um alinhamento vertical equilibrado em torno de um eixo central para nos mantermos de pé. Quando nos desorganizamos as conseqüências são dores, cansaço e desequilíbrio. A gravidade é uma força física e vivemos sob sua ação. Ela é a principal modeladora do corpo, pois temos que equilibrar nosso corpo de alguma forma, para responder a essa força de atração. Do nascimento até a morte, em qualquer postura que estejamos, ela estará agindo sobre nós.
          Se a Força Nuclear Fraca fosse um “pouquinho” mais forte, nenhum gás hélio teria sido produzido; se fosse levemente mais fraca, praticamente todo gás hidrogênio teria sido convertido em hélio.  Sem a Força Nuclear Forte não haveria ligações e formação de elementos químicos (como o hélio, oxigênio, ouro e chumbo, por exemplo).
          O perfeito ajuste dessas quatro forças faz com que o ritmo de combustão do Sol (que tem massa igual a 1,98919x1030 Kg) seja preciso e exato, mantendo a Terra aquecida justamente o necessário.  Acreditamos que a Força Fraca participa nas explosões de supernovas[a] e talvez essa seja o processo para a produção e  distribuição da maioria dos elementos químicos.  
            O modelo “Standard”[5]  da Física das Partículas, explica como são interligadas três das quatro forças fundamentais do universo mas não  consegue integrar a força gravitacional; integra a força electromagnética, a nuclear fraca e forte e explica como interagem nas partículas da matéria. Mas apesar da força gravitacional ser a força com que estamos mais familiarizados, ela não tem lugar neste modelo. A teoria quântica descreve o mundo microscópico; a teoria da relatividade geral descreve o mundo macroscópico; as duas não conseguem entender-se e até hoje, ninguém conseguiu conjuga-las matematicamente no modelo “Standard”. Podemos apesar de tudo referir  que como a gravidade não tem grande influencia no mundo microscópico a física quântica integrou perfeitamente o modelo “Standard” embora este exclua uma das quatro forças fundamentais.

            Existe ainda um modelo chamado “Superforça” em que foi provado que a elevadas temperaturas a força electromagnética e a força nuclear fraca se juntavam criando um força mais intensa. Os físicos de hoje acreditam que se aumentarmos  a temperatura para valores elevadíssimos a nuclear forte se juntaria às outra e se aumentarmos ainda mais até a força gravítica se juntaria criando assim uma superforça (quando os cientistas dizem juntar querem dizer impossível de discernir as quatro forças umas das outras) .Este modelo, ao contrario do modelo “Standard”, consegue incluir a força gravitacional.
          O Senhor Deus criou a Terra com caracteristicas ideias e precisão para nossa existencia: as suas medidas, a posição em relação ao Sol. Não existe nehum outro planeta como a Terra. Se ela fosse um pouqinho maior, a sua gravidade seria mais forte e o hidrogênio (gás leve) iria ficar preso e a atmoesfera seria inedequada para a vida. Por outro lado, se a Terra fosse um pouco menor, o essencial oxigenio escaparia e as águas do planeta escapariam. Em ambos os casos, não seria possivel a existencia de vida.
          A Terra também está a uma distancia ideal do Sol (149.597.871 km) , isso é fator vital para a sustentação da vida. Os cálculos da Física nos permitem concluir que se a Terra  fosse  6% mais perto do Sol  (140.621.998 km) teria ocorrido o seu superaquecimento e a extinção de toda a vida. Por outro lado, se a Terra ficasse só 1% mais longe do  Sol (148.102.041) ocorreria uma descontralada camada de gelo cobrindo grandes partes do globo terrestres (fenomeno chamado glaciação). Além dessa precisão, a Terra gira em torno de seu eixo uma vez por dia, na velocidade correta para produzir a temperatura ideal para o ciclo de vida (A rotação da Terra é o movimento giratório que a ela realiza ao redor do seu eixo, no sentido anti-horário para um referencial observando o planeta do espaço sideral sobre o pólo Norte. A duração do dia - tempo que leva para girar 360 graus (uma volta completa) - é de 23 horas 56 minutos 4 segundos e 9 centésimos.
         Outra considerável informação é a trajetoria da Terra ao redor do Sol que evita temperaturas extremas e fatais (a translação consiste no avanço do centro da Terra ao longo de uma curva fechada em redor do Sol, órbita parece circular mas, em rigor, é uma curva chamada elipse. Esse movimento dá-se com a velocidade de 30 km/s ou 30.000 m/s: isto significa que, em cada segundo, a Terra anda 30 quilômetros. Durante a translação, o eixo de rotação da Terra faz um ângulo de 23º com o plano da órbita da Terra).
          Não podemos também deixar de perceber a localização precisa que o Senhor Deus colocou nosso Sistema Solar. Se ele ficasse mais perto do centro da Via-Láctea[b], o efeito gravitacional das estrelas vizinhas distorceria a orbita terrestre. Em contrapartida, se estivesse situada bem na extremidade dessa nossa galáxia o céu noturno ficaria sem estrelas e não haveria elementos suficientes para a formação de um sistema solar como o nosso.

  • 3° Ato:
          “E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou” (Gn 1.27). Aqui está o registro da criação do componente espiritual do universo, criado a partir do nada. A “imagem de Deus” está localizada única e exclusivamente no ser humano. Assim, Deus criou somente as realidades fundamentais do universo:
  •   A realidade física;
  •          A realidade biológica;
  •    A realidade espiritual.
         Essas realidades, quando perfeitamente conjugadas à base das Escrituras constituem evidencias suficientes para aceitar a existência do Criador de todas as coisas. Todavia a Ufologia (ensinamento de demônios) tem afirmado o seguinte: “diretamente existe a par de alguns versículos e capítulos na bíblia, onde constam provas incontestáveis de que deus não é um ser imaterial e sem forma, conforme ainda muita gente acredita, bem como também é possível encontrar provas de que nós fomos criados por seres humanos que vieram de um outro planeta”[6].
         Deus também fez muitos sistemas complexos. O relato de Gênesis 1:7, 16, 25, mostra o surgimento desses sistemas. Nessa ordem:
  •     E assim aconteceu. Deus fez uma divisão que separou a água em duas partes: uma parte ficou do lado de baixo da divisão, e a outra parte ficou do lado de cima.
  •   Deus fez as duas grandes luzes: a maior para governar o dia e a menor para governar a noite. E fez também as estrelas.
  •   Deus fez os animais, cada um de acordo com a sua espécie: os animais domésticos, os selvagens e os que se arrastam pelo chão. E Deus viu que o que havia feito era bom.

          A Força Gravitacional fez surgir uma hierarquia de estruturas cosmológicas. Aglomerados de galáxias são estruturas formadas por dezenas, centenas, ou milhares de galáxias ligadas pela gravitação. A dinâmica composta pela força da gravidade e pela expansão do Universo descreve a história da formação destas estruturas (aglomerados, super-aglomerados e assim por diante)
         Entretanto, no que tange ao Universo Espiritual, desautorizando o Código da Vinci[c] e Fortaleza Digital[d], o único sistema complexo feito por Deus foi o ser humano, como está escrito: “Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança [...] Criou Deus, pois, o homem à sua imagem...” (Gn 1.26-2 7). Nesse caso, o homem tanto foi criado quanto feito à imagem de Deus; foi criado como um ser espiritual, capaz de manter comunhão com Seu Criador, O ser humano também foi feito (a partir “do pó da terra” previamente criado; cf. Gn 2.7) à imagem física que o próprio Deus um dia assumiria quando “se fez carne” e tornou-se homem.
          Portanto, os elementos de natureza estritamente material que existem no mundo (o que inclui até mesmo os vegetais que, sendo organismos complexos, produzem substâncias químicas, todavia não possuem vida consciente) fazem parte da obra física criada e feita por Deus. Por outro lado, os animais são organismos físicos e biológicos criados e feitos por Deus. Contudo, somente o homem e a mulher são seres físicos, biológicos e espirituais, criados e feitos à imagem de Deus.

          A Descrição da Evolução
          Hoje em dia, a maioria das autoridades científicas e educacionais está quase totalmente comprometida com o evolucionismo integral. Eles alegam que, através de um salto quântico espetacular, o universo físico evoluiu do absoluto nada para uma partícula infinitesimal de espaço- tempo. Essa partícula primitiva dilatou-se rapidamente para, então, explodir no, assim chamado, Big Bang[7]. A partir disso, dizem eles, o universo veio se expandindo velozmente para formar, de alguma maneira, as estrelas, as galáxias e, por conseguinte, os planetas.
          Em nosso planeta Terra (e, talvez, em outros planetas), as substâncias químicas inanimadas, que estavam dispersas nos oceanos primitivos, de algum modo passaram a ter vida, na condição de células reprodutivas rudimentares. Estas se desenvolveram em seres invertebrados marinhos multicelulares que evoluíram até se tornarem peixes. Alguns peixes deram origem aos anfíbios, os quais, posteriormente, se tornaram répteis. Destes          últimos, pelo menos um evoluiu, dando origem às aves, enquanto outros répteis evoluíam para dar origem aos mamíferos. Por fim, um ramo de mamíferos desenvolveu-se em primatas e alguma criatura dessa ordem simiesca evoluiu para dar origem ao ser humano.
         Essa descrição da evolução é basicamente ensinada como fato ou verdade absoluta em quase todas as escolas do Mundo Ocidental, desde as primeiras séries do ensino fundamental até o ensino superior de pós-graduação Essa perspectiva também predomina na mídia jornalística, bem como exerce seu domínio nos sistemas jurídico e político.
          Contudo, o fato mais surpreendente e que as verdadeiras evidências cientificas não comprovam de modo nenhum tal descrição hipotética. Em conseqüência disso, nos últimos anos muitos cientistas altamente referendados têm repudiado toda essa descrição evolucionista e passaram a crer numa criação especial.
          O maravilhoso capítulo inicial de Gênesis também revela dois outros fatos de grande  importância.
  •    1° Fato:
          É fácil e evidente constatar no texto, por dez vezes, que tanto animais quanto vegetais receberam a capacidade de se reproduzir exclusiva- mente “segundo [ou conforme] a sua espécie”, nunca segundo uma espécie diferente. A despeito de tudo o que uma “espécie” criada por Deus possa significar ou corresponder, ela nunca poderia evoluir para uma nova espécie. Os respectivos códigos genéticos permitiam bastante variação (afinal, não existem dois indivíduos perfeitamente idênticos), permitiam até mesmo uma “diversidade” estável, porém nada mais do que isso.
  •   2° Fato:
          O segundo fato verificável no texto é que tudo “era muito bom” (Gn 1.31). Não existia nada ruim ou mau em todo o universo — não havia pecado, desarmonia, dor e, em especial, não havia morte. Tudo isso sobreveio ao universo somente depois da entrada do pecado, primeiro através de Satanás e seus anjos, e, posteriormente, através de Adão e Eva.
          Em conseqüência, Deus amaldiçoou o solo da terra (do hebraico, “adamah” ou seja, os elementos básicos a partir dos quais Ele tinha feito todas as coisas). Em 1 Coríntios 15.21 está escrito  “Porque, assim como a morte veio por um homem, também a ressurreição dos mortos veio por um homem” . Em conseqüência disso: “... sabemos que até agora o Universo todo geme e sofre como uma mulher que está em trabalho de parto”. (Rm 8:22)
          Na dimensão física tudo tende a retornar ao pó do qual foi feito, tal como o corpo de Adão retornou (Gn 3.19). Todas as formas de vida biológica finalmente morrem, ainda que o aspecto “consciente” da vida humana sobreviva para que, no fim,seja unido a um corpo ressuscitado por ocasião da volta de Cristo. A “imagem de Deus” no homem tem sido desfigurada, contudo, ainda pode ser refeita no “... novo homem que se refaz para o pleno conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou” (Cl 3.10).
          O Dilema da Evolução
          A verdadeira ciência não confirma a perspectiva evolucionista; em vez disso, a ciência verdadeira favorece a perspectiva bíblica da criação. Por exemplo, as duas leis científicas mais bem comprovadas e mais aplicáveis no universo apontam com absoluta clareza para a primitiva criação do universo, não para a evolução deste a partir do nada. São elas: A Primeira Lei da Termodinâmica e a Segunda Lei da Termodinâmica, ou como respectivamente são chamadas de lei da conservação quantitativa e lei do decaimento qualitativo de todas as coisas.
          Muitos cientistas eminentes e sérios têm examinado cuidadosamente a maioria das leis da natureza para ver se a Evolução é fisicamente possível no tempo e no espaço. A conclusão de muitos é que a Evolução simplesmente não é praticável. Um dos maiores problemas é a Segunda Lei da Termodinâmica.
          A Segunda Lei da Termodinâmica [8] descreve princípios básicos familiares à vida cotidiana. Ela é parcialmente uma lei universal de deterioração, a causa final por que todas as coisas finalmente caem aos pedaços e se desintegram com o tempo. Coisas materiais não são eternas. Tudo parece mudar eventualmente, e o caos aumenta. Nada permanece tão fresco como no dia em que é comprado; roupas desbotam, ficam surradas, e finalmente retornam ao pó. Tudo envelhece e se desgasta. Até a morte é uma manifestação desta lei. Os efeitos da Segunda Lei estão em todo lugar, tocando tudo pelo universo.
          Todas as coisas tendem para a desordem. Qualquer coisa abandonada tende a se estragar ou a desintegrar-se: um carro novo ou um computador novo abandonado vira sucata. Aqui em minha cidade temos um prédio novo que foi abandonado e logo se transformou em ruínas (esses são exemplos básicos da Segunda Lei da Termodinâmica). Isso também deveria se aplicar ao Universo: ceder à desordem total.
          A Teoria da Evolução requer que as leis físicas e os átomos se organizem por si mesmos em arranjos ordenados cada vez mais complexos e vantajosos. Desta maneira, por eras de tempo, supõe-se que bilhões de coisas tenham se desenvolvido em sentido crescente, tornando-se mais ordenadas e complexas. Contudo, esta lei básica da ciência (Segunda Lei da Termodinâmica) revela exatamente o oposto. No final das contas, arranjos complexos e ordenados de fato tendem a se tornar mais simples e mais desordenados com o tempo. Há uma tendência para baixo irreversível trabalhando em todo o universo. A evolução, com sua ordem e complexidade sempre crescentes parece impossível no mundo natural.
          Todavia não é isso que acontece com o Universo ao se estudar o estado de desordem, também chamado de Entropia conclui-se que o Universo começou num estado de ordem e ainda está altamente organizado. Muitos astrofísicos ficam perplexos ao perceberem que o Universo foi criado em um estado de ordem tão elevado. Nenhuma teoria física será capaz de explicar porque a Entropia não afetou o Universo: por que o Universo não se tornou caótico?      
          A Primeira Lei assegura que nem matéria (massa), nem energia, continuam a ser criadas ou destruídas na atualidade, conforme está registrado em Gênesis 2.3: “E abençoou Deus o dia sétimo e o santificou; porque nele descansou de toda a obra que, como Criador, fizera”. O Novo Testamento confirma que agora nosso Criador está “... sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder” (Hb 1.3).
          Tal fato nos assegura que o universo não poderia ter criado a si mesmo, pois, segundo a Primeira Lei da Termodinâmica, nenhum fator no atual curso do universo pode criar alguma coisa. Contudo, o universo deve ter sido criado em algum momento do passado, porque a Segunda Lei da Termodinâmica assegura que tudo esta que tudo está em declínio, rumando para a estagnação e “morte”. Acredito que essa situação é obviamente uma decorrência maldição imposta por Deus sobre “toda a criação” (Rm 8:22)
          Por essas Leis, está evidente que o Universo não pôde se criar espontaneamente (Primeira Lei da Termodinâmica), mas ele teve que ser criado de alguma maneira, visto que não está “morto” (mesmo que caminhe inexoravelmente para a morte, conforme Segunda Lei da Termodinâmica). A única resposta realmente coerente ao dilema da criação do Universo – é que Deus criou todas as coisas. Essa é a conclusão científica mais plausível com base nas leis científicas[e] de que dispomos atualmente.
         A Segunda Lei da Termodinâmica também é a razão pela qual ninguém até hoje experimentou qualquer evolução verticalmente “ascendente” a partir de uma espécie inferior ou menos complexa para uma espécie superior ou mais complexa. Em toda a história humana não há sequer um registro documentado da tal “macroevolução”. Há muitos casos de variação “horizontal” (por exemplo, as diferentes raças de cães) de variação degenerativa (por exemplo, mutações, extinções, deteriorações), porém, nada mais do que isso.
          No registro fóssil do passado (que conta com bilhões de fósseis conhecidos) há muitos exemplos de espécies extintas (por exemplo, os dinossauros), todavia não existe nenhuma seqüência de transição de uma espécie menos     
complexa para outra espécie mais complexa.
           Além do mais, todos aqueles bilhões de fósseis testificam eloqüentemente acerca de um mundo em sofrimento e degradação mortal. Portanto, esses fósseis devem ter sido enterrados somente depois que o homem introduziu o pecado no mundo.
          “O registro fóssil lamentavelmente continua inadequado para comprovar a evolução”. Essa foi a afirmação do renomado biólogo evolucionista, ateu convicto, Ernest Mayr[9] em seu livro publicado em 2001.
          Se a Evolução fosse verdade, deve haver uma força ou mecanismo extremamente poderosa trabalhando no Cosmos que possa vencer constantemente a poderosa e final tendência para a "desorganização" trazida pela Segunda Lei da Termodinâmica. Se uma força ou mecanismo tão importante existisse ele deveria ser bastante óbvio para todos os cientistas. Todavia, o fato é, tal força da natureza nunca foi encontrada. Deus é a causa primaria de tudo que existe.
          Vários cientistas acreditam que a Segunda Lei, quando verdadeiramente compreendida, é suficiente para refutar a teoria da Evolução. De fato, esta é uma das razões mais importantes por que vários Evolucionistas abandonaram suas teorias em favor do Criacionismo.
          A evolução da vida ou de qualquer espécie viva nunca foi registrada nos 6 mil anos de história escrita e não há nenhuma evidência dela no registro fóssil do passado. A evolução nunca foi observada empiricamente pelo simples fato de que não pode acontecer. A Segunda Lei da Termodinâmica nos assegura que seria impossível ocorrer qualquer tipo de evolução sem a intervenção incessante e milagrosa de Deus. Além do mais, Deus mesmo determinou a lei biogenética de que a reprodução seja “segundo a sua espécie” (Gn 1.11-12, 24-25).
          Deus pode intervir quando há uma razão especial para fazê-lo. Por exemplo, houve uma ocasião em que Ele miraculosamente fez com que água “evoluísse” instantaneamente para vinho (Jo 2.7-11). Ele continua a ser o Criador e, como tal, ainda pode realizar milagres de criação quando a ocasião o justifica, porém, a evolução, usada geralmente pelo ser humano para se esquivar da sua necessidade de Deus, não é um desses milagres.
          Para criar qualquer tipo de organização crescente ou complexa em um sistema fechado[f] são necessárias energia e informação exteriores. Os Evolucionistas erradamente afirmam que a Segunda Lei da Termodinâmica não impede a Evolução na Terra, já que este planeta recebe energia exterior do Sol. Desta maneira, eles sugerem que a energia do Sol ajudou a criar a vida de todo nosso lindo planeta. Entretanto, a simples adição de energia não é tudo aquilo de que se precisa para concluir esse grande feito, a vida. A simples adição de energia pode fazer uma planta completamente morta viver?
          Se realmente existe uma poderosa força evolutiva em ação no universo, e se o sistema aberto da Terra faz toda a diferença, por que a energia do Sol não faz uma planta verdadeiramente morta se tornar viva de novo (assumindo um suprimento suficiente de água, luz, e assim por diante)?  Evidentemente o que realmente acontece quando uma planta morta recebe energia do Sol é que sua organização interna diminui; ela tende a se deteriorar e quebrar em componentes mais simples. O calor do Sol apenas acelera o processo de desorganização.
          A pura química de uma célula não é suficiente para explicar o funcionamento de uma célula, embora o funcionamento seja químico. As operações químicas das células são controladas por informações que não residem nos átomos e moléculas. E eu acredito que as células se constroem a partir de informações cuidadosamente planejadas e codificadas que têm sido passadas de uma vida para a seguinte desde seu começo original. A vida não surgiu de “matéria sem vida”, através de sucessões químicas, por mero acaso.
         Cada vez mais cientistas respeitados lançam serias dúvidas sobre o darwinismo e apontam a Criação como única tese de fato racional para o surgimento da vida, garantindo que a vida não surgiu ao acaso, mas é obra direta de Deus.
         “O artista sempre deixa marcas em sua obra, seus atributos, seu estilo, sua forma e estratégia para resolver problemas. Como na vida tudo é química, as assinaturas químicas do Criador são inúmeras e podem ser vistas hoje com grande nitidez por todo o lado”, afirma o professor Marcos Nogueira Eberlin[10] , com um trabalho espetacular sobre a homoquiralidade[11]. Concordo com a afirmativa dele de que: “não dá mais para dizer que o peixe se aventurou pela terra seca, virou réptil, voou e tornou-se pássaro, para daí originar um mamífero”.  Ele destaca ainda que esses conceitos são baseados na ignorância  e a comparação correta precisa ser feita a nível molecular, bioquímico.
         A Teoria da não é comprovada cientificamente. É um modelo, uma estrutura conceitual impossível de ser comprovada cientificamente, que parte de uma visão de mundo preliminarmente aceita (materialismo filosófico).
          Existe ainda outra vertente igualmente criacionista e importante a do Planejamento ou Design Inteligente[12] que constata a complexidade dos seres vivos e sugerem que ela só poderia ter surgido com um planejamento.
          A prova seria a estrutura minuciosa dos sistemas celular e molecular, verdadeiras maquinas cujas partes independentes estão tão estreitamente interligadas que a ausência de um único componente é o bastante para impedir que funcionem. Esse processo é chamado de “complexidade irredutível” [13] e inviabiliza a tese de que mudanças graduais formaram-se ao longo do tempo, de acordo com a seleção natural.

  Darwin: o homem que tentou “matar” Deus
         
            Charles Darwin nasceu em 12 de fevereiro de 1809, na cidade de Shrewsbury, Inglaterra. Seu avô Erasmus Darwin, era um naturalista, poeta e filósofo evolucionista. Seu pai, Robert, era um médico rico e bem sucedido. Sua mãe morreu quando Darwin tinha oito anos de idade.
          Não é preciso ir muito além dos escritos de Charles Darwin, o pai da moderna teoria evolucionista, para encontrar a fonte da teologia da evolução. Em dado momento, Darwin cogitava ingressar no clero da Igreja Anglicana, mas essa trajetória mudou radicalmente depois que ele passou cinco anos (1831- 1836) navegando e explorando a diversidade de seres vivos nas ilhas Galápagos, localizadas próximo à costa do Equador. Em sua autobiografia, Darwin escreveu que nessa época estava num conflito para aceitar a presença do mal num mundo criado por Deus, conforme explica: “Parece-me que há muita miséria no mundo. Eu não consigo me convencer de que um Deus benevolente e onipotente tenha intencionalmente criado a Ichneumonidae [i.e., espécie de vespa] com o expresso propósito de parasitar larvas vivas de outros animais para delas se alimentar, nem criado um gato com a finalidade de caçar um camundongo.[14]
         Na juventude, Charles demonstrou enorme interesse pela natureza e pela ciência. Ingressou na faculdade de medicina da Universidade de Edimburgo por insistência de seu pai. Porém, Charles não gostou do curso de medicina e, decorridos dois anos, transferiu-se para o Christ’s College em Cambridge, a fim de dedicar-se à formação teológica. Darwin escreveu o seguinte: “Naquele tempo eu não tinha a menor dúvida da verdade exata e literal de cada palavra da Bíblia”. [15]
          Depois de se formar, Darwin atuou como naturalista e acompanhante do oficialato de uma expedição científica britânica a bordo do navio HMS Beagle. A excursão de cinco anos (1831-1836) deu a Charles a oportunidade de conhecer o mundo. Todos os domingos, capitão Robert FitzRoy dirigia um culto no qual a presença de todos era obrigatória.[16] Uma das fontes de informação explica que na América do Sul “Darwin descobriu fósseis de animais extintos que eram semelhantes às espécies atualmente existentes. Nas ilhas Galápagos, situadas no oceano Pacífico, ele observou diversas variações entre plantas e animais de mesma espécie geral como aquelas encontradas na América do Sul”. [17]
          Darwin teve contato com o livro Principles of Geology  [i.e., Fundamentos da Geologia], da autoria de Charles Lyell, num momento critico de sua vida em que suas convicções religiosas entraram em conflito direto com seu crescente conhecimento da ciência; ele começou a duvidar da inerrância das Escrituras. Darwin escreveu: “Nessa época, ou seja, entre 1836 e 1839, eu gradativamente chegara à compreensão de que o Antigo Testamento não era mais confiável do que os livros sagrados dos hindus ou do que as crenças de povos bárbaros”. [18]
          Em 1838, Darwin começou a organizar e redigir detalhadamente suas anotações da expedição a bordo do Beagle, as quais, posteriormente, ficaram conhecidas como Teoria da Variação Evolutiva e da Origem das Espécies através de um Processo de Seleção natural. Uma dissertação que em 1842 compunha-se de 35 páginas, desenvolveu-se numa obra de 230 páginas até o ano de 1844. Foi, então, que ele escreveu o seguinte a seu amigo Joseph Hooker, possivelmente o botânico inglês mais importante do século 19: “Estou praticamente convencido [...] de que as espécies não são (é como confessar um assassinato) imutáveis”. Provavelmente o “assassinato” a que Darwin se referiu era o assassinato de Deus.[19]
          Acreditamos que a vida foi criada por Deus, e não há dúvidas que os organismos sofrem modificações através do tempo. Mas essas variações têm limites que as impedem de se transformar em novas criaturas.
         Em 1859, Darwin publicou seu livro intitulado The Origin of the Species by Means of Natural Selection [A Origem das Espécies Por Meio da Seleção Natural], no qual expõe detalhadamente sua concepção de que a vida, em todas as suas manifestações, não provém da mão de um criador, mas origina-se no processo de sobrevivência do mais apto. Dessa forma, Darwin revelou quem era o seu deus. Numa carta escrita a um amigo, ele chegou a denominar e escrever com todas as letras: “Minha divindade a seleção natural”. [20]
       Essas afirmações e sentimentos deixavam Emma, sua esposa, mulher bastante religiosa, muito preocupada. Ela temia que, por causa de suas idéias, Darwin fosse para o inferno após a morte e ela para o céu, condenados a passar a eternidade separados. O escritor Russell Grigg afirmou que Francis, o filho de Charles Darwin, “lembrou-se das palavras pai quando este disse: “Até os quarenta anos de idade eu nunca renunciara ao cristianismo”. Grigg acrescentou: “Nesse período da vida dele, a morte de sua filha mais velha, Annie, causada por uma febre, apertou o último parafuso, selando o caixão do cristianismo que ele professara”. [21] O impacto da morte da menina apagou o que restava de fé cristã do naturalista, que se declarou agnóstico.
          Darwin expressou suas concepções religiosas numa carta que escreveu quando já estava velho e doente: “A ciência não tem nada a ver com Cristo, exceto na maneira pela qual a pesquisa científica torna o homem mais cauteloso em reconhecer a evidência. Quanto a mim, não creio que tenha existido alguma revelação. No que diz respeito à existência de uma vida futura, cada ser humano deve julgar, por si mesmo, entre probabilidades remotas e conflitantes.[22] Nessa carta, ele ainda expressou o seguinte: “Sinto muito ter informar-lhe que não creio na Bíblia como uma revelação divina e, por conseguinte, não creio que Jesus Cristo seja o Filho de Deus”. [23] Charles Darwin tornara- se um ateu declarado.
          Não é de admirar que ele tenha expressado o seguinte: “Aos poucos, passei a desacreditar no cristianismo como uma revelação divina [...] Assim a descrença lentamente penetrou em mim até que me tomasse por completo. O processo foi tão devagar que nem cheguei a sentir angústia. [24]
          Muitos pastores e pregadores descrevem uma suposta cena em que Darwin teria abraçado uma Bíblia em seu leito de morte e, em prantos, pedido perdão a Deus por ter falado e ensinado tantas heresias. Segundo Adrian Desmond e James Moore, biógrafos, autores de “Darwin – A Vida de um Evolucionista Atormentado”[25],  isso nunca aconteceu: o pai da Teoria da Evolução até chegou a suspirar no leito da morte a expressão “Oh Senhor!” por conta das enormes dores que sentia. Mas não disse nada alem disso.
          Há pouquíssima evidência, para não dizer nenhuma, de que Darwin tenha mudado de idéia. O caminho que ele percorreu está descrito em Romanos 1.21-23: “Porquanto, tendo conhecimento de Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças; antes, se tornaram nulos seus próprios raciocínios, obscurecendo-se-lhes o coração insensato. Inculcando-se por sábios, tornaram-se loucos e mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem homem corruptível, bem como de aves, quadrúpedes e répteis”.
          Deus criou todas as pessoas com “conhecimento” nato sobre Ele. Porém, devido ao fato de que o ser humano se dispôs contra Deus, as pessoas O rejeitam e passam a fabricar suas próprias divindades para adorar. Os seres humanos são instintivamente adoradores, contudo muitos adoram ídolos. O declínio de Darwin, ao deixar de professar o cristianismo para se tornar o pioneiro da evolução, tem atraído muitos seguidores.
          Em 1871, com a publicação de seu livro intitulado Descent of Man [Linhagem do Homem], Darwin argumenta que os seres humanos não são diferentes de outras formas de vida e que nós, também, evoluímos através da seleção natural. Não há nada mais conveniente do que substituir a consciência do Deus único e verdadeiro pelo postulado divino da seleção natural.
          A Ciência, com toda sua tecnologia, não pode provar que a vida poderia surgir por si mesma; as improbabilidades são grandes demais. Cientificamente é correto dizer que a vida não poderia ter começado por si mesma.
          Acreditamos que o Senhor Deus criou um apenas uma casal humano no principio; esse casal era dotado de grande variabilidade genética e deu origem a todas as etnias humanas hoje existentes, todas com possibilidades de cruzamentos férteis entre si. O mesmo pode perfeitamente ter ocorrido com os animais.   
          Darwin afirmou que a vida teria começado espontaneamente no momento em que uma “sopa primordial” [26] de elementos químicos, submetidos àquelas condições primitivas produziu pela primeira e única vez uma molécula replicante. A partir de então, tudo foi formando por mudanças graduais. Hoje, nenhum cientista consegue criar a vida a partir de uma poça de água e alguns elementos químicos – o que Darwin acreditava ter ocorrido no passado.        
          Nunca ficou evidente a lenta modificação dos traços entre os animais previstos na Teoria da Evolução. As espécies, já completas, aparecem repentinamente. Não são encontrados fósseis de transição. A ausência desses fósseis é uma forte evidência de que nunca ocorreu essa evolução de seres unicelulares e pouco complexos para os multicelulares e altamente complexos e desenvolvidos.           
          Para os defensores da Teoria da Evolução, o Universo teria 13,7 bilhões de anos e a Terra, uns 4,6 bilhões. A vida seria quase tão antiga também. Para nós, que cremos em Deus, mesmo havendo divergência quanto à idade das rochas, não temos dúvidas: a vida no planeta Terra é recente (provavelmente uns 10 mil anos). Os métodos de datação que a Ciência tem utilizado afirmam que as colunas geológicas se formaram ao longo do tempo pela lenta deposição de sedimentos, não levando em consideração o Dilúvio Universal, conforme o relato bíblico (Gn 7 e 8).
         Certamente a origem da vida na Terra requer uma Fonte Inteligente, uma Inteligência Superior, O Projetista. Mesmo com todo o avanço tecnológico é correto afirmar: “Tu és a fonte da vida, e, por causa da tua luz, nós vemos a luz”. (Sl 36:9.)
         O deus da Teoria da Evolução é a estupenda força da natureza que, segundo se supõe, conduz gradativamente todos os seres vivos ao aperfeiçoamento. Essa divindade é impessoal, complacente isenta dos constrangimentos inerentes a um relacionamento pessoal. Ninguém faz orações ao deus da seleção natural. A Teologia da Evolução forma a base para o dogma do humanismo secular, segundo consta no Manifesto Humanista I e Manifesto Humanista II. O documento do Manifesto Humanista I escrito em 1933 inicia com uma conclamação para a necessidade de se criar uma nova religião que adapte à era vindoura. Seus dois primeiros pilares de fé consideram “o universo como auto- existente e não criado” e propõem que o ser humano “é uma parte da natureza, o qual surgiu como resultado de um processo contínuo de evolução. [27]
         Quarenta anos mais tarde, em 1973, acrescentou-se ao documento necessidade de se depositar fé no progresso humano, apesar do surgimento do nazismo e de outros regimes totalitários que emergiram após a primeira edição do Manifesto Humanista em 1933: “Os humanistas ainda crêem que o teísmo tradicional, particularmente a fé no Deus que ouve orações e que, supostamente, ama e cuida das pessoas, escuta e entende suas orações, e que é capaz de fazer algo em favor delas, é uma fé reprovada e obsoleta. O salvacionismo [...] ainda se mostra nocivo, distraindo as pessoas com falsas esperanças de um céu após a morte. Mentes racionais confiam em outros meios para sobreviver [...] Nenhuma divindade nos salvará; temos que nos salvar a nós mesmos.[28]
         A religião dos humanistas é a fé na evolução e, para eles, somente os mais aptos sobreviverão.
         Darwin acreditava que a moralidade se originou partir do mesmo processo que originou todos os seres vivos, a saber, através daquilo que ele admitiu ser seu deus, a seleção natural. Na luta pela sobrevivência, vencem os mais aptos pelo simples fato de que esses demonstram elevados valores morais, não necessariamente valores corretos. Portanto, a moralidade depende de determinada situação e não possui nenhum fundamento externo que regule aquilo que é certo ou errado.
         A maioria dos cientistas sociais considera a seleção natural como a doutrina fundamental que orienta suas pesquisas no campo da moralidade. Ao partir do pressuposto de que o ser humano é simplesmente um “animal superior”, o estudo do comportamento animal interpreta elementos de equivalência para o comportamento humano. “As ciências biológicas continuam a revelar novas descobertas sobre a natureza dos seres humanos emsua relação com o restante do mundo animal”. [29] Tal mentalidade gera uma ética situacionista e uma moralidade que se baseia no momento. Não é de admirar que nos Estados Unidos se leia nos adesivos de pára- choque dos carros os dizeres: “Não fique surpreso se nossos filhos agirem como animais, já que eles aprenderam que são descendentes destes”.
          Infelizmente, alguns teólogos desejam fazer a união da evolução com o Deus da Bíblia. Veja as afirmações: “Uma visão de futuro biblicamente inspirada oferece uma estrutura mais adaptável tanto para a ciência evolutiva quanto para a busca religiosa por significado [...] Em vez de atribuir a Deus um plano “inflexível” para o universo, a teologia evolucionista prefere considerar a “visão” de Deus para o mesmo [...] O Deus da evolução não determina as coisas de antemão, nem egoisticamente esconde apenas para Si a alegria de criar. Pelo contrário, Deus compartilha com todas as criaturas da própria abertura destas quanto a um futuro indeterminado.[30]
         Mais uma vez, o ser humano cria um deus à sua imagem e semelhança, “. . . cada um fazia o que achava mais reto” (Jz 21.25).
        Os riscos são altíssimos nessa batalha pela verdade e as conseqüências são vida eterna ou morte eterna. O capítulo 17 do livro de Atos descreve o modo pelo qual o apóstolo Paulo lutou uma batalha semelhante em Atenas, que era o centro da filosofia e cultura grega no primeiro século. Paulo andou pela cidade de Atenas e percebeu uma abundância de templos dedicados a muitos deuses. Ele abordou os filósofos no Areópago mencionando a religiosidade do povo ateniense. Paulo usou com perspicácia a realidade do altar dedicado “Ao Deus Desconhecido” para prosseguir seu discurso e explicar a verdade bíblica sobre esse Deus — o Deus verdadeiro. Entretanto, para que pudesse proclamar o evangelho de Jesus Cristo, Paulo antes tinha que demolir a concepção grega das origens. Naquele dia, Paulo estava diante de filósofos das escolas estóica e epicurista, “duas eminentes correntes filosóficas greco-romanas que eram essencialmente evolucionistas”.
         A crença numa causa impessoal encontra paralelo no pensamento religioso oriental e muitos acreditam que a Natureza veio à existência por si mesma. Esses conceitos foram combatidos pelo apóstolo Paulo em seu discurso em Atos 17. O filósofo Epicuro (341-270 a.C), sustentava que o homem é um produto da natureza, provavelmente por meio da geração espontânea e da seleção natural dos mais aptos. Contemporâneo dos epicureus, os gregos estóicos atribuíam à natureza à função de Deus. Eles acreditavam que, na morte, a energia impessoal dos humanos era reabsorvida pelo oceano da energia que constituía Deus.
         O apóstolo Paulo começou a desmantelar o ponto de vista evolucionista e politeísta de seus ouvintes ao mencionar, por três vezes, a atividade criadora de Deus: “O Deus que fez o mundo e tudo o que nele existe, sendo Ele Senhor do céu e da terra, não habita em santuários feitos por mãos humanas. Nem é servido por mãos humanas, como se de alguma coisa precisasse; pois Ele mesmo é quem a todos dá vida, respiração e tudo mais; de um só fez toda a raça humana para habitar sobre toda a face da terra, havendo fixado os tempos previamente estabelecidos e os limites da sua habitação” (Atos 17.24-26).
       Somente depois de construir uma perspectiva da criação baseada no relato do livro de Gênesis, Paulo pôde pregar a mensagem sobre Jesus Cristo e o julgamento eterno.
       O plano de Satanás é tremendamente sagaz; ele encontrou um meio de convencer a humanidade de que as pessoas são produto de uma força evolutiva impessoal e que, portanto, elas não são responsáveis perante qualquer ser divino. O conflito não é simplesmente acerca das origens, mas acerca dos destinos Não podemos permitir que os defensores da evolução mantenham a batalha no âmbito da ciência, sem fazermos nada.

 A máquina de brincar de Deus
         Cem metros abaixo da superfície, na região de Genebra, fronteira entre Suíça e França, está para começar aquela que é apontada como a mais importante experiência científica de todos os tempos. Nas instalações da Organização Européia para a Pesquisa Nuclear (Cern), físicos, engenheiros e pesquisadores colocaram em funcionamento o maior acelerador de partículas do mundo, o LHC (sigla para Large Hadron Collider). A máquina é um túnel com 27 quilômetros de extensão. Em seu interior, os cientistas pretendem acelerar feixes de hádrons, um tipo de próton, partícula subatômica com massa, a velocidades inéditas e bastante próximas da velocidade da luz.    
          Então, com a ajuda de um poderoso imã, obrigá-las de direção e se chocar. Tudo para criar explosões que simulem àquela que teoricamente teria dado origem ao Universo: o Big Bang. A intensidade das pancadas deve gerar partículas nunca vistas antes. Inclusive, um certo bóson de Higgs, que seria responsável pelo surgimento da matéria no começo de tudo. Não à toa, o experimento está sendo chamada de “partícula divina” e o LHC de “máquina de brincar de Deus”.
         Os físicos pretendem "brincar de Deus" com o LHC. Eles acelerarão seus hádrons em sentidos opostos dentro de anéis gigantescos, levando-os a 99,9% da velocidade da luz. Então, com a ajuda de um poderoso ímã, vão obrigá-los a mudar de sentido e se chocar. O choque espatifará os hádrons diante de placas sensíveis, que vão registrar e analisar o resultado da trombada – restos de matéria e energia miraculosamente encapsuladas, cada um produzindo uma assinatura de sua natureza e de sua hierarquia no momento da criação do universo. De todas as partículas a ser produzidas na colisão monumental, a que mais interessa aos físicos detectar é um certo "bóson de Higgs", que por enquanto existe apenas nas equações geniais de um físico inglês de 79 anos chamado Peter Higgs.   
         O termo bóson designa um tipo de partícula que foi batizada em homenagem ao físico indiano Styendra Nath Bose[31], morto em 1974. Os bósons podem ir do genérico fóton de luz ao especialíssimo bóson de Higgs, que, na teoria, deu ao universo aquilo que mais nos interessa, a matéria. Ele foi a partícula mensageira que carregou a energia de um campo que também tem o nome de Higgs. É por meio da interação com esse campo que as outras partículas ganharam massa no começo de tudo. Quanto maior a interação, maior a massa da partícula. O bóson de Higgs é vital não apenas para sustentar o universo. Se ele não se materializar nas trombadas do LHC em Genebra, o que desmorona é a reputação de gerações e gerações de físicos festejados como gênios na academia.
          O bóson de Higgs é também chamado de "Partícula de Deus". Mas, sem ela, quem está em apuros não são as religiões e suas versões para o gênese, e sim a ciência. Encontrar a assinatura do bóson de Higgs nas placas detectoras do LHC em Genebra provaria a teoria amplamente aceita no mundo científico. Também forneceria uma peça-chave no complicado quebra-cabeça que tenta explicar a origem de tudo. "Se o bóson de Higgs existir, da maneira como a teoria prevê, ele vai aparecer no LHC", disse a VEJA o físico Wolfgang Hollik, diretor do Instituto Max-Planck para a Física, na Alemanha. A certeza de Hollik vem de cálculos realizados por ele e seus colegas para determinar a massa do bóson de Higgs. Segundo os físicos, as colisões produzirão energia mais do que suficiente para recriá-lo em grandes quantidades.Um dos principais objetivos do LHC é tentar explicar a origem da massa das partículas elementares e encontrar outras dimensões do espaço, entre outras coisas. Uma dessas experiências envolve a partícula bóson de Higgs. Caso a teoria dos campos de Higgs estiver correta, ela será descoberta pelo LHC. Procura-se também a existência da supersimetria. Experiências que investigam a massa e a fraqueza da gravidade serão um equipamento toroidal do LHC e CMS ("Solenóide de Múon Compacto"). Elas irão envolver aproximadamente 2 mil físicos de 35 países e dois laboratórios autónomos — o JINR (Joint Institute for Nuclear Research) e o CERN (Conseil Européen pour la Recherche Nucléaire).
         Os cientistas Walter Wagner e Luiz Sancho acreditam que este equipamento pode provocar uma catástrofe de dimensões cósmicas, como um buraco negro que acabaria por destruir a Terra. No entanto, apesar das alegações de uma suposta criação de um buraco negro, o que de fato poderia ocorrer seria a formação de strange quarks[32], possibilitando uma reação em cadeia e gerando a matéria estranha; esta possui a característica de converter a matéria ordinária em matéria estranha, logo gerando uma reação em cadeia na qual todo o planeta seria transformado em uma espécie de matéria estranha.
         Apesar das alegações "catastróficas", físicos teóricos de notável reputação como Stephen Hawking e Lisa Randall afirmam que tais teorias são meramente absurdas, e que as experiências foram meticulosamente estudadas e revisadas e estão sob controle. Entretanto, se um buraco negro fosse produzido dentro do LHC, ele
teria um tamanho milhões de vezes menor que um grão de areia, e não viveria mais de 10-27 segundos (ou 0,0000000000000000000000000001 segundo) , pois por ser um buraco negro, emitiria radiação e se extinguiria.
         Mas, supondo que mesmo assim ele continuasse estável, continuaria sendo inofensivo. Esse buraco negro teria sido criado à velocidade da luz (300 mil km por segundo) e continuaria a passear neste ritmo se não desaparecesse. Em menos de 1 segundo ele atravessaria as paredes do LHC e se afastaria em direção ao espaço. A única maneira de ele permanecer na Terra é se sua velocidade for diminuída a 15 km por segundo. E, supondo que isto ocorresse, ele iria para o centro da Terra, devido à gravidade, mas continuaria não sendo ameaçador. Para representar perigo, seria preciso que ele adquirisse massa, mas com o tamanho de um próton, ele passaria pela Terra sem colidir com outra partícula (não parece, mas o mundo ultramicroscópico é quase todo formado por vazio), e ele só encontraria um próton para somar à sua massa a cada 30 minutos a 200 horas. Para chegar a ter 1 miligrama, seria preciso mais tempo do que a idade atual do universo.
         O cientista do MIT, Ph.D em Astrofísica pela Universidade de Bolonha, o brasileiro Gabriel Moraes Ernst, considera a teoria concernente com as principais vertentes de análise, ao considerar a aplicabilidade da transferência de pósitrons com base na massa do buraco negro gerado.
         Os experimentos começaram em outubro de 2008, mas tiveram de ser adiados desde então por conta de uma falha no aparelho. “Estão falando muitas coisas, como viajar no tempo, provar a existência de Deus e de outras dimensões até destruir o mundo ao formar um buraco negro. Tudo isso é besteira. Queremos explorar novas possibilidades em condições inéditas”, explica o físico Sérgio Novaes, da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e coordenador do grupo de cientistas brasileiros ligados ao projeto. Na mesma direção vai o físico brasileiro criacionista Adauto Lourenço: “A teoria do Big Bang mostra que, logo após a explosão inicial, imperaram leis físicas estranhas e desconhecidas, impossíveis de serem reproduzidas. Mas comparo as novas possibilidades às primeiras pesquisas com o elétron há 100 anos. Ninguém sabia bem o que fazer com elas naquele tempo, mas hoje viraram a base da eletricidade e da eletrônica”.

Deus Se Revela através das Suas Obras

         As descobertas cientificas modernas trazem muitas evidencias de que o Universo e a vida na Terra tiveram um começo, uma Causa Primária. Todavia, os cientistas preferem não atribuir personalidade a essa Causa Primária, tudo isso para não acreditar no Criador de todas as coisas.
          A explicação evolucionista da existência humana não explica a existência de cada um de nós como ser “impar de consciência própria”. A existência consciente do homem é evidencia de que o Senhor Deus existe e que se importa conosco.
          Deus é facilmente percebido diante de tantas evidencias cientificas que dispomos hoje. Existe um Projetista  pessoal, inteligente, cujas qualidades são nossos atrativos, aliás, Deus só têm qualidades!..
          O Universo está muito organizado, apontando a existência de Deus. Outra evidência é o “projeto” nas células de nosso corpo e outra evidência patente é o nosso cérebro, interligado com nossa individualidade e interesses pessoais.
          Observar a criação já nos diz muito a respeito de Deus: “No passado Deus deixou que todos os povos andassem nos seus próprios caminhos. Mas Deus sempre mostra quem ele é por meio das coisas boas que faz: é ele quem manda as chuvas do céu e as colheitas no tempo certo; é ele quem dá também alimento para vocês e enche o coração de vocês de alegria”. (At 14:16-17)
          Albert Einstein[33] acreditava que o Universo teve um começo, ele queria saber como Deus criou o um mundo. Grande parte da Comunidade Científica, a exemplo o químico Kenichi Fukui acreditam que existe uma “estrutura” que pode ser expressa como “Absoluto”, expresso na “idiossincrasia da natureza” [34]
         Com os estudos de Einstein ficou provado que uma pequena quantidade de matéria representa uma enorme quantidade de energia. Esse vínculo entre matéria e energia explica a potencia do Sol, que a garante a vida em todo o nosso planeta. No interior do Sol ocorrem continuas reações termonucleares. Desse modo, a cada segundo, o Sol converte cerca de 5,6x1011 kg de hidrogênio em 5,6x1011 kg de hélio. Assim, a matéria (cerca de 4 milhões de toneladas) é transformada em energia solar.
          O processo reverso também é perfeitamente possível: “A energia transforma-se em matéria quando partículas subatômicas colidem em altas velocidades e criam outras partículas”. Isso é feito, de forma limitada, pelos cientistas. Mas a Bíblia aponta para Àquele que criou toda matéria no Universo: Aí o povo de Israel fez esta oração: "Ó Deus, só tu és o Eterno! Tu fizeste os céus e as estrelas. Tu fizeste a terra, o mar e tudo o que há neles; tu conservas a todos com vida. Os seres celestiais ajoelham-se e te adoram. (Ne 9:6). "Nosso Senhor e nosso Deus! Tu és digno de receber glória, honra e poder, pois criaste todas as coisas; por tua vontade elas foram criadas e existem”. (Ap. 4:11). “Olhem para o céu e vejam as estrelas. Quem foi que as criou? Foi aquele que as faz sair em ordem como um exército; ele sabe quantas são e chama cada uma pelo seu nome. A sua força e o seu poder são tão grandes, que nenhuma delas deixa de responder” (Is.40:26.)
          A variedade de elementos químicos foi produzida diretamente por Deus pela transformação de energia ilimitada em matéria; Ele é a Fonte dos elementos que compõem a Terra, incluindo todos os minerais essências para a existência da vida.
         O relato de Gênesis não foi escrito para mostrar o “como” da criação. Antes, abrange os eventos principais de forma progressiva, descrevendo a formação das coisas, a ordem em que foram formadas e o intervalo de tempo ou “dia”, em que cada uma delas surgiu inicialmente. Esse relato descreve os eventos segundo a aparência que teriam, caso observadores humanos estivessem presentes.
         Talvez a palavra “dia” empregada em Genesis não significasse um dia com “24 horas” como conhecemos hoje. Lemos: “Estas são as origens dos céus e da terra, quando foram criados; no dia em que o SENHOR Deus fez a terra e os céus” (Gn 2:4), os dias da criação são chamados de um “só dia”.
         O registro de cada um dos primeiros seis “dias” criativos termina dizendo “E foi a tarde e a manhã: o dia primeiro (Gn 1:5) e assim por diante. No entanto, essa expressão não ocorre depois do registro do sétimo dia. A Bíblia afirma que o período de descanso do sétimo dia ainda continua: “Pois a respeito do sétimo dia está escrito o seguinte em alguma parte das Escrituras Sagradas: "No sétimo dia Deus descansou de todo o trabalho que ele havia feito. Aqueles que foram os primeiros a ouvir a boa notícia não tiveram fé e por isso não receberam esse descanso. Portanto, há outros que vão recebê-lo” (Hb 4:4-6).Nessa passagem, percebemos que o “sétimo dia” era um período que se estenderia por milhares de anos. “Assim ainda fica para o povo de Deus um descanso, como o descanso de Deus no sétimo dia (Hb 4:9).
          Provavelmente, a Terra já estava em órbita em torno do Sol e já era um globo coberto de água quando começaram os “seis” dias da criação. “A terra era uma vazio, sem nenhum ser vivente, e estava coberta por um mar profundo. A escuridão cobria o mar, e o Espírito de Deus se movia por cima da água.” (Gn 1:2). A luz solar não atingia ainda a superfície terrestre, de modo a ser vista por um observador em sua superfície. Naturalmente, a luz se tornou visível na Terra neste primeiro “dia”, e a Terra em sua rotação, passou a ter, alternadamente dias e noites.
          Alguns acreditam que a luz surgiu gradualmente no primeiro “dia”, mas só se consolidou no quarto “dia” com o aparecimento do Sol, da Lua e das estrelas; ou seja, quando esses astros puderam ser vistos (Gn 1:14-19).
         Antes de fazer surgir o solo seco, no terceiro “dia”, Deus suspendeu parte das águas. Com isso, a Terra, provavelmente ficou envolta num manto de vapor de água.  A Bíblia enfoca a expansão entre as águas de cima e as de superfície, chamando isso de “céus”. No tempo oportuno, Deus encheu esses céus atmosféricos com uma mistura de gases essenciais para a vida. Entretanto, a água da superfície baixou, de modo que surgiu o solo seco. Talvez usando forças geológicas que ainda hoje movem as placas da Terra, pelo visto Deus empurrou para cima as cristas oceânicas para formar os continentes. Isso teria produzido o solo seco acima da superfície das águas e profundos abismos oceânicos. “As águas correram pelos montes e desceram para os vales, indo ao lugar que preparaste para elas. Tu puseste um limite para as águas a fim de que não cobrissem de novo a terra”. (Sl. 104:8-9)
         Depois da formação do solo seco, aconteceu algo maravilhoso: “Em seguida ele disse: - Que a terra produza todo tipo de vegetais, isto é, plantas que dêem sementes e árvores que dêem frutas! E assim aconteceu.” (Gn 1:11) . Assim, no final deste terceiro “dia”, já tinham sido criadas três categorias gerais de plantas terrestres. A luz solar já era bastante ampla para o processo de fotossíntese, tão vital para as plantas verdes.
         Sem a vegetação verde, a atmosfera da Terra seria excessivamente rica em dióxido de carbono, e nós morreríamos de calor e de falta de oxigênio.
         A fotossíntese[35] é tão complexa que os cientistas ainda tentam desvendar os seus mistérios: “...Jamais um ser humano projetou uma fabrica tão eficiente, ou cujos produtos tivessem maior demanda, do que um cloroplasto”[36]  
           Uma atmosfera inicialmente rica em bióxido de carbono pode ter causado um clima quente, em toda a Terra. Mas o crescimento da vegetação durante o terceiro e quarto “dia” absorveria parte desse “imenso cobertor” de bióxido de carbono. A vegetação, por sua vez, liberaria oxigênio – essencial para a vida.
          No quinto “dia” o Senhor passou a encher os oceanos e os céus atmosféricos com uma nova forma de vida – “almas viventes” – distintas da vegetação. As criaturas que têm um sistema respiratório e um sistema circulatório – os habitantes dos oceanos e dos céus, que respiram – aparecerem no quinto “dia” (Gn 1:20).
         No sexto “dia” o Senhor deu mais atenção ao solo. Nesse “dia” forma formados os mamíferos terrestres e, por fim, o Criador decidiu produzir uma forma de vida realmente única: “E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo réptil que se move sobre a terra” (Gn 1:26).De modo que o homem refletiria a imagem espiritual do Criador, exibindo Suas qualidades. E o homem seria capaz de assimilar uma quantidade enorme de conhecimento. Assim, os humanos poderiam agir com uma inteligência superior à de qualquer animal. Também, diferentemente dos animais, o homem foi feito com uma capacidade de agir segundo a sua livre vontade, sem ser controlado basicamente por instintos.
         Hoje, com todo o desenvolvimento da Genética conclui-se que: “Houve um ancestral, cujo material genético no cromossomo Y é comum a todo homem que existe na Terra”. Com certeza absoluta, Deus reuniu alguns dos componentes do solo para formar o seu primeiro filho humano, a quem chamou de Adão (Lc 3:38). Ele não foi um mero personagem inventado. Ao contrario, ele era uma pessoal real – um ser humano de raciocínio e sentimentos – que poderia encontrar a realização plena obedecendo ao seu Criador e Pai.  A cada dia ele aprendiz mais sobre seu Criador e Pai – Suas qualidades e Personalidade.
          No capitulo 2 de Genesis encontramos outros detalhes da criação que começa em algum ponto do terceiro “dia”, depois de surgir à terra seca, mas antes de serem criadas as plantas terrestres – acrescentando detalhes importantes acerca da criação do homem, do seu lar e de sua esposa, Eva (Gn 2:5-9;15-18, 21,22)
         No fim do sexto “dia” o Criador havia feito tudo o que era necessário para cumprir o Seu Eterno Propósito. Ele cessou de realizar Sua obra de criação material sabendo que nada, nem mesmo uma rebelião no céu ou na Terra pode frustrar a realização de Seus Intentos. O Senhor Deus abençoou o sétimo “dia” e com certeza, no fim do sétimo “dia” a paz e a felicidade vão imperar em todo o Universo.
         A ciência das Probabilidades Matemáticas oferece notável prova que o relato da criação em Gênesis foi proveniente de uma Fonte muito Inteligente, ao listar 10 principais estágios, na seguinte ordem:
1.    Um princípio;
2.    Uma terra primitiva em “trevas” (escuridão);
3.    A luz;
4.    Uma expansão ou atmosfera;
5.    Grandes áreas de terra seca;
6.    Plantas terrestres;
7.    Sol. Lua, estrelas, tornando perceptível as na atmosfera, as estações;
8.    Seres marinhos e criaturas voadoras;
9.    Animais selváticos e domésticos;
10.  O homem.
         A ciência concorda com essa ordem. Será que Moises apenas listou aleatoriamente essa ordem ou a recebeu de Alguém, Atemporal? Não tem sentido dizer que o escritor de Genesis listou, por acaso, os eventos procedentes na ordem certa, sem obter essas informações dAquele que sabe todas as coisas . Ao acaso, a probabilidade seria 1 em 3.628.800. Entretanto, a teoria falida da evolução não dá espaço a um Criador ali presente conhecedor dos fatos. Mas como tenho apresentado em todo o meu ensaio, existem muitas e variadas razões para crer que o Universo e a vida terrestre – incluindo a nossa vida – originaram-se de um Criador Inteligente – Deus.

Referencias:     
______________
[1] Cosmofórum. Astrofísica: Nebulosa da Águia - Olhando para os pilares da criação. Disponível em:
     http://www.cosmobrain.com.br/cosmoforum/viewtopic.php?p=26555

[2] American Astronomical Society. Astrofísica: Time Dilation in the Light Curve of the Distant Type Ia Supernova SN 1995K. Pennsylvania  State University, Astronomy Department, 525 Davey Laboratory, University Park, PA 16802. Disponível em:  http://www.iop.org/EJ/abstract/1538-4357/466/1/L21

[3] Em 1929, o astrônomo americano Edwin Powel Hubble publica um resultado de que as galáxias estão se afastando,  independente de que direção esteja sendo realizada a observação. Ou seja, o Universo está em expansão. Isso inicia uma   nova era na ciência.  No final da década de 90, os cosmólogos descobriram que o universo está numa expansão acelerada  (e não desacelerada, como se acreditava até muito recentemente). Para explicar esta observação sugeriu-se a introdução  e um conceito: energia escura. Esta seria  uma forma de energia gravitacionalmente repulsiva (os cálculos indicam que esta é forma mais abundante de energia no Universo). A pesquisa em energia escura é um dos temas de intensa  investigação na cosmologia e astronomia de hoje.

[4] Segundo essa teoria as primeiras partículas teriam surgido de uma simples flutuação de vácuo, processo de alteração de um  campo elétrico que a física clássica desconhecia, mas que a mecânica quântica, nascida do século passado, acabou por  revelar aos estudiosos de intimidade subatômica. Segundo essa conjetura, as partículas primordiais emergiram do vazio e espandiram-se a uma velocidade espantosa em bilionésimos de segundos, formando assim a aglomeração que seria em  seguida fragmentada na grande explosão. A teoria não contradiz nem substitui a já tradicional explicação do Big Bang. Completa-a. Na prática, fornece o início a partir do qual os partidários do modelo do bang assumem e podem continuar, uma das razões de sua larga aceitação entre físicos e cosmologistas.

[a] Supernova é o nome dado aos corpos celestes surgidos após as explosões de estrelas (estimativa) com mais de 10 massas solares, que produzem objetos extremamente brilhantes, os quais declinam até se tornarem invisíveis, passadas algumas semanas ou meses. Em apenas alguns dias o seu brilho pode intensificar-se em 1 bilhão de vezes a partir de seu estado  original, tornando a estrela tão brilhante quanto uma galáxia, mas, com o passar do tempo, sua temperatura e brilhodiminuem até chegarem a um  grau inferior aos primeiros.

[5] Royer, J. Perceber o Mundo. As quatro forças fundamentais do universo. Disponível em:
     http://perceberomundo.blogs.sapo.pt/381.html

[b] A Via Láctea é a galáxia onde está localizado o Sistema Solar da Terra. É uma estrutura constituída por cerca de duzentos  bilhões de  estrelas (algumas estimativas colocam esse número no dobro, em torno de quatrocentos bilhões e tem uma massa  de cerca de um  trilhão e 750 bilhões de massas solares. Sua idade está calculada entre treze e treze bilhões e 800 milhões de anos, embora alguns autores afirmem estar na faixa de quatorze bilhões de anos.

[6] Santos, Paulo. As Realidades da Verdade. Provas da Existencia Entraterrestre através da Bíblia. Disponível em:
    http://www.realidadesdaverdade.com/index_ficheiros/Page1800.html

[c] Dan Brown, autor do romance o Código da Vinci, não nos revela, no decorrer de suas quase 500 páginas, um novo evangelho, mas apenas antigas colocações gnósticas e nova-erenses sobre a vida de Jesus Cristo e os primórdios da igreja cristã. Ele é  um divulgador das doutrinas da Nova Era e que acredita piamente no que escreve como se fosse verdade. O Código da Vinci   afirma que o cristianismo está todo errado e a adoração à deusa é o caminho.

[d] Brown, autor do livro visionário Fortaleza Digital leva o leitor por caminhos traiçoeiros com um estilo de ‘ficção dominadora’.Ele tenta atropelar as faculdades mentais do leitor com falsificações grosseiras proferidas por autoridades fictícias de prestigiosas universidades como Harvard e Oxford. Cita fontes incorretamente ou refere-se a outras de que ninguém jamais ouviu falar, apresenta fatos não comprováveis e insulta com apelações como ‘todas as pessoas inteligentes sabem sobre isso’.

[7] Mesmo com a existência de um arsenal tecnológico que fornece importantes informações para os estudos e pesquisas   astrofísicas, ainda não se alcançou resultados precisos em relação à formação do Universo. Diante dessa incógnita, a   explicação mais razoável, segundo um grupo de cientistas para esse processo é a teoria do Big Bang - nome dado à teoria   que tenta explicar o surgimento do Universo. Essa teoria foi constituída por um grupo de astrônomos e físicos na primeira  metade do século XX. De acordo com a teoria do Big Bang, há cerca de 15 bilhões de anos o Universo teria se formado a  partir de uma gigantesca explosão. Antes desse processo, toda matéria e energia se encontravam concentradas como uma  quente e densa esfera, constituída por hélio e hidrogênio. Desse modo, com a suposta explosão, a energia liberada  expandiu as matérias e formou o Universo. Essas informações estão pautadas na teoria do Big Bang, contestada por muitos,   uma vez que não é capaz de explicar o motivo da repentina explosão.

[8] A Segunda Lei da Termodinâmica foi expressa tecnicamente pelo físico Willian Thomson (Lord Kelvin) como segue: "Não   existe processo natural cujo único resultado seja resfriar um reservatório de calor e realizar trabalho externo." Em termos  mais compreensíveis, esta lei observa o fato de que a energia utilizável no universo está se tornando cada vez menor. No final não haverá energia disponível sobrando. A partir deste fato nós achamos que o estado mais provável para qualquer sistema natural é um estado de desordem. Todos os sistemas naturais se degeneram quando abandonados a si mesmos.

[e] Lei científica são princípios básicos, imutáveis da natureza; um fenômeno observado cientificamente que foi sujeito a experimentos e medições muito intensas e repetidamente provou ser invariável por todo o universo conhecido (por exemplo,  a lei da gravidade, as leis de movimento).

[9] Henry M. Morris foi autor de mais de 45 livros sobre o tema Criação-Evolução, bem como fundador e presidente do Institute   For Croation Research, situado em El Cajon, na Califórnia, EUA. Seu livro mais recente é “What Evolution Is”, Nova York: Basic  Books, 2001..

[f] Sistemas termodinâmicos abertos trocam calor, luz ou matéria com o meio que os cerca, sistemas fechados não. Nenhuma  energia exterior flui para um sistema fechado. A Terra é um sistema aberto; ela recebe energia exterior vinda do Sol.

[10]  é doutor em Química pela Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP e pós-doutorado no Laboratório Aston de   Espectrometria de Massas da Universidade de Purdue, USA. Atualmente é professor titular MS-6 da Universidade Estadual  de Campinas, onde coordena o Laboratório Thomson de Espectrometria de Massas e já publicou cerca de 310 artigos científicos  em áreas diversas da Química e Bioquímica, e Ciências dos Alimentos, Farmacêutica e dos Materiais.

[11] Eberlin e sua equipe do Laboratório Thomson formam um grupo de cientistas que espera ter encontrado a resposta para um dilema iniciado há dois séculos por Louis Pasteur, depois de provar que os seres vivos nascem obrigatoriamente da própria   espécie. As chamadas moléculas quirais foram descobertas por Pasteur. Ao realizar experiências com o ácido tartárico, o químico francês observou no microscópio que eram na verdade dois cristais distintos e os separou. Todas as  propriedades físicas e químicas eram as mesmas, exceto uma: quando se passava uma luz polarizada, um dos cristais desviava a luz para a direita e outro para a esquerda.Sintetizando essas moléculas em laboratório, se faz um conjunto,   uma mistura das duas nas mesmas proporções: metade L (de levógeros, que são as moléculas canhotas) e metade D (de dextrógeros, as moléculas destras). Em tudo o que existe na natureza, elas deveriam sempre coexistir, se misturar. O surpreendente, quando olhamos o organismo humano, é que todos os aminoácidos são L, não temos nenhum D. Daí  analisamos os açúcares, que também deveriam ter L e D, mas todos são D e nenhum L. Como explicar isso num mundo   todo assimétrico, aquiral, onde sempre deveríamos encontrar uma mistura dos dois? questiona Eberlin. Não existe (ou  não existia) nenhuma explicação lógica, dentro da ciência, para que se privilegiasse uma dessas formas. Como explicar essa separação do D para os aminoácidos e do L para os açúcares na formação de seres vivos?  "Minha grande motivação para fazer ciência é entender como Deus cria as coisas, usando as próprias leis da química e da física. Se  você perguntar a outro cientista, ele poderá dizer que procura entender como se dá a criação pela natureza. Para mim,  esse processo de separação dos aminoácidos e açucares é uma marca, a 'assinatura química' que Deus deixou nos seres   vivos".

[12] Design inteligente (ou projeto inteligente ou Intelligent Design) é a assertação de que "certas características do universo  e dos seres vivos são melhor explicadas por uma causa inteligente, e não por um processo não-direcionado como a seleção natural" . Ele é uma forma moderna do tradicional argumento teleológico para a existência de Deus, modificado para evitar especificações sobre a natureza ou identidade do designer. A idéia foi desenvolvida por um grupo de criacionistas americanos que reformularam o argumento em face à controvérsia da criação vs. evolução para contornar uma decisão judicial americana proibindo o ensino de criacionismo como ciência. Seus principais defensores, todos eles associados ao Discovery Institute, baseado nos Estados Unidos, acreditam que o designer é o Deus do cristianismo. A pesquisa se foca nas evidências biológicas e não nas conseqüências das descobertas. Defensores do design inteligente alegam que o design inteligente seja uma teoria científica, e buscam fundamentalmente redefinir a ciência para que a mesma aceite explicações sobrenaturais. Design inteligente é o argumento que afirma haver uma uma inteligência criadora na origem do   universo e da vida. Segundo ele, o projeto somente poderia surgir graças a um projetista consciente. Desse modo, a suposta presença de objetividade criacionista (projeto) no mundo provaria a existência de um projetista (criador) normalmente considerado Deus


[13] De modo geral a tese da Complexidade Irredutível afirma que há estruturas biológicas que não poderiam ter evoluído de  um estado mais simples. Uma célula, por exemplo, é composta de centenas de máquinas moleculares complexas. Sem  elas, a célula não funcionaria. Por isso, a célula é irredutivelmente complexa: ela não pode ter evoluído de um estado mais simples, porque não funcionaria em um estado mais simples, e a seleção natural só pode optar por características que já estejam funcionando. A comunidade científica responde à complexidade irredutível dizendo que, embora seja  verdade que a seleção natural só pode optar por características que já estejam em funcionamento, essas não têm que estar em sua forma atual. É possível que elas estivessem desempenhando outras funções quando foram escolhidas como vantajosas para sua função atual. Para o bioquímico norte americano Michael Behe, principal defensor do Design Inteligente existem certos órgãos e sistemas que são extremamente complexos, e  que não funcionam se uma parte deles não estiver  formada, e que portanto não poderiam ser o resultado de evolução. A isto ele chama de "Complexidade Irredutível".

[14] Francis Darwin, org., The Autobiography of Charles Darwin and Selected Letters, Nova York: Dover Publications, 1958, p.  249. Disponível em www.archive.org/stream/englishsynonymse00gnrich/englishsynonymse00gnrich_djvu.txt

[15] Citado por John M. Brentnall e Russell M. Grigg em “Was Darwin a Christian? Did he believe in God? Did he recont  evolutionism when he died?”, cedido por Answers in Genesis, copyright 2002, publicado no site:
     http://christiananswers.net/q-aig/dorwin.html.

[16] Ibid

[17] “Charles Darwin British Naturalist”, Disponivel em: www2.lucidcafe.com/lucidcafe/library/96feb/ darwin.html.

[18] Citado por Bretnall e Grigg

[19] Ian Taylor, citado por Bretnall e Grigg

[20] Francis Darwin, org., The Life and Letters of Charles Darwin, Nova York: Basic Books, 1959,2;165.

[21] Russeli Grigg, “Darwin’s Mystery illness”, publicado no revista Creation Magazine 17, n 4, edição de setembro de 1995,   Disponível em: www.answersingenesis.org/creation/v17/i4/darwins-illness.asp

[22] ibid

[23] Citado por Bretnall e Grigg

[24] Francis Darwin, org., The Autobiography of Charles Darwin and Selected Letters, Nova York: Dover Publications, 1958, p. 62 

[25] Biografia de Charles Darwin. Escrita como um romance histórico, com emoção e seriedade, esta biografia tornou-se um  grande sucesso mundial. Segundo Duarte Pereira, da revista Veja, “um livro magnífico, que prende o leitor ao narrar as grandes aventuras vividas pelo cientista”.

[26] a sopa primordial era formada, acredita-se, basicamente de aminoácidos, que são como "peças" de um quebra-cabeça e ao se juntarem, formam as proteínas, que podem também se combinar e gerar alguma forma de vida. Portanto, a teoria da evolução e de como surgiram os primeiros seres vivos vem a partir do fato de que esses aminoácidos presente na "sopa" teriam se juntando e formado os primeiros seres vivos, que evoluiram depois de bilhões de anos até chegar a nossa espécie, homo sapiens. Mas é bom lembrar que ainda há gente que duvida dessa teoria... mas aí já é outra história! :) Só complementando: "Os químicos reconstruíram em laboratórios, a nível experimental, estas condições primitivas, misturando os gases adequados e água num recipiente de vidro e adicionando energia, através de uma descarga elétrica. Desta forma, sintetizaram substâncias orgânicas de forma espontânea. É claro que o fato de as moléculas orgânicas aparecerem nesse caldo primitivo não seria suficiente. O passo mais importante foi o aparecimento de moléculas que se autoduplicavam, produzindo cópias de si mesmas."

[27]. Humanist Manifesto I, disponível em: 
   http://www.americanhumanist.org/Who_We_Are/About_Humanism/Humanist_Manifesto_I

[28] Paul Kurlz, org., Humanist Manifestos I and II, Buffalo, NY: Prometheus Books, 1973, p. 13, 16.

[29]. Carl N. Degler, ln Searchof Human Nature: The Decline and Revival of Darwinism ln American Social Thought, 
        Nova York: Oxford Univerity Press, 1991, p. 327.

[30] John F. Haught, God Alter Darwin: A Theology Evolution, Boulder, CO: Westview Press, 2000, 190-191.
[31] Satyendra Nath Bose foi um físico indiano, (1894-1974), especializado em física matemática. Ficou conhecido 
Sobretudo devido aos seus trabalhos sobre mecânica quântica no início da década de 1920, fundamentais para a estatisca de Bose-Einstein na teoria do condensado de Bose-Einstein. O bosão foi assim denominado em sua honra.

[32] Quark, em física de partículas, é um dos dois elementos básicos que constituem a matéria (o outro é o lépton) e é a única, dentre as partículas, que interage através de todas as quatro forças fundamentais. O quark é um férmion fundamental com  carga hadrónica ou cor. Não se observaram ainda quarks em estado livre. Segundo o Modelo Padrão, os quarks ocorrem  em seis tipos na natureza: "top", "bottom", "charm", "strange", "up" e "down". Os dois últimos formam os prótons e nêutrons, enquanto os quatro primeiros são formados em hádrons instáveis em aceleradores de partículas. Os quarks têm uma unidade de carga hadrônica, que aparece em três tipos distintos (cores). O campo hadrônico é também chamado de força nuclear forte. A teoria que estuda a dinâmica de quarks e das cargas hadrônicas (mediadas pelos glúons) é chamada Cromodinâmica Quântica. Segundo a Cromodinâmica Quântica, os quarks podem formar estados ligados aos pares e às trincas. Os pares de quarks são chamados mésons e as trincas hádrons. O próton é uma trinca de quarks, formado por dois quarks "up" e um quark "down". O nêutron é outro estado ligado de três quarks, dois deles "down" e um "up". Os quarks têm carga elétrica -1/3 ou 2/3, onde a unidade é a carga do elétron. Antipartículas dos quarks  têm carga oposta. Os quarks também interagem com a força nuclear fraca, a qual transmuta tipos distintos de quarks. Por exemplo, o quark tipo "down" pode mudar para um quark tipo "up" pela emissão de um bóson vetorial massivo, que transporta  a força nuclear fraca. Tal mecanismo está por trás da desintegração do nêutron.  Apesar de não serem observados em estado livre, a massa dos quarks pode ser inferida dos hádrons e mésons observados. Sabe-se que os quarks "up" e "down" tem massa comparável com a do eléctron, enquanto o quark "top" tem uma massa cerca de 200 vezes maior que a do próton.
     A propriedade mais importante dos quarks é chamada de confinamento. É um fato experimental que os quarks individuais  não são vistos  — Eles estão sempre confinados ao interior dos hádrons, partículas subatomicas como os protons, neutrons, e meson. Esperava-se que esta propriedade fundamental surgisse da moderna teoria das interações forte, chamada de cromodinâmica quântica (QCD). Embora não exista nenhuma derivação matemática de confinamento na QCD, é fácil mostrar  isto usando a teoria grade gauge.

[33] Albert Einstein (1879 —  1955) foi um físico alemão radicado nos Estados Unidos mais conhecido por desenvolver a  Teoria da Relatividade. Ganhou o Prémio Nobel da Física de 1921 pela correta explicação do efeito fotoeléctrico; no entanto, o prémio só foi anunciado em 1922. O seu trabalho teórico possibilitou o desenvolvimento da energia atômica, apesar de não  prever tal possibilidade. Devido à formulação da teoria da relatividade Einstein tornou-se famoso mundialmente. Nos seus últimos anos, a sua fama  excedeu a de qualquer outro cientista na cultura popular: "Einstein" tornou-se um sinónimo de gênio. Foi por exemploeleito pela revista Time como a "Pessoa do Século" e a sua face é uma das mais conhecidas em todo o mundo. Em 2005 celebrou-se o Ano Internacional da Física, em comemoração dos 100 anos do chamado "Annus Mirabilis" (ano miraculoso) de Einstein, em que este publicou quatro dos mais importantes artigos cientifícos da física do século XX. Em sua honra, foi atribuído o seu nome a uma unidade usada na fotoquímica, o einstein, bem como a um elemento químico, o einstênio.

[34] Idiossincrasia quer dizer “disposição do temperamento do indivíduo, que o faz reagir de maneira pessoal à ação dos  agentes externos”. Em outras palavras, é uma peculiaridade da pessoa, uma maneira diferente de  ser, um modo próprio de sentir, ver a vida, reagir às coisas. Assim como todos nós temos nossas  idiossincrasias, também podem tê-las as instituições, os países etc.


[35] Fotossíntese é um processo realizado pelas plantas para a produção de energia necessária para a sua sobrevivência. A água e os sais minerais são retirados do solo através da raiz da planta e chega até as folhas pelo caule em forma de  seiva, denominada seiva bruta. A luz do sol, por sua vez também é absorvida pela folha, através da clorofila, substância que dá a coloração verde das folhas. Então a clorofila e a energia solar transformam os outros ingredientes em glicose.  Essa substância é conduzida ao longo dos canais existentes na planta para todas as partes do vegetal. Ela utiliza parte  desse alimento para viver e crescer; a outra parte fica armazenada na raiz, caule e sementes, sob a forma de amido. A fotossíntese também desempenha outro importante papel na natureza: a purificação do ar, pois retira o gás carbônico  liberado na nossa respiração ou na queima de combustíveis, como a gasolina, e ao final, libera oxigênio para a atmosfera. A fotossíntese é uma das principais fontes de energia da natureza, não só para os vegetais, mas para vários outros seres  vivos. Sendo assim, os vegetais estão na origem da cadeia alimentar fornecendo para os animais, entre eles, o homem. A energia acumulada nas plantas é também aproveitada pelo homem através da queima do petróleo, da lenha e do carvão.

[36] Numerosos corpúsculos que obtém energia da luz solar . O Cloroplasto é a organela onde se realiza a fotossíntese. Os  cloroplastos distinguem-se bem dos restantes organelos da célula, quer pela cor, quer pela sua estrutura, geralmente laminar,  possuem RNA, DNA e ribossomas, podendo assim sintetizar proteínas e multiplicar-se.
     No seu interior apresenta um líquido semelhante ao que preenche as mitocôndrias, o estroma. O sistema de membranas   onde se encontra a clorofila encontra-se organizado em tilacóides, agrupados em grana.


            Gilvan (73) 8848-3714(15.09.2008)
Em Cristo Jesus,
Gilvan Silva Santos, servo menor (gilvansilva00@hotmail.com).

 


 

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