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"Não tolere o que a Bíblia reprova" (Gilvan, 15.05.2005)

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

A Igreja de Jesus Não Passará pela Grande Tribulação.


          Temos liberdade para criar nosso próprio sistema de interpretação da Bíblia no que diz respeito à Escatologia, desde que isso não vá de encontro às regras da hermenêutica e da exegese. Para que qualquer posição seja válida, ela deve estar de acordo com as Escrituras e não contradizer aquilo que é afirmado claramente em toda Escritura — porque a Palavra de Deus não se contradiz se bem manejada (2 Timóteo 2:15). Diversos alertas solicitados não são aplicam ao caso, pois a Igreja de Jesus não passará pela Grande Tribulação. Diversas análises sobre o assunto não são totalmente procedente e a interpretação de textos isolados, como o da primeira ressurreição (Apoc. 7:14) não  corresponde a toda a verdade bíblica sobre a volta de Jesus.
          A nossa intenção não é questionar pontos de vista divergentes, apenas quero apresentar, baseado em algumas evidencias bíblicas, que Jesus voltará antes da Grande Tribulação e que a Igreja de Jesus não estará presente quando o Anticristo exigir que todos coloquem a sua marca mundial (Apoc. 13:16 - O Chip B, ou qualquer outra forma de identificação). Entretanto não tenho pretensão em fazer um estudo sobre o arrebatamento, apenas quero mostra o meu ponto de vista sobre o assunto em questão, de forma bem sintetizada:
         A palavra "arrebatamento” está na boca e nos estudos de muitos, mas a sua essência é compreendida apenas por poucos. Mesmo sendo um mistério (I Coríntios 15:51), o Senhor Deus quer que o entendamos para sermos e estarmos consolados (I Tess 4:18).
          Temos que permanecer fiel ao Senhor em qualquer momento, em qualquer circunstância, todavia isso não quer dizer que teremos que passar pela Grande Tribulação; não sofreremos perseguição durante a implantação da marca da besta, pelo simples fato não estarmos aqui quando ela acontecer (Is 58:1).
          O texto de Apocalipse 13:16-17, e refere  segunda metade da semana de que falou o profeta Daniel: “E ele firmará aliança com muitos por uma semana; e na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oblação; e sobre a asa das abominações virá o assolador, e isso até à consumação; e o que está determinado será derramado sobre o assolador.(Dn 9:27). Exatamente depois de 1260 dias, 42 meses (Apoc. 11:2,3) o anticristo exigirá que sua marca (o chip B) seja implantado sobre todos aqueles que não foram arrebatados e que permanecerem fiéis a Cristo e ainda sobre aqueles que se converterão durante o período da Tribulação. Uma leitura atenta de Apoc. 7:9-17, mostrará que a grande multidão a que o texto se refere é composta de muitos grupos raciais e geográficos que serão remidos durante a Grande Tribulação – tendo em vista que nesses dias difíceis, tempo da aflição de Jacó (Jer 30:7-9), um remanescente de Israel será salvo, em meio a essa grande angústia, para servir a Deus em. A “angústia de Jacó” terminará por ocasião da vinda de Cristo para estabelecer Seu Reino na terra (Apoc. 19:11-21: 20:4-6). Mesmo a Igreja de Jesus sendo arrebatada antes da Tribulação, como o Senhor Jesus garantiu (Apoc. 3:10), a atuação do Espírito ainda se fará presente na pregação das duas testemunhas e dos 144 000 israelitas.
          O arrebatamento é a vinda de Jesus para os seus santos - o aparecimento em glória onde o Senhor Jesus será glorificado nos santos que serão arrebatados (II Tess 1:10, I Tess 3:13, 4:14).     
          A nossa atual era, em nível de santificação do povo de Deus, começou com a ressurreição corporal de Jesus e terminará com a ressurreição dos salvos no arrebatamento, daqueles que morreram em Cristo e daqueles que estiverem vivos por ocasião da vinda dEle.
          Por ser um mistério, o arrebatamento não algo de domínio público; ele não é compreendido por todos, e nem o será. Apenas os participantes, a Igreja de Jesus saberá desse evento. O arrebatamento é para o céu, o aparecimento de Jesus é para a terra. Mesmo esse evento estando próximo, nenhum ser humano tem condição de precisar o momento exato.
         Muitos esperam o arrebatamento somente após Apocalipse 19, ou seja, após a Tribulação. Todavia, analisando toda a Palavra de Deus, veremos que ele acontecerá justamente antes da Tribulação, após Apocalipse 12 e provavelmente entre Apocalipse 3 e 4.
          Milésimos de segundos antes do arrebatamento, quando Cristo descer do céu (e permanecer entre o céu e a terra – nos ares, I Tes 4:17), ocorrerá ressurreição dos que morreram em Cristo (I Tess 4:16). Essa ressurreição não é a mesma que João se refere em Apoc. 20:4-5, a qual somente ocorrerá depois que Cristo voltar à terra, julgar os ímpios e  prender a Satanás (Apoc. 19:11; 20:3). Certamente a primeira ressurreição (Apoc. 20:5) se refere àqueles que morrerão no período da Grande Tribulação, por obediência a Cristo, e talvez também se refira ao santos do Antigo Testamento.
          Tanto os crentes ressurretos como os que acabaram de ser transformados serão “arrebatados juntamente (I Tess 4:17) para encontrara com Cristo nos ares, na atmosfera entre a terra e o céu – derrubando definitivamente a Lei da Gravidade.
          É uma questão teórica, se o arrebatamento vai ocorrer antes, durante ou após a Grande Tribulação. Para mim é claro, em função de várias evidências bíblicas. Vou citar apenas algumas:
  • Para que o dilúvio acontecesse primeiro Enoque teve que ser arrebatado (Gn 5:24).      
  • Como Noé teve que entrar na arca antes do dilúvio e Ló teve que deixar a pecaminosa cidade de Sodoma e Gomorra antes da queda de enxofre sobre elas, também o Senhor Jesus arrebatará Sua Igreja antes da Tribulação - antes que o poder do Anticristo atinja seu apogeu;
  • No arrebatamento antes da Grande Tribulação, estaremos livres de todas as aflições (II Cor 5:2-4; Fp 3:21) de toda perseguição e opressão (Apoc 3:10), de todo domínio do pecado e da morte (I Cor. 15:51-56);
  •  Como o Senhor Deus permitirá que Igreja passe pela Grande Tribulação, se justamente o arrebatamento nos livra da “ira futura” (I Tess 1:10), ou seja, da Grande Tribulação.
  • Após o arrebatamento a Igreja de Cristo começará a ser recompensada, mediante a outorga de galardões, no Tribunal de Cristo; (2 Co. 5.10.  As Bodas do Cordeiro, que se dará em seguida ao Tribunal  será uma grande festa no céu, enquanto na Terra ocorrerá a Grande Tribulação.
         Ao arrebatamento a Bíblia chama de: a vinda do Senhor como "ladrão". E o Seu aparecimento, a chegada do Rei em grande Poder e Glória, é chamada de a vinda do Senhor "como relâmpago" (Ap 16:15 Mt 24:42-44; II Pe 3:10).
      Esses eventos são duas coisas completamente diferentes. Se bem que ambos, o ladrão e o relâmpago, vêm sem aviso prévio. Todavia, a vinda de um ladrão é silenciosa e perceptível somente para poucos que estão atentos e "acordados".  Já o relâmpago é acompanhado pelo barulho e estrondo do trovão e é visível para todos (assim será a volta de Cristo após a Grande Tribulação, Apoc 1:7). Além disso, um ladrão vem para buscar preciosidades, para levá-las silenciosamente e guardá-las em um lugar seguro (tem lugar mais seguro que o céu?!). Mas um relâmpago vem em conseqüência de uma atmosfera extraordinariamente carregada (como será na Grande Tribulação) e produz ao mesmo tempo alivio da tensão e purificação.
        Essa vinda do Senhor "como ladrão" acontecerá em completo segredo! E será com certeza anterior a implantação da marca da besta.
        Muitos na igreja estão vivendo de qualquer forma, sem compromisso com a Verdade, não abandona o pecado e o mal; ou seja, é infiel ao senhorio de Jesus. Esse será deixado para trás no arrebatamento (Mat. 25:1-10) e fará parte da Igreja Apóstata que ficará aqui, na Grande Tribulação, para o período do Anticristo, sujeitos à ira de Deus. A Grande Tribulação começará logo após o arrebatamento. Virá Dia do Senhor, um tempo de grande sofrimento ira sobre os incrédulos. Esse dia será de âmbito mundial, será o pior tempo de aflição e angústia que3 já ocorreu na historia da humanidade (Dn 12:1; Mt 24:21). Será um período de enorme sofrimento para os judeus (Jr 30:5-7). Estará sobre o controle o “homem do pecado”, o “filho da perdição”, o “anticristo”.
          Quando essa Grande Tribulação começar a acontecer, nós já estaremos no céu – seremos arrebatados com Cristo. Justamente, o que marca o fim desse período de sofrimento e destruição é a volta de Jesus Cristo em grande poder e glória, com Sua Noiva (Apoc. 19:7-14) para efetuar o livramento do fiés remanescentes e o juízo e a destruição dos ímpios (Ez. 20:34-38; Mat. 24:29-31, Luc 19:11-27; Apoc. 19:11-21). Essa vinda de Jesus, no final da Grande Tribulação, não é a mesma descrita em Mat 24:42-44, que se refere ao arrebatamento que ocorrerá antes dessa Grande Tribulação.
          O Período da Grande Tribulação se refere a Israel e não à igreja de Jesus. Ele não sujeitaria sua amada noiva aos terríveis eventos da Tribulação. Não faz absolutamente nenhum sentido o Senhor fazer sua noiva passar pelos horrores inimagináveis da Tribulação - mesmo considerando-se que a igreja é formada por pecadores. Cristo nos salva pela Sua graça e não por algum mérito nosso, de modo que propósito haveria em punição a Igreja durante a Grande Tribulação? Enquanto estivermos nestes corpos mortais, o pecado continuará a caracterizar nossa existência e nenhuma punição apagará nossa natureza pecaminosa. Somente após recebermos nossos corpos glorificados é que finalmente estaremos livres do pecado – isso acontecerá no arrebatamento.
          A Grande Tribulação durará uma semana de anos, Dn. 9. 27. Será a Septuagésima semana de Daniel. Uma semana de anos corresponde a sete anos; a semana será dividida em duas etapas de três anos e meio. A última etapa da 70ª semana é assim designada: tempo, tempos e metade de um tempo. As primeiras sessenta e nove terminaram com a crucificação do Messias; Dn. 9.26. Provavelmente num interlúdio entre a 69ª e a 70ª semana – corresponde ao interlúdio da graça. Quando a influência restringidora da operação do Espírito Santo em, e através da Igreja, for removida, por ocasião do arrebatamento, então iniciará a última e terrível semana – A Grande Tribulação.
          As duas parábolas de Mateus 24 são profecias do Senhor Jesus que dizem respeito à Igreja, apresentando os dois aspectos básicos na vida de um cristão:
A Fidelidade e a prudência;
 A vigilância e a prontidão; ambas relacionadas com a Vinda de Cristo.
          Já em Mateus 25, com a parábola das dez virgens, o Senhor Jesus deixa claro que um cristão normal deve cuidar não só do aspecto de vida, mas também do aspecto do serviço.
         Convictos, desta verdade podemos afirmar: A IGREJA NÃO PASSARÁ PELA GRANDE TRIBULAÇÃO.
            Gilvan (73) 8848-3714
Em Cristo Jesus,
Gilvan Silva Santos, servo menor (gilvansilva00@hotmail.com).

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